29 de outubro de 2020

Caraval | Stephanie Garber

    Olá meu povo, como estamos? Hoje eu trago a resenha de uma das minhas últimas leituras, mas que muito me impressionou. Estou mais na vibe de fantasia e distopias no momento, e acabei me deparando com Caraval, o primeiro volume da trilogia escrita pela autora Stephanie Garber. 
Caraval | Stephanie Garber
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

35/12

Livro: Caraval

Autora: Stephanie Garber

Editora: Novo Conceito

Páginas: 352

Ano: 2017

Skoob | Amazon

Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua irmã, Donatella, vivem com seu cruel e poderoso pai, o Governador Dragna. Desde criança, Scarlett sonha em conhecer o Mestre Lenda do Caraval, e por isso chegou a escrever cartas a ele, mas nunca obtivera resposta. Agora, já crescida e temerosa do pai, ela está de casamento marcado com um misterioso conde, e certamente não terá mais a chance de encontrar Lenda e sua trupe, mas isso não a impede de escrever uma carta de despedida a ele. Dessa vez o convite para participar do Caraval finalmente chega à Scarlett. No entanto, aceitá-los está fora de cogitação, Scarlett não pretende desobedecer ao pai. Sendo assim, Donattela, com a ajuda de um misterioso marinheiro, sequestra e leva Scarlett para o espetáculo. Mas, assim que chegam, Donattela desaparece, e Scarlett precisa encontrá-la o mais rápido possível. O Caraval é um jogo elaborado, que precisa de toda a astúcia dos participantes. Será que Scarlett saberá jogar? Ela tem apenas cinco dias para encontrar sua irmã e vencer esta jornada.

Caraval | Stephanie Garber

   A ilha de Trisda é um local pequeno e antigo. Ela abriga uma população simples e humilde, mas também é terra da família Dragna, uma família que tem um passado obscuro, ligado ao Caraval. 
  O Caraval (que me peguei várias vezes lendo “carnaval”, rsrs), é símbolo de diversão para muita gente, mas também é magia e até lenda urbana. 
 Uma vez por ano, a caravana passa de ilha em ilha, com um mistério a ser resolvido, uma trama bem elaborada e mágica, que elege o vencedor quem primeiro conseguir desvendar o enigma. 
  Mas algo bem inesperado aconteceu em um dos anos, fato que fez com que o Mestre Lenda do Caraval parasse de viajar. Agora, quem quiser participar do evento precisa ter os convites e ir até a ilha certa. 
  Por anos Scarlett Dragna tentou participar, sem sucesso. Até que um dia, depois de tantas cartas enviadas ao famoso e enigmático Lenda, finalmente teve sua resposta e os convites para ir até o famoso, idolatrado, sonhado Caraval, terra de sonhos, de magia e liberdade. 
  Scarlett tem curiosidade de saber quem é Lenda, desde as histórias que ouvia de sua avó. E, se ele for tudo o que sua avó sempre lhe contou, quem sabe ela pode se libertar do pai, um monstro em forma de gente. 
  Partindo para a ilha onde vai haver o Caraval, Scarlett se dá conta do desparecimento de Donatella, sua irmã mais nova, e precisa encontrá-la, antes que seja tarde. 
  O problema é que o evento do Caraval não é apenas um ponto turístico. É um jogo e, para sair dele e conseguir o que quer, é preciso jogar… e vencer… A Scarlett então é dada a missão de encontrar sua irmã, mas será que ela sabe jogar no Caraval? 
  
