30 de outubro de 2021

Amantes do Cinema | O duelo

    Olá meu povo, como estamos? Hoje temos resenha de filme por aqui, com ‘O duelo’, um filme nem tão antigo, também não muito novo, disponível no catálogo Netflix. 
O duelo | Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

Ficha técnica

Filme: O duelo 
Gênero: Faroeste, Drama, Suspense
Duração: 1h58min
Ano: 2016
País: Estados Unidos 

Um Texas Ranger, membro da força policial do estado do Texas, investiga uma sucessão de mortes inexplicáveis em uma cidade chamada Helena.


O duelo | Netflix

   No século XIX, os Estados Unidos encarava a expansão tecnológica pelo Oeste, o que conferia, também, disputa por território. 
   Um dos últimos estados a serem inseridos no país foi o Texas, terra até então disputada por estadunidenses, mexicanos e índios. 
    Por conta da disputa acirrada e sangrenta, o Texas é terra de ninguém, palco de muitas mortes em circunstâncias misteriosas. 
    Era trabalho dos Texas Rangers tentar investigar a passagem de imigrantes através do Estado, além de cuidar da investigação de qualquer crime que acontecesse pelo Velho Oeste. 
    Em ‘O duelo’, conhecemos a história de David Kingston, que recebe a missão de investigar prováveis crimes de ódio na cidade de Helena. 
    Mas essa investigação promete muitas descobertas para David, especialmente sobre questões que ele achou que nunca mais iria se lembrar. 
O duelo | Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

     Apesar de já ter alguns anos do lançamento, confesso que não sabia desse filme ainda. E já deu para notar que estou bem na onda dos filmes de época, né? 
     Ao contrário dos últimos vistos, ‘O duelo’ é quase um filme típico de Faroeste, com o clássico sallon de cidade pequena, um xerife e desertos que são palcos das cenas de “bang bang”.
     Mas nesse, em especial, achei interessante que o filme não focou apenas na cena de ação, mas na trama em si. 
     O protagonista se chama David, que conhecemos quando ainda era criança e teve sua vida marcada por uma cena que nenhuma criança deveria ver. 
     22 anos depois, ele se alista e passa a trabalhar pelo governo americano em nome dos Texas Rangers, onde acaba se destacando, pelo talento investigativo. 
     Sua missão é investigar uma série de mortes violentas e de circunstâncias misteriosas, que ocorrem no rio que serve de divisa entre México e Estados Unidos, na cidade de Helena. 
     David aceita e acaba levando sua esposa, Marisol, junto. Ao chegar na cidade, conhecemos também Abraham Brant, conhecido popularmente como O Pregador. 
     O Pregador é praticamente o dono da cidade, já que comanda a lei, a comida, a economia e até a fé das pessoas, com seu “dom” da cura. 
     A cidade pode ser pequena, mas tem uma energia muito estranha, que David descobre logo ao chegar. 
O duelo | Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

     Sua esposa chama atenção por onde passa, por sua nacionalidade, especialmente pela disputa histórica que existe pelo Estado. 
      E David começa a se familiarizar com os costumes da cidade, enquanto tenta descobrir o que se esconde por trás do véu de cidade pacata e decente. 
     Mas fica complicado fazer isso enquanto tem que tomar conta de Marisol, que passa a chamar mais atenção do que devia. 
     Aos poucos, vamos entendendo o motivo de David ter tanta raiva da cidade, ter tanto cuidado com Marisol e, mais ainda, qual o real poder d’O Pregador.
    Como o filme caminha mais pelo lado do suspense, ele tem uma aura sombria por si só. O Pregador tem talento para muitas coisas, inclusive para lábia, que pode ser tanto usado para o bem quanto para o mal, se ele assim desejar. 
    Ele é o juiz e o carrasco da cidade e é incrível como a cidade baixa a cabeça para tudo o que ele diz. Quando David aparece e não faz o esperado, passa a ser uma pedra no sapato de Abraham, o que dá mais aquele clima de “mocinho x bandido”, clássico nos filmes do Velho Oeste. 
O duelo | Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

    Além disso, gostei desse filme por ter ação em determinados pontos do filme, que não ficou mais equilibrado e até um tanto parado em alguns momentos, mas nem por isso deixou de ser sombrio. 
    A própria fotografia do filme é bem sombria, o que dá até medo em alguns momentos. 
    E esse medo gira em torno das descobertas de David, conforme investiga os crimes e vai descobrindo como é a cabeça das pessoas que vivem em Helena. 
    Marisol é o exemplo clássico de como uma pessoa pode ser manipulada facilmente. Ainda me assusta como que Abraham consegue fazer isso com uma cidade inteira e ainda ser aclamado como um santo curador. 
    Mas serve como exemplo para vermos que pessoas desse tipo existem há tempos no mundo, arrebanhando multidões em nome de um Deus que nem mesmo ele acredita, só pelo poder. 
    Todo mundo nessa cidade parece mais um fantoche na mão de Abraham, e é difícil se manter lúcido por muito tempo. 
O duelo | Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

     O final é revelador e termina do mesmo jeito que começou, parado e com algumas explicações de pontas que ficaram soltas ao longo da trama, em especial pelo passado de David. 
     Resumindo, foi um filme que gostei bastante, especialmente por ser quase que fora da caixinha, já que uniu o clima de Velho Oeste com ‘Corra!’, o que deu uma toque de autenticidade ao filme. 
    Já tinham visto esse filme? Curtem filmes com essa proposta um tanto diferente?   
      

  
Postado por:

Hanna de Paiva

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