17 de outubro de 2020

A guardiã – A caverna de cristal | Gabriel Gouvêa

    Olá meu povo, como estamos? Hoje eu trouxe a resenha de um livro bem legal, que me foi cedido em cortesia pelo autor nacional Gabriel Gouvêa. 
A guardiã - A caverna de cristal | Gabriel Gouvêa
Foto: Divulgação

34/12

Livro: A guardiã – A caverna de cristal 

Autor: Gabriel Gouvêa

Editora: Fross

Páginas: 312

Ano: 2019

Skoob | Amazon


Aos 14 anos, Ishtar teve sua vida – e toda a sua noção de realidade – completamente modificadas. Já não bastassem os acontecimentos estranhos em sua vida desde o seu último aniversário, um inesperado ataque de um monstro levou-a ao convite que mudaria a sua vida: tornar-se estudante no Colégio dos Guardiões, onde poderia desenvolver poderes incríveis que nem ela mesma sabia possuir.
Vivendo agora em uma cidade estranha, onde acaba conhecendo seres de dimensões paralelas, ela terá de aprender a lidar com seus poderes e essa nova realidade, contando com a ajuda dos amigos que fará nessa jornada de aprendizado.
A Caverna de Cristal é o primeiro volume da série A Guardiã, e irá agradar aqueles que gostam de livros de fantasia.


A guardiã - A caverna de cristal | Gabriel Gouvêa


   
Ishtar é uma adolescente normal, que vive uma vida normal, ao lado de sua mãe. Enquanto sua mãe trabalha do dia todo no hospital, ela está levando seus estudos como pode, embora se sinta sozinha nos últimos dias. 

   Um dia, voltando para casa depois da aula, ela recebe umas visitas para lá de inesperadas, que ninguém acreditaria se ela contasse: um ser esquisito, assustador e que queria matá-la, e um cara que veio para salvá-la, ao mesmo tempo que lhe fez uma proposta bem louca, capaz de mudar sua vida para sempre. 
  Ishtar, então, tem nas mãos a oportunidade de fazer a diferença para si mesma, para sua família e, quem sabe, para seu mundo. 
  Eu confesso que não conhecia esse livro, até o autor me oferecer o exemplar para ler. Quando finalmente tive a oportunidade de ler, me surpreendi
  Ishtar (um nome para lá de diferente, por sinal), vive numa cidade que não é mencionada no livro, mas é em nosso mundo, que aqui chamamos de mundo original.
  Ela é teimosa, de personalidade forte e bem sarcástica. Porém, ao mesmo tempo que diz que vive uma vida feliz com sua mãe, lhe falta alguma coisa. 
  Embora não saiba o que é exatamente, aquilo mexe com a cabeça dela de uma forma, que a deixa bem distraída. 
  Some-se a isso o dia em que sua vida deu um giro de duplo twist carpado, quando ela recebe a visita de dois seres que ela jamais iria acreditar que existiam, se ela mesma não tivesse visto e falado com eles. 
  Um deles era Asin, um Guardião, que viu em Ishtar um poder fenomenal e que nenhum humano apresentou… até aquele momento. 
  Um poder daqueles deveria ser lapidado no Colégio dos Guardiões, em Médita, a dimensão dos Guardiões. 

“Nós somos os Guardiões e trabalhamos para manter a paz no mundo.”

  O outro ser era um Devorador, um demônio que suga a alma das pessoas no mundo original e some com elas do mapa
  Ele veio atraído também pelo poder de Ishtar, que acaba se tornando um alvo bem grande para a dimensão escura. 
  Depois do ataque, Ishtar acaba aceitando a proposta e se muda para Médita, a fim de aprender sobre o que lhe atacou e como pode defender as pessoas que ama. 
  Ishtar acaba entrando no Colégio dos Guardiões, onde vai aprender muito sobre a história de Médita, mas também da Terra e da dimensão escura… de onde vem os seres que a atacaram.  
  Escrito em terceira pessoa, o primeiro volume mostra mais a vida de Ishtar no colégio, com as amizades que faz e suas aulas. 
  As aulas dela são pura magia, literalmente, e ela está encantada com as descobertas que está fazendo, sobre si mesma, sobre o que existe além do que ela pensava do  mundo. 
  Essa parte do livro é uma verdadeira viagem, que nos leva junto com Ishtar para Médita. Tudo é tão mágico, é tão maravilhoso, que me lembrou um pouco (um pouco mesmo), algumas cenas de Hogwarts
  E essa parte também é mais lenta e detalhada, o que faz a leitura se tornar um tanto arrastada. Porém, mesmo sendo arrastada, ela não se torna chata, já que a leitura permanece interessante com a descrição do colégio e da cidade.   
  Ishtar é uma aluna do primeiro nível, que acaba fazendo amizades com outros alunos novatos, que são de dimensões não humanas. Aldebaran, Lachesish e Andrômeda são seus fieis escudeiros. 
  Como ela, eles também estão numa terra estranha, com pessoas estranhas. O que os fazem se juntarem e formarem uma relação de amizade muito bonita. 
  Aldebaran, um Panthera, tem uma forma assustadora logo de início. Quando fica zangado, não queira estar perto dele, é uma fera, literalmente. 
  Lachesish é uma espécie de réptil humanoide, mas é um doce de ser. Andrômeda é uma Elfan, inteligente e competitiva, logo vê em Ishtar uma “adversária à altura” para ver quem ganha mais pontos no colégio, mas elas tem uma cumplicidade muito bonita até. 
  Apesar de todos eles serem diferentes, Ishtar é a única que “não deveria” estar no colégio, pois humanos do mundo original não possuem Maná (que seria equivalente a Chi). Mas Ishtar surpreende a todos quando mostra do que é capaz. 

