27 de agosto de 2019

Clube Naval

   Olá meu povo, como estamos? Hoje temos postagem de nosso colaborador Erik Lourenço, contando pra gente como foi o passeio lá no Clube Naval

Clube Naval
Foto: Divulgação/Clube Naval



    Olá galerinha! Em meio da tempestade da pressa, cá estou para lhes mostrar o quanto é rico pode ser o seu trajeto para o trabalho e/ou universidade aqui no Rio de Janeiro. Escondido na vista de todos, o Clube Naval exala beleza por dentro e por fora.


Clube Naval





Arquitetura por fora

   A arquitetura do monumento por fora é de estilo neocolonial, pois apresenta simetria, cor branca, Platibanda (um tipo de guarda corpos para não deixar o telhado aparecer), nas janelas e portas percebe-se o arco pleno (arco de volta perfeita).

Arquitetura por dentro

   O edifício é eclético, pois tem a arquitetura grega e romana. Você deve querer saber as diferenças, correto?


Clube Naval
Foto: Divulgação/Clube Naval

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Foto: Divulgação/Clube Naval


Características da arquitetura grega: Os gregos eram mais detalhistas e não tinham vergonha de expor o corpo. Suas esculturas tem a missão de mostrar a beleza humana. Dessa forma, ao encontrar uma escultura onde há ausência de roupas, pode crer que é de origem grega.
Clube Naval
Foto: Erik Lourenço/Mundinho da Hanna

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Foto: Erik Lourenço/Mundinho da Hanna




   No Clube Naval existem três tipos de colunas, que são do estilo dórico, jônico e coríntio. Além de serem separados por níveis hierárquicos.
  O primeiro andar é marcado pela presença da coluna de estilo dórico, onde o fuste (corpo da coluna) tem detalhes e o capitel é de forma simples, sem uma ornamentação. Já o segundo andar tem a presença da coluna da estilo jônico, com fuste ornamentado e o capitel apresenta volutas (o capital parecerá um telefone fixo).
   O terceiro andar, por sua vez, tem as colunas presentes são de estilo coríntio, com fuste ornamentado e o capitel com a presença de folhas, porem as folhas normalmente estarão para cima como estivessem flamejante.

Clube Naval
Foto: Erik Lourenço/Mundinho da Hanna

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Foto: Erik Lourenço/Mundinho da Hanna


Características da arquitetura romana: Os romanos não gostavam de ornamentação e utilizavam roupas para representa suas esculturas. Os detalhes percebidos na arquitetura deles são os fustes totalmente lisos e as esculturas reproduzidas com vestimentas.
Clube Naval
Foto: Erik Lourenço/Mundinho da Hanna


Mesclando a sociedade

A cultura romana não utilizava muitos recursos filosóficos e do pensamento crítico, ou seja, desprezava o pensamento intelectual e glorificava a força bruta, dessa forma promovendo guerras. Já os gregos eram antagônicos aos romanos, ou seja, priorizavam o raciocínio, o pensamento, desta forma percebesse o porquê a Grécia é o berço dos filósofos.
Fato curioso: Mesmo os romanos tomando o território grego, ganhando as disputas, os costumes e a arquitetura que prevalece e influência todo o território para além da Grécia é a arquitetura grega.
Outro fato curioso: “… Em 1908 o Brasil fez uma circunavegação, sob o comando do Capitão-de-fragata Antônio Coutinho Gomes Pereira. Na travessia de Honolulu a Yokohama, o Navio-Escola passou pela ilha de Wake, quando constatou a presença de diversos homens na praia, acenando com um pano. Tratavam-se dos náufragos da Escuna japonesa “Hokio-Marú”, que lá estava havia um ano. O resgate dos marinheiros japoneses foi bastante apreciado pelo Governo do Japão, que distinguiu o Comandante do “Bejamin Constant” com uma medalha de ouro ao chegar o navio em Yokohama, um banquete oferecido pelo Almirante Conde de Togo e uma recepção dada pelo vice-Ministro da marinha Kato, nela compareceu o Príncipe Fushimi.”


Clube Naval
Foto: Erik Lourenço/Mundinho da Hanna

   Bom, esse post foi quase uma mini aula de história da arte. Espero que tenham gostado.

Dica: Vá com tempo e muito entusiasmo. O guia ficou mais de duas horas fazendo o guiamento só comigo. Isso mostra o quanto foi bom o passeio.

Observação: Desculpem pela escassez de fotos é que fiquei meio tímido de ficar tirando fotos. Na verdade não queria perder nenhum detalhe da explicação, então dei toda minha atenção ao guia e só tirei fotos em alguns momentos.
   A visitação desse local é somente guiada, onde o guia irá conta toda história do local, a importância, a experiência de vida, onde atuou. Ele faz uma linha do tempo sensacional. O guia que mediou a minha visita foi o Eduardo e ele foi muito cordial e tem um super domínio da história do local e uma gama de curiosidades. Se fosse relatar tudo o que ele disse para mim precisaria de escrever uma coleção de livros. (rsrsrsrsr).









Endereço: Av. Rio Branco, 180, Centro, Rio de Janeiro/ RJ

Horário de visitação: 13h – 16h (pontualidade britânica)

Custo: Franca (guiada)

Contatos: (21) 2112-2435

Vestimenta: Está vedada a entrada trajando chinelo, roupas de praia, bermudas e camisetas regata

Postado por:

Hanna de Paiva

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