30 de julho de 2019

Aniversário do Theatro Municipal

   Olá meu povo, como estamos? Hoje nosso colunista Erik Lourenço trouxe sua experiência ao assistir uma ópera, pelo aniversário de 110 anos do Theatro Municipal.

110 anos Theatro Municipal
Foto: Erik Lourenço/Mundinho da Hanna

 

110 anos Theatro Municipal
Parabéns
Theatro Municipal do Rio de Janeiro #110anos
Como
vão meus leitores? Saudades de vocês! Essa publicação será muito especial, pois
me senti muito especial sendo convidado para assistir uma ópera na principal
peça do aniversário do Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Cá entre nós, me
senti tanto um nojo de pessoa, nem estava pisando no chão. Sinceramente me
senti mais importante do que o presidente da república
). Vou deixar de blábláblá!
E vou começar a contar minha experiência.

110 anos Theatro Municipal
Foto: Erik Lourenço/Mundinho da Hanna

110 anos Theatro Municipal
Foto: Erik Lourenço/Mundinho da Hanna



Ópera:
‘Fausto’ de Charles
Gounod

Local e época: Alemanha, Idade média.

Resumo da
ópera

ATO
1
– Desesperado de
encontrar um sentido à sua longa vida de estudos, o velho doutor Fausto resolve
colocar um fim nela. Leva um cálice com veneno à boca apesar dos cantos alegres
que vem da vida que continua, fora de seu estúdio. Renegando Deus, amaldiçoando
a existência, Fausto invoca Satã, que chega imediatamente e lhe oferece os seus
serviços. Fausto despreza as riquezas, a glória e o poder; ele quer a
juventude. Mefistófeles – forma com a qual Satã lhe apareceu – a oferece em
troca de sua alma. Frente à hesitação do doutor, Mefistófeles faz aparecer a
imagem de Marguerite em toda sua juventude. Fausto cede e Mefistófeles o
convida a beber não mais o cálice da morte, mas o da vida. Fausto se transforma
num jovem e parte, com seu companheiro infernal, ao encontro com sua bem-amada.

110 anos Theatro Municipal
Foto: Divulgação/Ana Clara Miranda


ATO
2
– Há uma quermesse e
a aldeia está em festa. Valentin está de partida para a guerra. Seu amigo
Siebel promete cuidar da irmã dele, Marguerite. Os estudantes são interrompidos
de seus cantos por Mefistófeles, que leva todos ao delírio com sua canção ao
Veado de ouro. Depois ele convida a todos beberem de seu vinho e, num brinde à
Marguerite, provoca a ira de Valentin que, quando tira sua espada, a lamina se
despedaça no ar. Todos apontam o cabo das suas espadas, que formam uma cruz, e o
diabo é obrigado a sair. Fausto e 
Mefistófeles se misturam com o povo até que
Marguerite surge. Fausto lhe oferece o braço, que ela recusa e continua seu
caminho. A valsa retorna ainda mais animada.


110 anos Theatro Municipal
Foto: Divulgação/Ana Clara Miranda

110 anos Theatro Municipal
Foto: Divulgação/Ana Clara Miranda


ATO
3
– Siebel – apaixonado
por Marguerite – deposita um buquê na porta de sua casa, depois de ele ter
murchado e revivido quando imerso em agua-benta. Mefistófeles vê as flores e
sai para procurar “um tesouro mais rico”. Fausto fica comovido pela atmosfera
da casa, casta e pura. Mefisto volta com um cofre, depositando-o ao lado do
buquê. Marguerite chega ainda perturbada pelo jovem misterioso encontrado na
quermesse. Entoa a balada do Rei de Thulé para afastar os seus pensamentos.
Indiferente ao buquê, ela encontra o cofre e não resiste em abri-lo e se
adornar com as joias dele. Marta, uma vizinha, se extasia com as joias. Mefistófeles
e Fausto voltam e o primeiro começa a fazer a corte a Marta para deixar
Marguerite sozinha com Fausto, que declara a ela o seu amor. Os jovens se
separam prometendo se rever no dia seguinte, mas Mefistófeles retém Fausto para
que ele escute o que ela vai dizer às estrelas. Ela, na janela, confessa seu
amor e chama por ele. Fausto a alcança na janela.

