4 de abril de 2020

Batman – Criaturas da noite

   Olá meu povo, como estamos? Hoje temos resenha de um dos livros que li durante a quarentena, Batman – Criaturas da noite, escrito por Marie Lu.
   Bora conferir! 😉

Batman - Criaturas da noite
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

9/12

Livro: Batman – Criaturas da noite

Autora: Marie Lu

Editora: Arqueiro

Ano: 2018

Páginas: 239

Skoob | Amazon 

As criaturas da noite estão caçando a elite de Gotham. Bruce Wayne é o seu novo alvo. Bruce Wayne está prestes a completar 18 anos e herdar a fortuna de sua família, além do controle das indústrias Wayne. No entanto, no dia do seu aniversário, ele faz uma escolha impulsiva e é condenado a prestar serviço comunitário no Asilo Arkham, uma mescla de prisão e hospital psiquiátrico onde estão detidos os criminosos mais desequilibrados da cidade. Lá ele conhece Madeleine, integrante das Criaturas da Noite, um grupo radical que deseja acabar com a elite de Gotham. Até então, a moça se recusava a confessar seus crimes ou informar à polícia os futuros ataques que planejavam, mas ela resolve se abrir para Bruce Wayne, dando início a um perigoso jogo de sedução e inteligência. Será que o jovem Wayne vai conseguir convencê-la a revelar todos os seus segredos ou ela está apenas manipulando-o para arruinar Gotham? 

Batman - Criaturas da noite

   Quem está acostumadx a ver as histórias do homem-morcego, normalmente já atribui a um homem forte, cheio de mistérios, e apenas com lembranças de seu passado sombrio, a perda dos pais, que o levou a ser quem é nos quadrinhos, desenhos e até nos filmes.
   Retratado muitas vezes como algo cômico, como aconteceu em filmes mais antigos, a verdade é que o Batman é um homem solitário e não tem a pretensão de ser um herói, como muitos gostam de dizer, já que ele foi o fundador da Liga da Justiça. Na real, ele procura mais vingança disfarçada de justiça, mas acaba fazendo o bem de certa forma, protegendo as pessoas que ele ama, mesmo que elas não saibam que sua verdadeira identidade é a do bilionário Bruce Wayne, praticamente o dono de Gothan City, por causa de seu império, herdado dos pais.
   Mas, não importa como, ele é sempre o adulto, ou mesmo o já velho Bruce Wayne. E antes de ele ser o Batman? Como era a cidade? Era sempre sombria daquele jeito? Como Bruce vivia antes, logo que perdeu os pais? Ele sempre teve esse senso de justiça? Sempre quis resolver as coisas do jeito dele?
   Pensando assim, saiu a série Gothan, que fala mais sobre o detetive Gordon, que viria a ser o comissário, aliado (até a página 2) do Batman, já famoso como justiceiro noturno. Mas também vemos um pouco de Bruce Wayne, já um adolescente, vendo e prestando atenção em certas coisas a sua volta. No entanto, ele ainda não é um herói, nem pretende ser, então meio que fica em segundo lugar, enquanto Gordon brilha nos episódios a maior parte do tempo, assim como os vilões já conhecidos do homem-morcego vão surgindo.
   E… Marie Lu teve a brilhante de trazer essa ideia, porém com o ainda jovem Bruce Wayne como estrela novamente. Aqui, Bruce é um rapaz prestes a completar 18 anos, ainda está terminando o Ensino Médio e pensando no seu baile de formatura, como qualquer adolescente.
   Mas ele sabe que é o centro das atenções por todo canto que pisa, desde que seus pais morreram. Por onde ele passa, todos param para lhe observar e fotografar. Isso porque, não apenas é o jovem mais rico da cidade, mas também o órfão mais rico da cidade. Aquele misto de pena com interesse deixa o jovem doido, até por vezes rebelde, que acaba por fazer certas besteiras pela cidade.
   Apesar de atrair a pena de muitas pessoas, ele sabe que pode contar com seus fieis escudeiros Alfred, o mordomo que acabou ficando como seu tutor até a maioridade, Lucius Fox, o chefe do departamento de tecnologia da Wayne Tech, Dianne e Harvey Dent, seus amigos de longa data na escola.
   São eles os que normalmente ajudam Bruce a sair de suas enrascadas, mas da última vez, foi difícil de escapar, já que ele se meteu numa operação policial, com muitas testemunhas, e acabou gerando um grande estardalhaço na cidade, matéria das primeiras páginas do jornal por semanas.
   Apesar de rico, Bruce ainda é um cidadão, e como todo cidadão, tem direitos e deveres, o que inclui não se meter com a polícia. Por isso, acaba sendo preso, para aprender uma lição. Como alternativa a ficar atrás das grades, o juiz decide que ele, como réu primário (e bilionário 😒),  tem como pena serviços comunitários, a escolha da detetive Draccon.

