15 de maio de 2021

Amantes do Cinema | Os salafrários

    Olá meu povo, como estamos? Nos últimos dias eu estava bem caidinha, mas por uma boa causa. Para quem não sabe, como bióloga, sou considerada uma profissional da saúde e sigo um calendário de vacinação contra COVID diferenciado aqui no Rio de Janeiro. 
   Fiquei muito feliz em poder tomar a primeira dose da vacina essa semana, só não contava que seria premiada com tantos efeitos colaterais juntos…   
   Como não podia fazer muita coisa (até por isso o post de hoje está saindo um tanto fora de horário, pois estou me recompondo aos poucos), o jeito era esperar e cumprir repouso até que os efeitos colaterais passassem. 
  Nesse meio tempo, aproveitei para ver um filme que já queria há um tempo no Netflix, Os salafrários, uma obra “brazuca”, com Samantha  Schmütz e  Marcus Majella. 
Os salafrários | Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

Ficha técnica

Filme: Os salafrários 
Gênero: Comédia 
Duração: 1h34min
Ano: 2021
País: Brasil

Em Os Salafrários, Clóvis (Marcus Majella) reencontra Lohane (Samantha Schmütz), sua irmã adotiva que não via há anos. Enquanto Clóvis está sendo procurado pela polícia após aplicar um golpe em japoneses, Lohane também está em maus bocados, já que sua fonte de renda foi apreendida por agentes da prefeitura. Juntos, eles buscam superar as diferenças, a falta de intimidade e dar a volta por cima.

Os salafrários | Netflix

 

   A vida de Clóvis nunca foi muito fácil. Jogado de lar em lar, ele acabou adotado pelos pais de Lohane, com quem viveu até uma parte da adolescência, quando eles enfim se separaram e seguiram rumos diferentes da vida. 
   Lohane ganha a vida em Magé, como dona de um Trailler de lanches, que rende até um troquinho. Mas ela acabou sendo alvo de uma operação da prefeitura e teve sua única fonte de renda rebocada por irregularidades. 
   Sem ter muito o que fazer, ela acaba partindo para a capital do Rio de Janeiro, em busca do irmão adotivo Clóvis, que está muito bem de vida e pode ajudá-la a conseguir sua fonte de renda de volta. 
   Mas ela mal sabe como seu irmão resolveu se virar para ganhar a vida. Salafrário profissional, Clóvis faz o que for preciso para se dar bem às custas dos outros. Dá golpe em rico, em banco, onde for possível descolar uma boa grana. 
  Seus métodos dão bastante certo, mas como não existe golpe perfeito, ele acaba sendo denunciado pelas suas últimas vítimas e é procurado pela polícia. 
  Bem nesse tempo, Lohane o encontra, para piorar ainda mais sua situação, já que o que ele menos esperava nessa hora era visita de um parente com quem não falava há anos. 
  Agora Lohane e Clóvis embarcam em várias aventuras, em busca da liberdade, cada um da sua forma, e um depende do outro pra isso. 
Os salafrários | Netflix
Foto: Divulgação/Netfilx

  Eu já conhecia o trabalho desses dois desde o Vai Que Cola, que assisto de vez em quando e até gosto. Então já imaginava como seria nos filmes. Em Os salafrários, eles são dois irmãos, que a vida apresentou. 
  Clóvis cresceu da forma que nenhuma criança merece, sendo jogado de lar em lar, como se fosse um pacote velho que ninguém queria. Conforme ele foi crescendo, a rejeição foi se tornando mais evidente, o que ele percebeu e fez disso sua força, já que sempre dava um jeito de ficar sozinho, já esperando que fosse isso mesmo o que iria acontecer quando a família da vez se cansasse dele. 
  Como não tinha ninguém para lhe dar bons exemplos nem educação, ele acabou fazendo as coisas por conta própria e sempre desconfiava de quem tentava lhe ajudar. 
   Logo no começo do filme, já somos apresentados a um Clóvis que é revoltado com tudo na vida. Por conta disso, acha que aplicar golpes em pessoas mais ricas que ele é sua forma de vingança, já que no Brasil tudo pode, tudo acaba em pizza mesmo, então porque ele não pode aproveitar também? 
   Sua vida ia muito bem, principalmente quando ele passou a morar sozinho. Longe de todos, finalmente ele não poderia mais se sentir rejeitado, já que não tinha para quem olhar em casa. Além disso, ele estava livre para aplicar vários golpes perfeitos em quem fosse. 
Os salafrários | Netflix
Foto: Divulgação/Netflix

   Enquanto isso, Lohane vivia num mundo de contos de fadas. Quando cresceu, foi fazer o que tinha a disposição, pois ela queria se virar sozinha, mas ganhando sua graninha de maneira honesta.
   Mas ela acaba sendo vítima de um golpe de estelionato e depois acaba perdendo a única fonte de renda que tinha conseguido depois de tantos anos batalhando. 
   Como a grama sempre cresce mais verde do lado do vizinho, Clóvis mantém a pose de empresário de sucesso, que Lohane acredita e acha que é sua melhor opção para recuperar o bendito do trailer. 
   Mas ela tem duas grandes surpresas quando encontra o irmão: que não apenas era tudo ilusão e agora ela corre risco de ser presa como cumplice do irmão, pois o encontrou no lugar errado e na hora errada! 
   Sem ter muito para onde correr, já que ela chegou na capital com a mão na frente e outra atrás, o jeito é embarcar na canoa furada e torcer para conseguirem sair dessa confusão. 
   Eu já esperava boas cenas de comédia vinda desses dois, pois é impossível não rir com as confusões deles, ainda mais sendo irmãos.
   Mas no meio de tantas armações, discussões e fugas da polícia, eles tem bastante coisa para resolver. Podem não compartilhar o mesmo sangue, mas compartilharam uma casa, uma família e boa parte da vida. 
  A relação deles nunca foi muito boa, e agora foi uma hora para resolver tudo isso, mesmo que não fosse de um jeito muito convencional. 
Os salafrários | Netflix
Foto: Divulgação/Netflix
  É nítido o cuidado que eles tem um com o outro, embora não confessem. São vidas muito diferentes, pensamentos e personalidades também, mas no fim, são irmãos e que se amam. 
  Eu gostei dessa parte, por mostrar que não importa quanto tempo você passe longe, família é família e ninguém é perfeito 24h por dia. 
  Além disso, Clóvis e Lohane fazem uma sátira de um Brasil em que muita gente acha que pode se dar bem, porque aqui tudo corre frouxo. 
  Vários golpes que o Clóvis dá são familiares, é só ver o jornal qualquer dia desses para conferir. Além disso, ele dá uma alfinetada numa parte que mais nos revolta nos últimos tempos: na política e na justiça que só enxerga o lado que paga mais. 
  Não importa o que você mostre, o quão honesto seja, o filme mostra uma realidade cruel, de que a corda sempre arrebenta para o lado mais fraco e quem paga o pato é sempre o peão, enquanto a rainha está lá dominando tudo. 
Os salafrários | Netflix
Foto: Divulgação

   É um filme bem divertido, que passa rapidinho e garante boas risadas, além de um choque de realidade para nosso Brasil. Fora a fotografia que está muito bonita e a trilha sonora está mais carioca possível… (rsrsrs



  Vocês já tinham visto esse filme? Curtem filmes nesse estilo de sátira? Me contem aí! 



        

Postado por:

Hanna de Paiva

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