29 de setembro de 2020

Amantes do cinema | Enola Holmes

    Olá meu povo, como estamos? Hoje eu vou falar sobre um filme muito legal, que está disponível no catálogo Netflix, Enola Holmes
Enola Holmes | Netflix
Foto: Divulgação

Ficha técnica
Filme: Enola Holmes 
Gênero: Policial
Ano: 2020
Duração: 2h03min
País: Estados Unidos

Enola Holmes (Millie Bobby Brown) é uma menina adolescente cujo irmão, 20 anos mais velho, é o renomado detetive Sherlock Holmes (Henry Cavill). Quando sua mãe desaparece, fugindo do confinamento da sociedade vitoriana e deixando dinheiro para trás para que ela faça o mesmo, a menina inicia uma investigação para descobrir o paradeiro dela, ao mesmo tempo em que precisa ir contra os desejos de seu irmão, Mycroft (Sam Claflin), que quer mandá-la para um colégio interno só de meninas.

Enola Holmes | Netflix

   Enola Holmes é uma menina gentil e simples, que vive com sua mãe Eudora. Ela sempre soube do poder que seu sobrenome carrega, especialmente quando seu irmãos mais velhos, Sherlock e Mycroft, ganham Londres e se tornam famosos em seus trabalhos investigativos. 
  Depois da morte do pai deles, a mãe e a irmã acabaram caindo no esquecimento dos irmãos, que agem como se não tivessem deixado família no interior. 
  No entanto, um mistério assola a mansão dos Holmes, quando a mãe deles desaparece, sem deixar pistas, ficando apenas Enola para trás. 
  Depois de anos sem se ver, os irmãos acabam se encontrando, o que gera bastante faíscas entre eles, tentando ver quem será que vai controlar a situação e sair vencedor, principalmente quando Enola mostra o que se tornou. 
  Eu confesso que não sabia da série de livros com a história de Enola Holmes, só soube quando vi a notícia do filme no catálogo do Netflix. 
  Como uma fã de carteirinha do detetive consultor, eu gosto bastante de ver essas adaptações que fazem, contando diversas facetas que o personagem pode ter. 
  Aqui, no entanto, temos a história dos Holmes contada de uma forma que eu já tinha me perguntado se era possível, e parece que uma autora leu meus pensamentos e realizou (rsrsrs): como seria a história da família contada pelas mulheres Holmes? 
 Assim, somos apresentadxs a matriarca dos Holmes, Eudora, que fez questão de criar sua filha caçula como ela mesma é: uma mulher forte, inteligente, esperta e independente.   
Enola Holmes | Netflix
Foto: Divulgação
 Conforme Enola (que em inglês significa alone = sozinha) cresce, ela vai aprendendo que pode ser o que quiser ser, o que já imaginamos que será um filme bem empoderado. E de fato é. 
 Com a chegada dos irmãos de volta à mansão, tentando desvendar o que aconteceu com a mãe deles, Sherlock e Mycroft são confrontados com uma menina que eles não esperavam ver: uma moça linda, mas completamente fora dos padrões que eles achavam que uma mulher naquela época deveria ter. 
  Por causa disso, Mycroft só falta ter um ataque histérico, como fosse a pior coisa do mundo e trata de, com seus ideais machistas e grosseiros, fazer Enola se encaixar na sociedade, o que gera faíscas atrás de faíscas entre esses dois. 
  Nem preciso dizer que nunca fui muito simpatizante do Mycrotf, especialmente agora com a irmã mais nova dele. Mycroft é o retrato de uma sociedade conservadora demais, retrógrada e mesquinha, que achava que as pessoas não devem ser felizes, apenas devem ser iguais umas às outras, para manter um padrão. 
  Se você não quer seguir o padrão, das duas uma: ou lhe falta correção, ou lhe falta sanidade mental. São ideias ridículas e pequenas, mas levando-se em consideração que Enola vivia numa sociedade do século XIX, onde isso era perfeitamente “normal”, tentei relevar, embora xingasse bastante Mycroft por dentro a cada cena. 
  Sherlock, por sua vez, é um curioso expectador. Ele não se mete, mas no fundo, parece concordar com os ideais de Enola, o que faz os dois terem um relacionamento meio “não mexo com você, e você não mexe comigo”.  
Enola Holmes | Netflix
Foto: Divulgação
  Mesmo que eles estejam presentes o filme todo, a Holmes que ganha destaque é Enola. Enola é feminista, empoderada, e não foi criada para deixar homem nenhum ditar como sua vida será, nem mesmo seu irmão mais velho. 
  Assim, as cenas dela, tentando descobrir o paradeiro da mãe por conta própria são magníficas. Além disso, enquanto ela vai tentando descobrir o mistério da família, acaba esbarrando em outro mistério, que ocorrem em paralelo, e parece ter a ver com o sumiço de Eudora. 
  Enola então, mostra que foi muito bem criada por sua mãe, e pode muito bem ser detetive, afinal, está no sangue dos Holmes o dom de dedução. 
  E ela chega numa Londres que está fervilhando, com o movimento pelo voto feminino. Nem preciso dizer que o filme todo é um grito de empoderamento. 
  O tempo todo Enola é desafiada, duvidam dela, e ela vem e dá tanto tapa na cara da sociedade, que é de bater palmas de pé. 
Enola Holmes | Netflix
Foto: Divulgação
  Enola é uma protagonista a frente de seu tempo, pronta para ajudar nessa luta para que mais mulheres possam ser o que quiserem, sem depender de príncipe encantado, de marido, ou seja lá que papel o homem cumpra nesse mundo. 
  Como é um filme feito para adolescentes, a ação que vemos não é do mesmo jeito que vemos nos filmes mais tradicionais de Sherlock. Porém, podem crer que temos muito “tiro, porrada e bomba” pois se não for assim, Enola não seria uma Holmes (rsrsrs).
  Outra coisa interessante é que Enola o tempo todo é nossa protagonista e narradora. Então várias vezes ela para uma cena para conversar com o público, como numa espécie de teatro. Eu achei bem legal, pois nos dá a oportunidade de participar da história também, mesmo que ela não nos ouça… (rsrsrs)
  Além disso, quem dá vida ao personagem de Enola é a mesma mocinha que interpreta Eleven, de Stranger Things
  Então temos uma mocinha que saiu do scifi direto para um filme de época, e se saiu muito bem por sinal! 
Enola Holmes | Netflix
Foto: Divulgação
  Não apenas ela, mas Sherlock é interpretado pelo mesmo ator que fez o Superman nos últimos filmes da DC
  Confesso que nunca tinha pensado nele como Sherlock na vida, mas acabou me surpreendendo, fazendo um papel quase parecendo p personagem principal, já que faltava o clássico cachimbo e o chapéu. 
  A não ser isso, o que na realidade não tinha muita importância também, já que ele era apenas um coadjuvante nessa história, a trama ficou muito bem amarradinha, com um final bem amorzinho e a gente termina querendo bater palmas para a protagonista. 
  Dou nota máxima a esse filme e recomendo de olhos fechados! 😍

  Vocês já viram esse filme? Gostam dessas releituras dos clássicos da literatura? Me contem aí! 
  
   

Postado por:

Hanna de Paiva

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