“Isso servirá como um alerta para Gothan, sim.”

   E Draccon o leva ao Asilo Arkan, onde estão os mais perigosos criminosos de Gothan. Com intuito de assustar o jovem rebelde e riquinho, Bruce deveria ver os exemplos que não deveria seguir, enquanto limpava os corredores das celas. Mas mal sabia Draccon que aquilo só ia ensinar Bruce Wayne, nosso futuro Batman, de uma maneira bem diferente.
 

   Quando vi que a coleção Lendas da DC iam ser publicadas pela Arqueiro, fiquei bem curiosa para conferir essa nova roupagem que os heróis (e anti-heróis também) tiveram. Ainda mais como fã da Mulher Maravilha e do Batman. 💓 Desde que comecei a acompanhar as resenhas a respeito, li que o livro do Batman seria o melhor da coleção, pois a autora soube dar ao personagem uma história com estilo. 

Batman - Criaturas da noite
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

    Apesar de aqui termos mais ação do que o observado no primeiro volume da coleção, devo confessar que também gostei da leitura da história da Mulher Maravilha. São autoras diferentes, são personagens e cenários diferentes.
   Talvez o público tenha curtido mais o segundo volume, principalmente porque aqui todos, ou pelo menos a grande maioria, são conhecidos de longa data, de filmes, séries e mesmo quadrinhos. Confesso que gostei dessa leitura de agora, por me sentir exatamente mais próxima do que conheço do Batman, mesmo que ele ainda nem sonhe em ser conhecido como tal…
   Bruce Wayne sempre gostou de saber o que a polícia anda fazendo, principalmente porque ele acha que não foi feita justiça com relação aos seus pais. Mesmo com todo o seu dinheiro, ele sabe que seus pais não voltarão para casa, mas sabe que talvez a polícia tivesse evitado, se tomasse algumas atitudes que ele acha viável.
   Por isso, vive se metendo em confusões que ele mesmo arranja, se envolvendo nas operações, sem autorização. E isso acaba lhe dando uma lição, pois ele agora vai ver o que acontece quando se infringe as leis na cidade. Ainda mais porque, ele pode ser rico, mas não é imune à Justiça. Pelo menos é isso o que a detetive Draccon quer ensinar ao jovem.
   Mas, como sempre, ele vê oportunidades onde ninguém mais vê. E é por isso que acaba se metendo onde não deveria de novo, quando conhece as Criaturas da Noite.

  Madeleine Wallace é uma jovem da mesma idade de Bruce, ou mais velha pouca coisa. Isso ninguém sabe dizer… nem isso e nem mais nada, já que ela não abre a boca, mesmo depois de horas e mais horas de interrogatório.
  A única coisa que a polícia tem é que ela é responsável por crimes brutais, que aconteceram às pessoas mais ricas da cidade. O que elas tem em comum? Apenas riqueza e nome. O que as Criaturas da Noite querem com essas mortes? Ninguém sabe, já que a única representante do grupo foi capturada, mas não diz nada.
 Porém, Bruce acaba esbarrando na oportunidade, sem querer. Já que Madeleine abre a boca e fala… apenas com ele! De uma forma sedutora, ao mesmo tempo inocente, Bruce se aproxima da moça…
  O que deixa Draccon zangada num primeiro momento, mas depois ela vê nisso uma oportunidade de enfim conseguir seu interrogatório, já que ao menos com alguém ela fala.
  Mas Madeleine é conhecida pela arte da trapaça e mentira na cara de pau. Então, de tudo o que ela fala com Bruce, o que é verdade? Ela é inocente? O que a levou a estar ali? E qual a finalidade das Criaturas da Noite afinal?

“Pra alguém que tem tudo, há trevas em seu coração.”

  São questões que pairam na cabeça de Bruce, Draccon e dx leitorx, que se vê presx na leitura, sem conseguir largar. Confesso que demorei mais do que o esperado para terminar essa leitura, mesmo estando em casa mais tempo, devido à quarentena voluntária.
   Mas a demora foi mais para me acostumar com a nova rotina caseira, porém ainda trabalhando. Então demorei para conseguir me concentrar na leitura e até nas séries. 😥 Mas, quando consegui, terminei o livro no mesmo dia.
   Isso porque a autora soube realmente lidar com o personagem como ele deveria ser. Bruce pode ser jovem ainda e não saber muito sobre o mundo, além de suas empresas e seus poucos amigos. Mas ele é curioso, e tem um certo senso de justiça, ainda que torto.
   Por causa desse senso, ele faz as coisas passando por cima de leis e diretrizes, não pede ajuda das pessoas e acaba se dando mal de vez em quando. No fim das contas, ele é um cara impulsivo, que tem condições de fazer o que quer, quando quer. E usa isso, mesmo sem saber, para aplicar uma justiça que funciona na cabeça dele ao menos.
 

