Olá meu povo, como estamos? Freida McFadden ataca novamente e estamos com diversos lançamentos dela chegando no Brasil. Um deles foi ‘A Inquilina’, lançado pela Record, que promete muitas emoções. E, depois de ter devorado essa leitura, cá estou eu para compartilhar o que achei.
Livro: A Inquilina
Autoria: Freida McFadden
Tradução: Irinêo Baptista Netto
Editora: Record
Ano: 2025
Páginas: 350
País: EUA
Formato: Impresso
Nota: 4/5
Não há nada como o nosso lar…
Blake Porter estava em franca ascensão ― até não estar mais. Depois de ter sido demitido de uma hora para outra de seu cargo como vice-presidente em uma agência de marketing, ele fica sem condições de pagar as prestações do financiamento da casa no Upper West Side, onde mora com a noiva em Nova York. A solução para essa conta que não fecha? Alugar um dos quartos.
Depois de conhecer alguns candidatos a inquilino um tanto peculiares, Blake conclui que será difícil encontrar a pessoa certa. E é aí que surge Whitney. Simpática, educada, sem frescuras e precisando muito de um lugar para morar. Ela é exatamente o que o casal procura.
Será?
Porque, assim que ela se muda para a casa, coisas sinistras começam a acontecer. A cozinha exala um cheiro de comida podre, mesmo após várias faxinas. Os vizinhos passam a tratar Blake de um jeito diferente. Barulhos estranhos o acordam no meio da noite. Até a roupa que ele usa parece lhe dar alergia. De repente, Blake passa a desconfiar de que seus piores segredos podem ter sido descobertos…
O perigo mora na sua casa, e, quando Blake se der conta, será tarde demais. A armadilha já está pronta.

Blake Porter é um profissional de marketing em ascensão. Seu novo cargo de vice-presidente numa empresa multinacional o faz ficar com bastante expectativas, refletindo no padrão de vida alto que alimenta junto da noiva, Krista.
Porém, ele não pode aproveitar o cargo recém-conquistado, pois uma denúncia anônima o faz ser demitido por justa causa. Sem previsão de um novo emprego tão cedo, o rapaz logo se desespera ao perceber que vai ter problemas em pagar suas contas. Até mesmo porque morar numa boa região de Nova York não é nada barato.
Tentando arrumar soluções temporárias para arcar com o financiamento da casa, ele decide alugar um dos quartos. O que consegue, após diversas entrevistas frustradas. Whitney é a inquilina perfeita: bem educada, gentil, disposta a ajudar nas tarefas de casa e boa pagadora.
Logo, não seria uma experiência tão ruim conviver com a moça por um tempo. Mas Blake vai se arrepender em seguida, pois coincidentemente, coisas estranhas começam a acontecer pela casa. Cheiro podre que vem sabe-se lá de onde. E por mais que se limpe a casa, ele nunca vai embora.
Barulhos tiram o sono do rapaz toda noite, porém ele não tem ideia de onde vem. Objetos que saem do lugar misteriosamente e sempre deixam Blake duvidando de sua própria memória.
Coisas pequenas, mas que se tornam grandes com o passar dos dias e o protagonista logo se sente ameaçado. Ainda mais porque tudo isso só começou após a chegada de Whitney. Será tudo uma mera coincidência? Ou realmente Blake precisa se preocupar?
“Seu entusiasmo faz com que eu me sinta um pouco melhor. Sim, estamos abrindo a casa para uma estranha, mas Whitney parece ser bem legal. Talvez a gente se divirta morando juntos.”
Nossa, como eu estava ansiosa para ler esse livro! Desde que a editora anunciou o lançamento de ‘A Inquilina’, estava contando os dias para ter o exemplar em mãos (ter recebido da editora foi surpresa, pois eu planejava comprar mesmo).
A premissa dele prometia bastante e eu queria conhecer a mais nova promessa de adaptação também. Porém, sendo um suspense de Freida McFadden, tentei deixar minhas expectativas mais baixas, por saber que nem sempre o desfecho faz sentido.
A história segue a receitinha de bolo da autora, com uma narrativa em primeira pessoa, pelo ponto de vista de Blake. O rapaz está muito encantado com seu novo cargo na empresa, e age como se fosse o próprio dono do empreendimento.

