Olá meu povo, como estamos? Já tinha um tempo que eu não maratonava uma série com tanto gosto. E depois de ter praticamente devorado Alex Cross, vim aqui compartilhar minhas impressões com vocês.
Série: Detetive Alex Cross
Temporada: 1 (em andamento?)
Ano: 2024
Episódios: 8
Duração média: 50min/episódio
País: Estados Unidos
Onde assistir: Amazon Prime Video
Em Detetive Alex Cross, um brilhante detetive utiliza seus estudos de psicologia para tentar decifrar casos de assassinatos a partir da psique dos suspeitos. Depois dos longa-metragens protagonizados por Morgan Freeman e Tyler Perry, a renomada coleção de livros de suspense de James Patterson ganha uma nova adaptação. Na versão seriada, Alex Cross, interpretado por Aldis Hodge (Adão Negro), é um detetive genial que utiliza técnicas da psicologia forense para analisar a mente dos suspeitos de seus casos. Ele vive perseguido pelo trauma causado pela morte da esposa e mantém uma verdadeira vida dupla, sendo um pai presente e amoroso em casa, mas à noite é um policial obstinado por caçar assassinos.

Alex Cross é doutor em Psicologia Forense e um dos melhores detetives do Departamento de Polícia de Washington. No entanto, por mais preparado que esteja, o rapaz entra em parafuso ao ver a esposa morrer em seus braços.
Mesmo após um ano, o detetive ainda não está plenamente recuperado das fases do luto. Porém vai precisar deixar suas emoções de lado para se concentrar no que pode ser o caso mais difícil que já encarou. Não bastasse isso, os fantasmas do passado voltam para assombrar o policial, que precisa decidir até que ponto vale a pena levar adiante uma vingança.
Eu nunca tinha ouvido falar de Alex Cross até encontrar o pôster da série passando pelo catálogo da Amazon Prime. A sinopse me chamou atenção, por ter elementos que eu gosto bastante: um bom mistério, personagens quebrados e uma boa dose de reviravoltas.
Assim, não foi difícil me render à trama. Os episódios são relativamente longos, com quase uma hora de duração. Porém as cenas são tão viciantes, que nem via o tempo passar e só queria saber o que iria acontecer no minuto seguinte.
Por conta disso, em cerca de três dias já tinha terminado a primeira temporada de queixo caído e com sede de respostas. Alex é um protagonista que me conquistou logo de cara. É um homem gentil, pai amoroso e faz de tudo pela sua família, mesmo tendo uma rotina complicada no trabalho.
Porém as coisas mudam de figura quando ele fica viúvo de uma forma tão brutal. E o que mais incomoda é que um dos detetives mais brilhantes do departamento nunca conseguiu respostas sobre o que teria acontecido com sua esposa.
Esse fato atormenta demais o personagem, que cria um verdadeiro castelo emocional à sua volta, impedindo de ver que a vida pode seguir em frente, mesmo diante de atrocidades que nos abalam.
Talvez por isso seja tão real e eu tenha me afeiçoado a ele. Torcia para que o detetive ficasse bem, ouvisse os conselhos do melhor amigo e visse as outras coisas boas que tinham acontecido.
Além disso, achei uma boa chamada para o apelo sobre cuidados com saúde mental, que claramente era o que Alex Cross precisava, especialmente se quisesse continuar no emprego.

Em contrapartida, um serial killer parece pouco se importar com o que está acontecendo na cabeça de Alex. Causando o caos pela cidade, diversas vítimas estão aparecendo, dispostas em situações nada condizentes com suas rotinas habituais.
Aparentemente, elas não tinham nada em comum, a não ser uma alta quantidade de drogas no organismo. Assim, não seria difícil para a comissária de polícia querer encerrar logo os casos, alegando que não passava de infelicidades causadas por overdoses.
No entanto, a mente brilhante de Cross percebe que tem furos nas cenas do crime, que estariam mais ligadas à assinatura de um assassino em série. E contra todas as ordens de seus superiores, o detetive não vai descansar enquanto não provar seu ponto.
E é aí que a série começa a ficar interessante. Toda vez que aparecia uma vítima, eu prestava atenção aos detalhes, para tentar acompanhar a linha de raciocínio do detetive (que em muitas vezes me lembrou as deduções de Holmes).

O assassino fica evidente logo de cara. Tanto o espectador quanto Alex matam a charada sem esforço. Porém isso não tira o mérito da história, já que o grande desafio é ter provas para não ficar apenas uma história de “ele disse, ela disse”.
Ao longo dos episódios, a tensão só cresce. Afinal, temos aqui uma verdadeira disputa de mentes brilhantes querendo mostrar ao mundo quem vence a corrida do mais esperto. Ficava agoniada a cada vez que Alex era desacreditado, mas também não poderia negar que o vilão era bem feito e digno de um detetive como Cross.

A fotografia mais sombria ajudou bastante na ambientação do mistério, mostrando uma Washington fora dos holofotes e glamour da Casa Branca. Isso porque os personagens que conhecemos em todos os núcleos eram pessoas comuns, vivendo vidas comuns.
No entanto, também escancara um lado que sabemos que existe, mas que insistimos em fechar os olhos quando queremos visitar uma cidade e olhar apenas as partes boas. Aqui, fica nítida a crítica que os produtores fizeram sobre a sociedade estadunidense em relação a racismo, exclusão dos mais pobres e corrupção disfarçada de eventos de caridade.
Talvez por isso a escolha do elenco tenha sido muito acertada. Todos os personagens fizeram um bom papel ao deixar claro as críticas em meio a cenas (muitas vezes perturbadoras, porém necessárias).
O que me fez refletir bastante sobre como alguns problemas vão continuar acontecendo, independente do poder aquisitivo dos países. E cabe a nós escolhermos se vamos querer continuar vivendo nesse sistema ou se vale a pena lutar contra ele.

Não apenas isso, o mistério ganha boa parte do destaque, trazendo reviravoltas até o último minuto. Fora que deixa um bom gancho para a sequência, que está disponível também no catálogo. No entanto, não vi informações se vai ter uma terceira temporada da série, ou se ela foi finalizada (cancelada). Em todo caso, estou curiosa para saber o que virá nos próximos episódios.
Aliás, outra surpresa que tive foi que Alex Cross é baseado numa série de livros de James Patterson, cujo protagonista é homônimo. Cheguei a procurar pelos livros e vi que alguns foram lançados pela Arqueiro aqui no Brasil.



Porém a série é bem maior lá fora. Como nunca ouvi falar desses livros e eles são relativamente antigos no mercado, pode ser que não tenha sido de interesse da editora trazer todos para o Brasil mesmo. O que é uma pena, pois os que vieram para cá tiveram comentários bem positivos (ao menos até onde vi).
Em resumo, Detetive Alex Cross é uma série ótima para quem procura muito mistério, mas com personagens reais. Ela traz diversas críticas à sociedade, além de boas reviravoltas. Perfeita para aproveitar um final de semana em casa e bancar o detetive.

Agora me conta nos comentários: você já conhecia a série de Alex Cross? E os livros, já leu?