Quando ele conheça Madeleine, ele fica muito na dúvida sobre o motivo de ela ter sido presa. Primeiro, tem a cena do crime, depois o seu passado. Qual parte de tudo o que ela diz é verdade? O que é mentira? Tem alguma mentira? É tudo verdade? Tanto Bruce, quando eu mesma fiquei confusa boa parte da história, pois Madeleine realmente é uma mente brilhante com um propósito.
   Ela é bonita e sabe disso. Então a usa para seduzir Bruce, para enredar ele e fazer com ele fique por vezes sem saber discernir as informações. Madeleine não tem medo, nem escrúpulos, acho que isso seduz mais ainda nosso jovem Bruce, que acaba se metendo onde não devia várias vezes, por causa de coisas que ela falava.

“O medo clareia a mente. O pânico a obscurece.”

   Confesso que eu também fui feita de trouxa várias vezes nesse livro e ainda terminei de boca aberta, com o final que eu me perguntei várias vezes se era aquilo mesmo. A verdade é que tanto Madeleine quanto Bruce tem um passado pesado e sombrio, que levou a perdas de pessoas importantes, mas o que você faz com a dor é que te define.
   Mesmo que estivessem de lados opostos da cela,  a verdade é que os dois são bem parecidos. Cada um faz a justiça de acordo com o seu senso. Mas a grande questão aqui é quem está certo e quem está errado. Ainda mais porque existe uma linha tênue entre vingança pessoal e justiça.
   Por várias vezes eu mesma me questionei isso, por parte dos dois e por mim mesma. A gente nunca sabe o que é capaz de fazer quando está numa situação difícil, até que ela acontece.
 

Batman - Criaturas da noite
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

   E aqui temos os dois lados da moeda… que poderiam muito bem ser apenas um lado, dependendo do ponto de vista. Não é à toa que Bruce Wayne, ou melhor o Batman, não é um herói, mas um anti-herói, que muitas vezes age até contra seus parceiros numa liga que ele mesmo criou.
   Bruce é uma mente que atrai, por ser de difícil compreensão em muitos momentos. Mas ele também tem um bom coração, quando seus amigos estão em questão. Harvey Dent e Dianne não são ricos como Bruce, mas são amigos verdadeiros de Bruce, seja nos momentos bons ou nos ruins. E isso Bruce leva a sério demais, o que nos faz gostar dele mais ainda.

“Não confie em ninguém. Suspeite de tudo.”

   Já Draccon, é uma detetive séria e competente, mas que acaba passando por maus bocados, especialmente quando Bruce quer ser um herói fora de hora. Eles tem uma relação de cão e gato, mas que no fim das contas, é de amizade também.
   Apesar de não admitir, ela gosta de Bruce e quer protegê-lo, mesmo que Bruce não enxergue isso… ou não aceite. Talvez porque ele já esteja próximo de se tornar o que o mundo irá conhecer como Batman.
 
 

Batman - Criaturas da noite
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

   Por conta disso, é de se esperar que o livro tenha bastante cena com “tiro, porrada e bmba”, se não, não seria uma história do Batman… (rsrsrs) E, ser uma fã do anti-herói, ajudou bastante Marie Lu a escrever essa história.
   As cenas são bem detalhadas, mas sem que fique pesado ou chato. Temos mistérios, romance policial, e muita ação, tudo na medida certa. Mesmo que não curta muito os quadrinhos do personagem, recomendo que dê uma chance a esse livro, pois aqui não temos algo geek, mas é bem próximo do que seria um thriller psicológico, que foi o que mais me surpreendeu.
   Falando sobre o livro em si, eu gostei bastante da capa, com os tons de azul e amarelo. Ficou bem contrastante com o símbolo do morcego, com a cidade ao fundo. Além disso, gostei dos detalhes da asa no começo de cada capítulo. A revisão está de parabéns e a fonte é bem legível e limpa. Além disso, caso não tenham lido o primeiro volume, no final desse livro tem algumas cenas do primeiro capítulo, para você ter um gostinho.
   Resumindo, com toda a história, os personagens e o livro em si, dou nota máxima à leitura.

     
   Sobre a autora Marie Lu:

“É a autora das séries Warcross e Jovens de Elite e da aclamadíssima trilogia Legend. Ela se formou na Universidade do Sul da Califórnia e trabalhou como designer na indústria de videogames. Atualmente, escritora em tempo integral, passa as horas livres lendo e jogando. Mora em Los Angeles com o marido e um cãozinho mestiço de chihuahua e corgi.”

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   Já tinham lido a coleção dos Heróis da DC da Arqueiro? Tem algum herói/heroína preferido(a)? Me contem aí! 😉

Postado por:

Hanna de Paiva

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