Assim, não demora para arranjar roupas de grife, se matricular numa academia chique e comprar uma casa enorme numa área nobre de Nova York. Além disso, sua maior conquista foi ter dado um anel de diamantes bem chamativo para Krista, a futura esposa pela qual o rapaz é apaixonado.
“Mais uma vez, consigo ver nos olhos de Whitney que está se divertindo. Ela adora o fato de Krista acreditar mais nela do que em mim.”
Olhando de fora, parece mais um conto de fadas. Porém o clima de final feliz vai acabar rapidinho, quando Blake for demitido e sair da empresa com uma mão na frente e outra atrás. Sem perspectiva de um novo cargo, ele não tem saída a não ser alugar um dos quartos da casa para quitar as contas do mês. Até porque o financiamento do imóvel vai durar por bastante tempo e ele não poderá arcar até o final.
Entre diversas entrevistas, conhecemos Whitney, uma jovem garçonete que, coincidentemente, procura um lugar para morar a um valor razoável. O acordo é feito e não demora muito para a mudança ser efetivada.
Porém, quando isso acontecer, Blake não terá mais um dia de paz. Isso porque bastou a menina nova passar a frequentar a casa, para o rapaz perceber coisas estranhas acontecendo. Logo o rapaz se pergunta se é tudo ilusão de sua mente estressada, ou se de fato tem alguém perseguindo ele.
Além disso, no caso da segunda opção, quem teria interesse nisso e por quê? Se sentindo cada vez mais ameaçado dentro da própria casa, o rapaz começa a investigar quem seria Whitney e o que ela tem contra ele, para querer sua morte.
Embora não seja um detetive profissional, eu achei que Blake fez uma boa investigação. Contudo, ele não é um personagem que me cativou. Sua personalidade egocêntrica me fazia revirar os olhos a cada vez que começava o discurso de “ain, eu sou lindo, forte e ninguém pode me pegar”. Mas bastava ouvir um barulho que logo se tremia de medo.
“[…] É coisa demais. E achei que vir até aqui me ajudaria a encontrar respostas, mas agora não estou tão certo disso.”
Os personagens secundários também me convenceram, porém até a página dois. Krista é uma noiva apaixonada, que faz tudo pelo parceiro. Mas também é uma verdadeira banana e até dou razão ao Blake quando tem raiva ao não ser ouvido por ela.
Me dava nos nervos ver que ela parecia ter vindo ao mundo a passeio e não percebia as coisas acontecendo ao redor dela (a típica primeira vítima de filme de terror).

Já Whitney é um mistério à parte. Gostei do desenvolvimento dela e como se seguiu até o final. Contudo, acho que algumas motivações foram bem fraquinhas e não me convenceram tanto quanto eu esperava.
“[…] É bem fácil fazer uma pessoa perder a cabeça quando você a conhece bem.”
As reviravoltas explicam diversas pontas soltas ao longo da trama. Mas acho que a autora quis causar demais e acabou pecando pelo excesso de informação. Então foi bom, porém desnecessário. Além disso, acho que a motivação fraca deixou o gostinho meio agridoce no final.
Por isso, ‘A Inquilina’ não vai levar nota máxima dessa vez. Mas ainda recomendo para você que gosta de uma leitura mais rápida e intensa, ou se está começando a se aventurar nesse gênero.
Falando sobre o livro em si, gostei bastante da diagramação e da revisão. Além disso, as páginas mais grossinhas e a fonte num tamanho agradável deixaram a experiência mais positiva. Sobre a capa, achei simples e objetiva, seguindo os padrões do lançamento original.
E aí, já leu esse ou algum outro livro da autora? Me conta nos comentários!
