17 de agosto de 2021

A ampulheta de Istambul | Gabriel Ritta

    Olá meu povo, como estamos? Hoje temos resenha de A ampulheta de Istambul, mais um conto da Confraria Crônicas Fantásticas, escrito por Gabriel Ritta. 
A ampulheta de Istambul | Gabriel Ritta
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna
Obs. Conto lido em parceria com a editora Crônicas Fantásticas

44/24
Livro: A ampulheta de Istambul 
Autor: Gabriel Ritta
Editora: Crônicas Fantásticas 
Páginas: 32
Ano: 2021

Um homem sobe em um trem na capital da Turquia, de repente, uma perseguição alucinada atrás de um ladrão começa.
O que ele descobre é diferente de tudo o que ele poderia imaginar.

A ampulheta de Istambul | Gabriel Ritta

 

   Hoje a resenha será bem curtinha, já que A ampulheta de Istambul é o conto mais curto desse mês também.  
   Logo quando vi a capa desse conto e a sinopse, foi automática a minha lembrança ao clássico de Agatha Christie, Assassinato no Expresso Oriente. 
   Quando comecei a ler, estava preparada para encontrar algo nesse estilo, mas me enganei redondamente. 
   A semelhança, talvez, estivesse na presença de um detetive amador no trem e só. Tudo gira em torno de uma ampulheta, que supostamente foi roubada por um pivete, e a perseguição atrás dele no trem. 
   Aos poucos, somos apresentados aos personagens, e vamos entendendo um pouco da confusão que se passa na viagem até Istambul. 
   Apesar de ser o conto mais curtinho desse mês, foi o que eu mais gostei, exatamente por abordar os fatos com esse quê de mistério a la “rainha do crime que, confesso, estava com saudades’. 
   Mas, se pensa que aqui teria apenas a busca pelo “culpado”, está bem enganado, já que o tema é fantasia. 
   Então espere surpresas e reviravoltas no meio do caminho, regadas a muita magia. Ninguém é o que parece ser e todo mundo pode enganar todo mundo. 
   Com uma escrita ágil e sem rodeios (que, particularmente, eu amo), o Gabriel conseguiu me manter na leitura o tempo inteiro, embarcando no trem junto ao protagonista, que é também o nosso detetive amador. 
   Pela descrição, me lembrou um pouco o próprio Poirot, se ele tivesse realmente se aposentado, mas não conseguiu de fato largar o ofício. 
   Talvez por isso eu tenha simpatizado logo com ele. O fato dele ser amador o faz bem atrapalhado e, por vezes, metido a fofoqueiro, o que dá um toque mais divertido à leitura, o que também o distingue totalmente dos livros da Agatha, e foi uma boa saída, para evitar mais comparações entre as obras. 
   E, apesar de ser um conto bem curtinho, o final dele é aberto, mas é surpreendente, que me deixou de queixo caído e só consegui pensar “caramba, faz todo sentido!”. 
   Eu amei esse conto e recomendo, especialmente se você está buscando dicas para começar uma rotina de leitura, mas não tem muito tempo para se dedicar no começo. 
   E, se já tem o hábito e quer conferir também, fique à vontade. 😉   
A ampulheta de Istambul | Gabriel Ritta
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

   Como sempre, a revisão e a diagramação estão perfeitas. A capa já mostra logo a que veio o conto que, particularmente, eu amei. 
   Já leram algum outro conto do Gabriel? Curtiram essa vibe mais Agatha Christie? Me contem aí! ^^  

   
    
     
    
Postado por:

Hanna de Paiva

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