Caraval | Stephanie Garber
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna
   Eu comprei ‘Caraval’ numa promoção, tempos atrás, na esperança de ler logo que chegasse. Mas, para variar, o coitado ficou dentro de sacolas por anos, esperando na eterna fila de leituras, que só cresce, e eu não dava conta. 
   Durante a pandemia, resolvi arrumar um local decente para os livros, arrumando as estantes, e dei de cara com esse livro novamente. 
  A capa dele me chamou atenção pela segunda vez, com uma espécie de magia, que me chamava para ler. Decidi que seria agora ou nunca, e tratei logo de ler o volume… E pense numa aventura fantástica! 
  Logo que abrimos o livro, nos deparamos com rosas na contracapa e em várias páginas, cujo motivo nos é revelado ao longo da leitura. 
  Além disso, elas estão por toda a ilha do Caraval, que é magia por si só, se você andar por ela à noite. Com muitos brilhos, luzes coloridas e fogos de artifício, somos levados, junto com Scarlett, ao mundo que ela sempre sonhou em conhecer, de tanto que sua avó Anna falava quando era pequena. 
  Por ter lembranças tão nítidas, Scarlett cresceu com as memórias da avó, de um Caraval maravilhoso, mágico e onde tudo, mas tudo mesmo, podia acontecer, se você quisesse. 
  Seu pai, o governador Dragna, é um cara perverso e que gosta de mostrar superioridade perante as filhas e toda a ilha de Trisda. Depois de que sua esposa e mãe das meninas, Paloma, foi embora misteriosamente, ele conseguiu ficar um monstro ainda mais pavoroso. 
  Scarlett e Donatella cresceram com medo do pai, fazendo tudo o que ele mandava e, mesmo assim, ainda tinham castigos. Castigos esses que doem mais na alma, do que fisicamente. 
  Ele é um cara abusivo, sem coração e sem alma também. E Scarlett só via a liberdade se obedecesse a ele e se se casasse com o tal conde D’Arcy, um cara que ela nunca viu na vida, só falava com ele por cartas. 
  Pelas cartas, era um cara bondoso e de coração puro. Então, certamente seria um bom marido e levaria Scarlett e Donatella embora da ilha. Seu casamento está marcado para daqui alguns dias… e também é daqui a alguns dias que começará o Caraval, evento pelo qual ela sempre sonhou em participar, mas seu pai proíbe, sem dar motivo. 
  Quando os convites chegam, assinados pelo próprio Mestre Lenda, Scarlett se vê numa difícil decisão: obedecer ao pai e se casar com quem ela nunca viu, e perder a única chance de conhecer o evento que sempre sonhou. Ou ir ao Caraval, e arcar com as consequências. 
  Donatella já sabe tão bem o que quer, que arranjou até um marinheiro para ajudá-las a entrar na ilha do Caraval. Mas Scarlett ainda tem o coração bem pesado com relação a isso. 
  Na real, ela tem mais medo do que seu pai pode fazer a elas se elas forem, do que pelo próprio casamento. O que gera inúmeras conversas entre as irmãs. 
  Com a promessa de irem, mas voltarem a tempo do casamento, elas acabam embarcando no que pode ser a maior aventura de suas vidas. 
  Isso porque, ao chegarem ao Caraval, Donatella desaparece e Scarlett logo se arrepende de ter ido para lá. Mas já estava na ilha, e tinha que resgatar sua irmã, antes que fosse tarde demais para voltar para o casamento.

Caraval | Stephanie Garber
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna
    Eu estava órfã de uma boa trama fantástica até começar a ler ‘Caraval’. Aqui, não temos elfos, fadas, ou coisa do tipo. 
   Temos pessoas, sendo pessoas… com um toque de magia. Logo que o pessoal chega para o jogo, são saudados com uma mensagem para lá de enigmática, mas o tempo todo te lembrando que é apenas um jogo. 
  Mas, por mais que seja apenas um jogo, Scarlett tem sérias dúvidas com relação ao que é real e o que é ilusão ali. E essa dúvida acaba pegando o leitor de jeito. 
  Com uma escrita fluida e em terceira pessoa, somos logo levados à magia do Caraval, que tem um mapa logo que começa o livro. 
  Assim, sabemos por onde os personagens precisam passar para desvendar o mistério desse ano, que gira em torno do que Scarlett menos esperava.
  Ninguém é o que parece ser. Todo mundo pode mentir para todo mundo. Mas ainda assim, você precisa de aliados se quiser ganhar o jogo. 
  Scarlett aprende na marra a ser mais confiante em si mesma, coisa que seu pai fez questão de ensinar o contrário sua vida inteira. 
  Sua mãe sumiu quando ela e sua irmã ainda eram pequenas, mas nunca souberam o porquê. Seu pai parece fazer as atrocidades que faz como uma espécie de vingança fria e sem sentido, já que as meninas nem sequer sabem o motivo do sofrimento dele. 
  A única coisa que Scarlett sabe é que, se ela não encontrar logo sua irmã, poderá sofrer consequências amargas o resto da vida. E, para isso, ela só pode confiar em quem menos queria, Julian, o tal marinheiro que as levou para lá, para início de conversa. 
  Mas, ao longo do jogo, eu já não sabia mais se Julian ou qualquer outra pessoa que Scarlett encontrava eram quem diziam ser. 
  Logo, Scarlett se vê em vários mistérios em um só. Tudo parece estar interligado, ao mesmo tempo que é apenas ilusão. 

“Lembrem-se, não se deixem enganar por seus olhos ou emoções.”

  Comecei a ter várias teorias para várias situações, conforme ia lendo os capítulos, mas fui feita de trouxa inúmeras vezes.    
   

