28 de agosto de 2021

A morte lhe cai bem | Sara Fidélis

 Olá meu povo, como estamos? Quem já é antigo aqui na casa, sabe o quanto perturbei vocês com a antologia Femme Fatale, que trouxe 12 releituras das “Princesas Disney”, com toque bem brasileiro e girl power
  E agora, a editora, que não é boba nem nada, trouxe uma nova antologia, chamada Era uma vez… vilãs, com os vilões dos mesmos contos de fadas como protagonistas. Não pude perder a oportunidade de ler conforme fossem lançando e, hoje, trago a resenha do primeiro volume, A morte lhe cai bem, da autora nacional Sara Fidélis.
A morte lhe cai bem | Sara Fidélis
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

47/24
Livro: A morte lhe cai bem
Autora: Sara Fidélis
Editora: Increasy 
Páginas: 43
Ano: 2021
Skoob | Amazon
 
 
Hadessa, derivado de Hades, é uma médica legista que respeita seus mortos, até que chega em sua mesa, Hércules, um rapaz que desperta interesse em Hadessa, até que ela descobre que ele não está morto.
 Hadessa é uma pessoa peculiar. A começar pelo seu nome, que é derivado de Hades, o deus do submundo, Hadessa ainda mantém um visual puxado para o gótico, o que a fez ter fama de “rainha dos mortos”, já que trabalha como médica legista no IML do Rio de Janeiro.
 Era apenas mais um dia de trabalho no necrotério, resolvendo mistério nos cadáveres que a polícia encontrava, quando algo inusitado aconteceu.
 Eis que um dos cadáveres estava vivo, o que rendeu um dos dias mais estranhos da vida de Hadessa. 
 Confesso que estava órfã dos contos da Increasy, desde que a antologia Femme Fatale terminou. E, quando anunciaram que teríamos o presente da antologia com as vilãs, eu não perdi tempo e fui logo ler.
 Inclusive, como vou acompanhar os lançamentos, vai ser até mais fácil ler na ordem dessa vez.
 O conto de estreia de Era uma vez… vilãs traz Hadessa, inspirada em Hades, o vilão na história de Hércules. 
 Gostei bastante do estilo da Hadessa, que é a versão personificada de “as aparências enganam”. Com seus cabelos tingidos de azul, visual gótico a sua profissão de legista, é bem comum ser chamada pelos corredores de “rainha dos mortos”. 
 Mas, quando ninguém está olhando, Hadessa é um doce de pessoa, que ama seus três cachorros, Zeus, Hera e Poseidon que, aliás, lembraram bastante os meus cachorros aqui em casa também.
 Além disso, Hadessa tem uns gostos peculiares, como fazer autópsias ouvindo música clássica e conversando com os mortos. 
 De acordo com ela, é uma boa forma de não tornar seu trabalho tão assustador. Mas pense no susto que ela leva quando descobre que Hércules, um dos cadáveres que chegou naquela manhã para sua mesa, não está morto!
 Com a fama de “rainha dos mortos” que tem no prédio, o fato de um dos mortos acordar em sua mesa lhe confere ainda mais medo por onde passa, já que as lendas a seu respeito podem ser verdadeiras. 
 Além disso, Hércules acaba virando notícia em todos os jornais, como o “morto que voltou à vida”, com Hadessa sendo sua salvadora milagrosa. 
 Em meio a tanta confusão, Hadessa só queria voltar para seus momentos de paz e sossego em casa, junto de seus cachorros.
 Mas agora, com a fama que gira em torno de sua vida e de Hércules, isso vai ser meio complicado.
 Sem contar que, ao conversar com Hércules, Hadessa contou alguns segredos que jamais esperaria que ele ouvisse.
 E agora, será que realmente Hércules ouviu tudo o que Hadessa disse na sala de autópsia? 
 Apesar de serem poucas páginas, eu curti bastante esse conto, especialmente por deixar a história de Hércules bem divertida e com uma cara bem carioca. 
 Hadessa se parece bastante comigo, principalmente no estilo. Eu não sou gótica, mas só não mantive meus cabelos roxos por preguiça de ir ao salão retocar a cor e desbotava rápido, mas sinto saudades…
 Além disso, compartilhamos o gosto por música clássica, para ficar rodopiando pela casa enquanto ninguém está olhando… haha
 Eu gostei bastante de como o conto foi conduzido, especialmente porque deu um toque mais cômico, mas sem ficar naquela pegada de mocinha de comédia romântica. 

“Como tudo que acontece em minha vida, isso é estranho, talvez bizarro e incomum […].”

 

 Com uma escrita fluida, a autora conseguiu levar com maturidade a estória, que teve um final aberto, que te deixa bem naquele clima de “e se…?’, que combinou super bem com o tema. 
 Além disso, o fato de se passar no Rio de Janeiro me deixou mais familiarizada com alguns lugares por onde a protagonista passava, o que me deu até nostalgia, já que estou há um bom tempo sem andar pela capital do Estado. 
 A revisão está perfeita, e amei a capa, que traz a personagem principal já mostrando a cara pra gente. E, como agora estou com kindle novo, ficou ainda mais nítida. O que deixou a capa ainda mais bonita.
Já conferiram a antologia nova da editora? O que acharam desse conto? Me falem aí!
Postado por:

Hanna de Paiva

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