12 de março de 2020

24 horas com meu ídolo

Olá meu povo, como estamos? Hoje temos a resenha de uma leitura finalizada recentemente e que ganhou meu coração: 24 horas com meu ídolo, uma antologia escrita por várias autoras brasileiras e organizada por Raffa Fustagno.

 

24 horas com meu ídolo
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

Essa é uma das leituras participantes de nosso projeto #12livrospara2020. Esse projeto é feito em parceria com as meninas do MãeLiteratura e Pacote Literário.

6/12

Livro: 24 horas com meu ídolo

Organizadora: Raffa Fustagno

Editora: Fora da Caixa

Páginas: 196

Ano: 2019

Skoob | Amazon



Você já ouviu alguém dizer que ser fã é perda de tempo? Que seu ídolo muitas vezes nem sabe que você existe? Você está com o livro certo! Aqui perda de tempo é não ser apaixonado por nada, não vibrar com uma música nova, com o lançamento de um filme ou o jogo do atleta que você venera. Nós sabemos a importância de uma foto e de um autógrafo. Venha se deliciar em sete histórias sobre como admirar alguém pode ser uma experiência única. Afinal, todos os nossos protagonistas têm apenas 24 horas para viver esse sonho junto com seus ídolos. Por acaso, você já pensou em como seria conhecer o seu e o que diria para ele? Então, junte-se a nós! Quem sabe, um dia, será você quem contará uma história?!

 

24 horas com meu ídolo

Todo mundo tem alguém que admira muito, seja na ficção ou na vida real. E, quando essa pessoa é da vida real, mas é famosa, a gente acaba sonhando com o que faria ou diria se tivesse a chance de ter ao menos uns minutinhos perto dessa pessoa.
Mas e se você tivesse 24 horas para ficar com seu ídolo? Isso mesmo, um dia inteirinho, para você ficar pertinho da pessoa que te inspira, de alguma forma, a ser quem você é hoje? Eu mesma não sei o que faria se ficasse perto de Anne Rice, só minha autora favorita da vida, que me tornou a leitora que sou hoje. Como ela reagiria se soubesse que transformou minha vida de uma maneira tão profunda?
É com questões como essa, que movem a imaginação de muitos fãs, e pelas quais sete autoras foram convidadas a escrever a antologia ’24 horas com meu ídolo’. Aqui, mesmo que sejam nomes fictícios, fica fácil saber quem são as pessoas famosas de quem elas são admiradoras.
E, como são contos independentes, cada uma deixou sua imaginação fluir mesmo, contando como seria seu encontro ideal. Então temos romances acontecendo, igual em filmes, encontros casuais com pessoas em locais públicos, encontros inimagináveis, que só aconteceriam em sonho mesmo…
Tudo é permitido nesse livro. O que achei mais legal é que parece que todas elas combinaram de ter uma escrita bem levinha. E a sintonia ficou tão grande, que a gente só sabe mesmo quem são as autoras, pois antes de seus respectivos contos, temos uma breve biografia delas, onde elas fazem agradecimentos e falam um pouco sobre seus ídolos reais.

 

 

“Como você conversava com seu maior ídolo? Como você dirigia uma palavra a alguém que tinha mudado tanto a sua vida e nem te conhecia?”

 

 

Se não fosse por isso, eu não notaria mesmo a diferença entre as escritas. Não sei se essa era a ideia, mas funcionou. Exatamente por isso, consegui ler em pouquíssimos dias, só porque estava curtindo uma preguicinha de carnaval e alternando entre séries e filmes. Se não fosse isso, teria lido tudo em poucas horas, isso sim. 😍

 

 

 

24 horas com meu ídolo
Foto: Hanna de Paiva| Mundinho da Hanna
Como são contos bem curtinhos, não posso me aprofundar muito neles, se não acabo dando um spoiler atrás de outro (rsrsrs).  Mas posso dizer que a leitura é bem fluida, com muitas cenas que vão te arrancar sorrisos frouxos, darão aquele quentinho no coração e ainda te deixarão muito p* da vida.
Dentre os sete contos, devo destacar o conto da Gaby Brandalise, ‘A norma de amor oculta’, onde ela faz uma mistura de filme adolescente de Sessão da Tarde com dorama, mas que no final deu certo. Confesso que foi um final que eu estava torcendo para acontecer, mas ainda assim, ficou meio aberto. Então o final que eu gostaria que tivesse acontecido se encaixa perfeitamente nele. 💓
Outro que se tornou o meu favorito foi ‘Uma chance em mil’, da Marinna Leão. Ela escreveu um dos contos que mais amei, por que mostrou um pouco de girl power. Não que os outros não tenham um pouco também, mas esse foi o que mais gostei, pois estava mais presente. Principalmente porque fazia parte do sonho de nossa protagonista.
E, apesar de eu não curtir muito o esporte que é citado nele, foi o que mais me senti no cenário, principalmente porque ela conseguiu descrever em poucas palavras (já que era um conto), tanta coisa, que eu tava me sentindo na pele da protagonista e sentindo as mesmas emoções.