“Bom, agora é tudo ou nada.”

  E isso chama bastante atenção dos professores, e dos alunos também, o que mostra certas cenas que, infelizmente, são bem comuns no nosso mundo original, como bullying
  Eu achei interessante como o assunto foi abordado, ficando de maneira leve e fluida, porém elaborado e que te faz pensar que preconceito só muda de endereço, mas continua existindo. 
  Apesar de ter apenas 14 anos, Ishtar é uma menina responsável, mas ainda está amadurecendo. Então, temos momentos que encontramos uma adolescente imatura e frágil, e logo depois uma moça forte e decidida, que sabe que o mundo não gira em torno dela mesma.     

“Tudo o que podemos fazer é dar o nosso melhor.”

  Além disso, Ishtar fica ainda mais atormentada, conforme seus dias passam em Médita. Isso porque, a medida que seus poderes são desenvolvidos, mais ela começa a ficar incomodada com a sensação do “falta alguma coisa”, que começa a tomar forma
  Mas essa sensação é um mistério que acaba mexendo não apenas com Ishtar, mas com seus amigos, que estão tão curiosos quanto ela, e ao mesmo tempo, com medo de terem a resposta. Será que Ishtar está realmente preparada para saber a resposta? 
  E durante essa busca, deixamos de ter uma leitura arrastada e começamos o “tiro, porrada e bomba”,  que chega sem pedir licença e te surpreende. 
  Isso porque a resposta que Ishtar procura pode ser também de uma pergunta que os guardiões se fazem há séculos.   
  Parece que todas as pontas que eu estava pensando que não teria resposta se amarram e te dão mais caminhos para seguir. 
  Achei incrível que, aos 45 do segundo tempo, o Gabriel conseguiu descrever as cenas de maneira mais fluida ainda, mas com tantos detalhes, que eu viajei para elas junto com a Ishtar. 
  Mesmo com tanta coisa acontecendo na vida dessa menina, achei ela muito girlpower e estou na torcida para que continue assim na sequência que, aliás, é citada durante a leitura de uma maneira que achei genial! =)
  Mas como nem tudo são flores, agora deixa eu falar de algumas coisas que me incomodaram durante da leitura…
  Bom, para começar, Ishtar é uma menina que gosta muito da mãe e tem uma relação próxima, já que são apenas elas duas em casa. 
  Mas desde que elas foram para Médita, a mãe ficou meio que jogada para escanteio e só a Ishtar brilhou
  Sei que ela é nossa protagonista, mas esperava uma participação a mais da mãe dela. Não sei se ela vai aparecer mais no segundo volume, mas senti falta da personagem aqui nesse início. Esperava que essa relação entre elas fosse mais explorada.  
  Não apenas a mãe de Ishtar, mas alguns outros personagens secundários que pareciam ser importantes foram deixados de lado no meio do caminho e fiquei sem saber onde foram parar. Espero que eles sejam mais explorados no próximo volume. 
  Além disso, temos um grande mistério sobre a dimensão escura, que Ishtar parece ter esbarrado durante sua busca, e que me deixou cheia de caraminholas na cabeça. Nem preciso dizer que preciso de respostas! 😂😂

  Mas elas vão demorar um pouco, já que o Gabriel ainda está escrevendo a continuação. Outra coisa que me incomodou foi que eu li uma versão cuja revisão não estava muito boa. Mas em conversa com o autor, a revisão já foi feita e já está disponível para quem comprar o livro agora. Só por isso não vou tirar pontos do livro (se safou, hein? kkk).
  Falando ainda sobre o livro em si, ele foi lido em versão digital, então posso falar que a fonte está legível e simples. Além disso, eu amei a arte da capa, com um tom de azul bem escuro e nossa protagonista em destaque, assim como o título do livro. Isso deu uma combinação simples, e ao mesmo tempo, forte e bonita. O que mostra que não precisa muita coisa para ter uma capa incrível, né? 
  Assim, o livro acabou ficando com nota máxima e super recomendo a leitura. 💓

  

   E essa foi a resenha de hoje. Vocês já conheciam esse livro? Curtem literatura fantástica? Me contem aí! 😉

Postado por:

Hanna de Paiva

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