110 anos Theatro Municipal
Foto: Divulgação/Ana Clara Miranda

110 anos Theatro Municipal
Foto: Divulgação/Ana Clara Miranda

110 anos Theatro Municipal
Foto: Divulgação/Ana Clara Miranda


ATO 4 – I – Sozinha, abandonada e
rejeitada por todos, Marguerite chora o amante desaparecido. Siebel vem lhe
reforçar sua amizade.
II – Marguerite vai à igreja para
tentar, com suas orações, obter o perdão de suas faltas. Mefisto toma a palavra
no meio do Oficio dos Mortos, proferindo terríveis ameaças e amaldiçoando-a.
Ela desmaia.
III – Os soldados estão de volta.
Valentin, cujas evasivas de Siebel deixam entrever alguma desgraça, entra em
casa. Chegam Fausto e Mefistófeles, que canta uma serenata escarnecedora para
uma “namorada”. Valentin aparece para tomar satisfações. Segue-se um duelo com
Fausto que, com o auxílio de Mefisto, fere mortalmente Valentin. Os dois fogem.
Marguerite se precipita sobre Valentin, que morre amaldiçoando a irmã.

110 anos Theatro Municipal
Foto: Divulgação/Ana Clara Miranda

110 anos Theatro Municipal
Foto: Divulgação/Ana Clara Miranda

110 anos Theatro Municipal
Foto: Divulgação/Ana Clara Miranda
ATO 5 – I – Mefistófeles leva Fausto às
montanhas do Harz para o Sabá da Noite de Walpurgis, onde ele se extasia com as
cortesãs mais famosas da antiguidade. De repente surge, para Fausto, a imagem
de Marguerite e ele sai para se reunir com ela.
II – Marguerite está num cárcere, louca,
esperando sua execução por ter matado seu filho. Chegam os dois que penetram na
cela suplicando que ela fuja com eles. Reconhecendo Fausto ela recorda o que se
passou desde o primeiro encontro dos dois. 
Mefistófeles os apressa para fugirem mas
ela reconhece nele o Demônio. Ela chama Deus e seus anjos, renega seu amante e
morre. Os anjos exclamam “Salva”.

110 anos Theatro Municipal
Foto: Erik Lourenço/Mundinho da Hanna

[Fonte

Curiosidades:
   A história se passa na idade
média e existem cenas que representam alguns aspectos da contemporaneidade do
século XXI. Foi escrita no período da segunda geração do Romantismo, também
conhecida como Ultrarromantismo (1831-1864).
   Esse período é caracterizado
por: solidão, egocentrismo, idealização da mulher, obsessão pela morte,
satanismo, pessimismo. Ao longo do resumo da ópera é claro verificar todas as
características citadas. Ao fazer análise com os dias atuais pode-se fazer um
liame com o texto o:


Egocentrismo –  Como dizia Machado de Assis, o ser humano é egoísta e sempre pensa em primeira
pessoa “EU”;


Solidão –  Com
a disputa por um cargo melhor as pessoas se isolam para que os seus
concorrentes não furtem as ideias, ou pior, a solidão de está em um contingente
e se sentir sozinho por não confiar em ninguém;


Idealização da mulher – Sempre
houve a idealização da mulher,
atualmente é sinônimo de posse na fala dos homens, por exemplo, “minha mulher”.
Como assim sua? Ela é seu pertence? Escravidão não foi abolida? Vagarosamente
esse paradigma está sendo rompido, porém é um dos exemplos de idealização da
mulher que temos hoje;


Obsessão
pela morte – 
 Na época que retrata a peça era normal às pessoas
quererem morrer pelo amor, havia um ufanismo de amor eterno. Hoje o amor pela
morte metamorfoseou, ele se dá pelo amor ao trabalho e/ou estudo no qual a
sociedade faz uma pressão para que obtenham sucesso rápido e as pessoas se
frustram e comentem suicídio, dentre outros fato.


   Além das características do Romantismo,
é nítido perceber a influência do Barroco, pois a peça tenta unir a carne ao
espírito. Em uma visão mais abrangente, a sociedade do século XXI está entrando
em uma fase mesclada em Barroco com Ultrarromantismo tecnológico.
Agradecimento
   Obrigado Ciro d’Araújo pelo
convite especial, amei o espetáculo. Você e todos na apresentação estavam
magníficos! Um grande abraço!



Postado por:

Hanna de Paiva

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