“Eu peguei minha mochila e respirei fundo. Segui o caminho que estava bem à minha frente.”

E o que mais me representou, apesar de não ser a mesma linha de pesquisa, foi ’24h no aeroporto’, da Camila Costa. Esse conto me representou mais porque nossa protagonista é uma cientista! Sim, embora ela seja astrofísica e eu paleontóloga, linhas completamente diferentes, ela me representou porque era uma menina que lutou para estudar fora, conseguiu fazer seu mestrado numa universidade de ponta e, ainda assim, tem uma vida e tempo para ser fã de alguém.
Além disso, contos e livros com protagonistas assim me chamam mais atenção, principalmente por ainda serem poucos os que retratam as aventuras de mulheres cientistas. Amo ver minha profissão retratada na literatura, assim mais pessoas sabem que mulheres podem fazer tudo, até mesmo ciência! Aliás escritorxs e editoras, fica aí a dica para possíveis novos protagonistas de suas histórias! 😉
Apesar de ser um livro relativamente fininho, com pouco menos de 200 páginas, é aquele livro que vai te dar aquele quentinho no coração várias vezes, especialmente nas cenas de romance. Além disso, o fato de serem contos independentes se torna uma vantagem, já que você não tem a obrigação de ler os contos na ordem. O que também é ótimo para quem tem uma rotina corrida, mas não quer abandonar o hábito da leitura. 😉

 

24 horas com meu ídolo
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

 

Falando sobre o livro em si, eu tenho um xodó pela minha edição, por ser autografada pela organizadora Raffa Fustagno. Além disso, amei a arte da capa, em tons de verde bem amorzinho, e retratando um dia na vida de uma fã, acompanhando seu ídolo em algum trabalho; uma cena que se repete na vida da gente, mesmo que a gente não note ou não admita (rsrsrs).
O livro é pequeno e bem levinho, com capa impressa em papel cartão e as páginas em papel pólen, o que é ótimo para minha vista. A revisão está de parabéns e os capítulos estão divididos com as biografias/agradecimentos de cada autora.
Achei bem legal essa ideia, pois assim temos a impressão de estarmos mais próximxs da mente que idealizou aquela história. E, como são cenas idealizadas de como elas encontrariam seus ídolos, podemos sofrer, rir e até sonhar junto com elas, até mesmo identificando gostos em comum.
Outro detalhe que achei um charme na edição foram, literalmente, os pequenos detalhes. Cada página é marcada com um coraçãozinho, o que deixou um toque bem amorzinho no livro. Além disso, cada conto tem uma gravura que te remete ao tema que será abordado nas próximas páginas, coisa que ficou bem criativa e charmosinha.



Leia também: Realidades adaptadas

 

Para quem não conhece, a organizadora dessa antologia, a Raffa, é uma autora cariosa, que tive a oportunidade de conhecer pessoalmente um tempo atrás. Ela é um amor de pessoa e de escritora, apesar de não ter citado o conto dela como um de meus favoritos (gostei de todos, mas tive que escolher três para citar aqui, rsrs), foi um dos que mexeram com minha mente, porque o objetivo dela foi cumprido e me deixou confusa entre realidade e ilusão até o final.
Super recomendo a leitura desse livro, por ser rapidinha, leve e divertida. Do jeito que me identifiquei com algumas protagonistas, creio que você também vai se ver em alguma(s) delas. Fora que é uma ótima recomendação, se procura livros escritos por mulheres e, ainda, uma obra de literatura brasileira. Com todos esses elogios, minha nota só podia mesmo ser a máxima, né? Então, lá vão 5 estrelinhas! 😉

 

 

Já leram esse livro? E a organizadora, conhecem? O que acharam da resenha? Me contem aí! 😉

 

Postado por:

Hanna de Paiva

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