Caraval | Stephanie Garber
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna
   Se a ideia da autora era fazer o leitor se sentir jogador do Caraval, conseguiu. Pois me vi tentando desvendar várias pistas ao longo dos caminhos da Scarlett, que só levavam a mais pistas e me deixava tão confusa quanto ela. 
  Scarlett é uma mulher sofrida, e por isso mesmo, ela acabou amadurecendo super rápido e é super maternal. Aos 17 anos, ela age como se fosse a mãe de Donatella, o que gera certo conflito entre as duas, principalmente por ter certa dependência por parte da Scarlett. 
   Outra coisa que achei bem peculiar em Scarlett é uma mania, se posso assim chamar, de ver cores e sentir cheiros em emoções. Então a presença de seu pai é sempre descrita como cheiro de ameixa podre, ela mesma se vê com emoções vermelhas de maçã, e por aí vai. Nunca tinha pensado em ver as coisas por esse ângulo, mas algumas comparações que ela faz até tem sentido, se parar para pensar… (rsrsrs)
  Ao contrário, Donatella é mais independente, sabe o que quer e não quer âncoras emocionais na vida. Embora sejam bem unidas, Donatella quer viver a vida e gostaria que Scarlett também se lembrasse de sua juventude de vez em quando e fosse mais ela mesma. 
  Mas Scarlett talvez só aprenda isso tendo que se virar sozinha, já que sua irmã sumiu. Some-se a isso a presença misteriosa de Julian onde ela menos espera. Esses dois são uma dupla perfeita, ao mesmo tempo que soltam faíscas quase o tempo todo.    
   

Caraval | Stephanie Garber
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna
  Enquanto Scarlett só quer encontrar sua irmã e voltar logo para casa, Julian já disse a que veio e não vai medir esforços para conseguir o que deseja. 
  Mas os caminhos desses dois parece que se cruzam o tempo todo e deixa Scarlett desconfiada e irritada.  

“[…] ele ainda era tão misterioso quanto da primeira vez que o vira, mas, nesse momento, nenhuma das perguntas restantes importava […].”

  Isso gera cenas engraçadas de vez em quando, que deram até um pouco mais de leveza à trama. Eu gostei bastante dessa dupla, e gostaria de vê-los novamente em ‘Lendário’, o segundo volume da trilogia.
  A trama em si é enigmática, espetacular e gostei bastante do final, o que dá a entender que precisa de uma continuação, para amarrar pontas que ainda ficaram soltas, especialmente de personagens que parecem ter ficado para trás e sem desfecho. 
  Se o segundo volume for tão bom quanto o primeiro, já sei que será a trilogia favorita da vida (#expectativasmodeon).  💓
  Além disso, eu fiquei impressionada com Lenda e todo o mistério que ronda ao seu entorno. E, só pela descrição dos trejeitos e atitudes, não consegui imaginar algo que não fosse parecido com o Coringa, do Batman. 

“[…] Provavelmente, há quem o chame de vilão. Outros dizem que sua magia o torna mais parecido com um deus.”

  Acho que ele seria exatamente assim, se se tivesse o dom da magia também. Não temos feitiços, não temos magos com varinhas de condão, mas temos tanto mistério, e tanta magia rolando no ar, que tudo é possível mesmo naquela ilha. 
  Durante os poucos dias do Caraval, você pode ser o que quiser, sem ser julgado. 
  O que você faria se tivesse essa chance? Talvez essa seja a grande magia do Caraval, que todo mundo persegue todos os anos.    

“A esperança é uma coisa poderosa. Alguns dizem que é uma espécie completamente de magia.”

Caraval | Stephanie Garber
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

  Falando sobre o livro em si, eu tenho a versão em capa dura, com uma capa maravilhosa diga-se de passagem. Ela é em azul escuro, com a estrela em azul mais vivo e até com aspecto de glitter. Além disso, o nome do livro e alguns outros detalhes são em alto relevo, seja na capa, lombada e na parte de trás, o que dá um verdadeiro charme ao livro e ao jogo. 
  As páginas são bem grossinhas e amareladas, e com tanto detalhe das rosas, que é impossível não achar que o livro não é uma obra de arte. A revisão está impecável e com uma fonte bem legível.
  Somando tudo isso, só posso dar nota máxima a esse primeiro volume. 
  
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   E essa foi a resenha de hoje. Vocês já leram essa trilogia? O que acharam dela? Qual o gênero literário que te faz se sentir mais confortável no momento? 

 

Postado por:

Hanna de Paiva

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