24 de janeiro de 2019

Entrevista | Gabrielle Ruas

Olá meu povo, como estamos? Hoje temos a primeira entrevista do ano, com nossa autora parceira e muito querida, Gabrielle Ruas. Ela é a mente por trás da série Angellore, a qual já tem um livro resenhado aqui no Mundinho.

Gabrielle Ruas
Foto: Arquivo pessoal | Gabrielle Ruas

1. Quem é Gabrielle Ruas?

G.R. Sou uma pessoa que ama o universo da literatura e tudo o que envolva música e outras artes. Não por acaso, escolhi Letras pra cursar na faculdade. Também trabalho com revisão de material didático, adoro bichos e livros e, acima de tudo, não vivo sem a escrita.

2. Temos aí uma trilogia (ou quatro livros, já que o terceiro foi dividido em dois, rsrs), que está fazendo bastante sucesso. Como se sente sabendo de tantas críticas positivas a respeito de sua obra?

G.R. Confesso que sinto uma mistura de várias emoções. Gratidão, felicidade, motivação, embora eu seja muito exigente comigo mesma e sempre acredite que eu possa melhorar como escritora. Ainda assim, só tenho a agradecer por toda a confiança que tenho recebido. Ser autor no Brasil é um desafio, por isso valorizo imensamente cada pessoa que tira um tempinho pra conhecer o universo dos angellores.

3. E como personagens centrais, estão os angellores, também conhecidos como ceifadores da morte. De onde veio a ideia para criar a Divina Conspiração?

G.R. Adorei sua pergunta! É a primeira vez que alguém nota esse detalhe do título, que também retrata um ponto crucial da trama. Nesse aspecto, me inspirei muito em “A Divina Comédia”, de Dante Alighieri. Essa obra também trata de temas que consideramos sobrenaturais, como anjos, demônios, céu, purgatório e inferno, e isso sempre me encantou muito.

Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

4. Uma coisa que achei bem interessante foi que não apenas os personagens humanos, mas também os cenários terrenos de sua história são “brazucas”. Mas não apenas isso, são bem próximos de você, já que se passam na universidade onde você se formou e algumas ruas dos arredores. Tem algum motivo especial para sua obra se passar num ambiente familiar seu?  

G.R. Apesar de todos os problemas inerentes a qualquer cidade, sempre amei muito Belo Horizonte. E quanto tive a ideia de criar Angellore, a primeira coisa que pensei foi: por que não fazer uma trama ambientada aqui mesmo? Por que não tornar mágico um lugar que muitos julgam tão banalizado? Foi assim que decidi me arriscar. Graças a isso, tive experiências muito incríveis ao redescobrir minha própria cidade. Um lugar que antes não me parecia nada demais agora está cheio de lembranças significativas. A universidade, por exemplo, é um cenário que sempre me deixa inspirada. Quando passo por lá, tenho a sensação de que vou encontrar um dos personagens a qualquer momento, rs.

5. Falando nisso, Sophie e sua amiga “japonesinha” tem uma relação bem legal. Elas foram inspiradas em alguém especial?  

G.R. Não exatamente. Quando escrevi Angellore, procurei reunir nos livros tudo aquilo que sempre procurei na literatura. Então, posso dizer que a Kati e a Sophie, de certa forma, nasceram desse meu desejo. Elas também espelham pessoas que eu gostaria de ter por perto, sabe? Quem não ficaria feliz em ter a alegria efusiva da Kati no dia a dia ou de poder contar com alguém leal como a Sophie? Eu adoraria ser amiga delas, rs.

6. O primeiro volume de Divina Conspiração foi cheio de emoções e algumas coisas ficaram para ser respondidas nos volumes seguintes. Conta aí, o que podemos esperar de Sophie e Olívia daqui por diante?

G.R. Para responder a essa pergunta, preciso falar um pouco da evolução da história como um todo. Quando comecei a escrever, meu intuito era fazer algo simples, para me aprimorar como escritora. Porém, com o passar do tempo, Angellore foi se tornando mais complexo do que imaginei. Pode parecer estranho, mas, por mais que um autor planeje a história, não temos controle de tudo. Os personagens e o universo acabam ganhando autonomia, e cabe ao autor desenvolver isso da melhor forma possível. Então, acho que os leitores podem esperar uma trama muito mais profunda e sombria além daquela introduzida no primeiro volume.

7. Além de escritora, você é revisora de livros didáticos. Conta aí, com a rotina corrida que tem, o que você faz para não perder o foco e continuar criando os destinos e aventuras de seus personagens?

G.R. A alma da coisa é o planejamento. Sempre faço um roteiro de tudo que vou escrever e, com base nele, vou desenvolvendo os capítulos. Também procuro escrever todos os dias. Nem sempre consigo, por causa da rotina agitada, mas cada momento que tenho livre durante a noite, que é quando consigo me dedicar aos livros, uso de forma mais proveitosa possível. 

8. O que você diria para alguém que tem o sonho de escrever um livro, mas não sabe por onde começar?

G.R. Escrever é maravilhoso, mas está longe de ser fácil. É preciso empenho, persistência e dedicação. Então, minha primeira dica é que o autor iniciante tenha os pés no chão. Somente com o tempo e com a prática é que se torna possível aprimorar a habilidade da escrita. Nada de ficar pensando na capa do livro antes de sequer ter escrito o primeiro parágrafo, rs.  Minha segunda dica é o planejamento, como já mencionei antes. Ordenar as ideias e desenvolvê-las por meio de um bom planejamento é o segredo para conceber uma narrativa consistente e bem conectada.

9. Tem algum recadinho para deixar aos leitores do blog?

G.R. Com certeza! Primeiro, quero agradecer de coração a você, Hanna, pela oportunidade de participar desta entrevista, por acreditar no meu trabalho e por me apoiar tanto.  Já aos leitores do blog, quero dizer que a presença de cada um aqui, lendo minhas palavras, é muito importante e muito valorizada. Continuem apoiando a literatura nacional e incentivando os blogueiros, pois, graças a eles, a literatura e outras fontes de cultura se tornam capazes de alcançar tantas pessoas, o que é maravilhoso.  Muito obrigada!

Para quem quiser saber mais sobre a autora e suas obras, ela está presente nas redes sociais:

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E essas são as capas das obras publicadas pela autora:

Postado por:

Hanna de Paiva

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