13 de fevereiro de 2021

Amantes do cinema | O céu da meia noite

 Olá meu povo, como estamos? Hoje vou falar sobre o filme O céu da meia noite, um dos primeiros que assisti esse ano no Netflix. 
O céu da meia noite | Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

Ficha técnica


Filme: O céu da meia noite 

Ano: 2020 

Gênero: Drama, Ficção Científica

Duração: 2h02min

País: EUA

O Céu da Meia-Noite acompanha Augustine (George Clooney), um solitário cientista no Ártico que tenta impedir que Sully (Felicity Jones) e seus colegas astronautas voltem para casa em meio a uma misteriosa catástrofe mundial.

O céu da meia noite | Netflix

    Num futuro não tão distante, o planeta passa por uma situação tão drástica, que viver nele se torna impossível. 
    Com a Terra tomada por radiação muito forte, o único local que ainda não foi atingido são os polos, os quais não comportam toda a população humana. 
    Assim, a única solução encontrada pela Humanidade é sair daqui e procurar um outro planeta que possa ser colonizado por nós. 
    Numa dessas missões, a equipe de Sully encontrou um planeta com atmosfera compatível com a Terra e está voltando para compartilhar os achados científicos depois de cinco anos em viagem espacial.
   Porém, com a radiação se agravando, apenas um cientista ficou na Terra, Augustine, o qual tenta impedir a todo custo que a equipe de astronautas retorne à Terra. 
   
O céu da meia noite | Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

   Eu já tinha visto um filme que, se não me engano também era dirigido por George Clooney e era bem lento. Esse não é diferente. 
   Dirigido e estrelado por Clooney, que encarna Augustine, vemos um filme bem longo, não apenas nas duas horas mesmo de duração, como a sensação que temos das coisas acontecendo mais lentas, em especial na Terra. 
   Augustine é o único louco (ou corajoso), que ficou no planeta, quando toda a Humanidade se mudou nas naves, rumo a planetas próximos para colonizar. 
   Ele sofre de uma doença terminal, e está já se considerando com os dias contados. Se a doença não lhe matar, a radiação vai, já que está avançando rápido. 
  O tempo todo vemos Augustine já mais velho e doente, se lembrando de seu passado como cientista brilhante em início de carreira. E vamos entendendo também como ele chegou onde está e o porquê.
   Assim, os dias dele são bem lentos na estação de monitoramento, até o dia em que aparece uma garotinha, aparentemente deixada para trás durante a remoção de pessoal. 
O céu da meia noite | Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

   Augustine não pode deixar a criança lá, e faz de tudo para tentar que alguém venha buscar a menina. Apesar de ser uma rotina mais lenta, a aparição da menina faz com que seus dias fiquem um pouco mais movimentados, já que a menina não fala, mas a companhia que ela faz ao menos dá um pouco de alegria para um velho doente e sozinho. 
  Mesmo assim, ele sabe que é perigoso para a garotinha ficar exposta à radiação, então faz de tudo para conseguir falar com alguém, inclusive tentar chegar até uma outra estação mais potente. 
  Além disso, a garotinha parece aflorar esses pensamentos de seu passado, que se vê cada dia mais atormentado e assombrado pelos seus próprios fantasmas. 
  Nesse tempo, conhecemos o outro núcleo do filme, que está viajando de volta para a Terra. Ao contrário da lentidão que temos na Terra, na nave os astronautas são mais jovens e mais ativos. 
  Nesse núcleo também temos mais um pouco de ação e aventura, já que eles estão indo em busca de algo bem novo. 
O céu da meia noite | Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

  A volta para casa parece ser algo bem emocionante, já que estão com muitas novidades para contar. 
  Porém, a falta de respostas da NASA é preocupante e o clima fica meio tenso por lá também.
  O filme fica o tempo todo intercalando entre o núcleo mais solitário e sofrido e o de mais ação. Isso deu um certo equilíbrio no filme, que ficou mais fácil para passar o tempo dele. 
  Como se passa num cenário do futuro, mas num cenário de Apocalipse, o filme não precisou de muitos efeitos especiais, mesmo sendo de scifi
  Isso foi uma grande sacada, pois mostra algo mais crível e mais próximo de nossa realidade. Mesmo que a tecnologia esteja mais avançada, ela não foi suficiente para retardar o que estava acontecendo com o planeta e recorrer a itens já utilizados hoje para se comunicar foi uma ideia brilhante. 
  Mas, ao mesmo tempo que sabemos que é uma realidade que pode ser próxima de nós, ficaram faltando algumas explicações ao longo do filme. 
  Achei que as respostas viriam ao longo dele, mas acabaram não vindo e fiquei um tanto triste com isso. 
  Além disso, é um filme com a pegada da ficção científica, mas acabou focando muito mais no drama. Eu chamaria de “drama do futuro”… 
O céu da meia noite | Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

  Apesar disso, é um bom filme, que vale a pena ser visto, sem expectativas. O final dele é aberto, o que te dá espaço para várias alternativas do que poderia acontecer, quando ambos os núcleos se cruzam. 
  Não sou muito chegada a finais abertos, mas aqui ele foi bem vindo, pois não sei se realmente caberia um final definitivo. 

  Esse filme é baseado num livro homônimo, de Lily Brooks-Dalton (em Inglês, Good morning, Midnight). Ele está à venda na Amazon.
  
O céu da meia noite | Lily Brooks-Dalton
Foto: Divulgação

   Vocês já viram esse filme? Curtem obras com essa pegada mais lenta e final aberto? Me contem aí! 😉

Postado por:

Hanna de Paiva

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