21 de novembro de 2019

Entrevista | Victor Visco

Olá meu povo, como estamos? Andei tão enrolada esse ano (por uma boa causa), que acabei deixando alguns quadros de lado por aqui, mas como sempre é tempo de voltar com eles, hoje eu trouxe uma entrevista super amorzinho, com nosso autor parceiro, Victor Visco, a mente por trás do livro ‘As Crônicas de Asdaria‘.

Foto: Arquivo pessoal | Victor Visco

1. Quem é Victor Visco?

V.V. Sou alguém que ama a leitura e o mundo da escrita. Sempre estou pensando no universo das Crônicas de Asdaria, imaginando diálogos, cenas e interações entre os personagens, talvez um pouco demais até. Em meu tempo livre, gosto de apreciar uma boa narrativa, seja através de livros, jogos, filmes, vídeos ou quadrinhos.

2. Podemos dizer que você foi um autor precoce, já que começou a escrever ‘As crônicas de Asdaria’ com apenas 10 anos. O que te levou a escrever essa história? E o que te levou a retomar depois de adulto?

V.V. Eu comecei a ler bem cedo, então desde pequeno já amava ficar imerso em mundos fantásticos, como os de Harry Potter e Percy Jackson. A cada obra que eu lia, aumentava a minha vontade de conhecer novas histórias e ler mais livros. Mas, apesar de adorar as narrativas, eu sempre sentia a vontade de mudar alguma coisa, de ver destinos diferentes para os personagens que eu mais gostava. Então, com 10 anos, percebi que aquele desejo só seria concretizado se criasse o meu próprio universo literário, se me desse a liberdade de sonhar meus próprios personagens e destinos. Em 2010, o primeiro livro das Crônicas tinha o mesmo nome, mas era uma obra completamente diferente. Escrever no arquivo em meu computador rapidamente se tornou um ritual diário, e eu sempre fazia questão de passar para o arquivo todas as ideias que eu tinha na escola. Na época, não havia um “projeto” de livro bem definido, eu escrevia apenas para a minha própria diversão, muitas vezes mudando a direção da história completamente quando os meus gostos mudavam. E, como o pequeno Victor era muito mais tímido, mostrar aquilo tudo para alguém nunca passou pela mente dele. Foram muitas semanas de diversão, até o computador quebrar. Não lembro muito bem como, mas sei que perdi completamente o acesso ao arquivo que vinha escrevendo. Tentar juntar os pedaços desconexos da história nas páginas de meus cadernos se mostrou uma tarefa frustrante. Até tentei recomeçar a escrever, reimaginando a história e adicionando alguns personagens que sobrevivem até hoje, como Hudwin, mas terminei abandonando meu sonho temporariamente. No fundo, eu sempre me arrependi de ter parado de escrever. Aquele desejo de criar continuava forte dentro de mim, e finalmente consegui juntar coragem para fazê-lo em 2018. Desta vez, era um Victor bem diferente que escrevia, e ele não tinha mais tanta timidez. Assim que terminei o prólogo, mandei para alguns amigos, e as respostas foram incrivelmente positivas. Os nomes deles agora estão nos agradecimentos do primeiro volume, e não tenho planos de parar de escrever em nenhum futuro próximo.

3. No decorrer da leitura, nota-se que, em algumas cenas, há semelhança com animes de nossa infância, como ‘Dragon Ball’ e afins. Você se inspirou neles para escrever sua história?

V.V. Com certeza! Tem alguns animes e mangás que estão na minha lista de obras de ficção favoritas, como o próprio Dragon Ball, Naruto e Tokyo Ghoul. Ler (e assistir, também) essas e outras histórias sempre me fazia pensar sobre o que eu mudaria nelas e como lidaria com as particularidades destes universos. No fim, pude aprender muitas coisas com cada uma delas. Me inspirei nas transformações dos Saiyajins (e no conceito de Ki, ou Chi) para criar as auras e energias que aparecem nas Crônicas. O começo do primeiro volume da minha trilogia traz um torneio, e eu sempre adoro quando tem algo do tipo em uma narrativa (Não é à toa que acho o Exame Chunnin o melhor arco de Naruto). Tokyo Ghoul, por sua vez, me ensinou muito sobre como criar um mundo com uma história dinâmica, com acontecimentos importantes antes mesmo do começo da trama principal.

4. Seu primeiro livro foi publicado com uma editora grande e famosa, como a Chiado. Como foi a experiência com a equipe? E como é a sensação de ver seu livro impresso e divulgado nas redes sociais?

V.V. Foi e continua sendo incrível! Todas as pessoas da Chiado com que tive a oportunidade de interagir foram super gentis comigo. Sempre são rápidos em responder e tiveram muita paciência para responder a minha enxurrada de dúvidas sobre o processo de publicação. O pessoal conseguiu ser ainda mais gente boa pessoalmente, quando tive a chance de conhecer alguns deles pessoalmente na Bienal do Rio. Quanto à sensação de ter o livro impresso, só posso dizer que é uma das melhores experiências que já tive. Sempre que olho para ele, sinto uma profunda felicidade, especialmente depois das dificuldades para financiar o lançamento e conseguir apoiadores para o projeto.

5. O primeiro volume já termina com uma prévia do que pode acontecer com nossos semideuses favoritos. O que podemos esperar dos próximos dois volumes dessa trilogia?

V.V. Muito mistério e ação, definitivamente! O segundo volume da trilogia se chamará “O Despertar das Sombras”, e o título já é um bom indicativo do foco da narrativa. Se no livro 1 o centro das atenções foi a perspectiva dos Asdarianos, no segundo os Sombrios assumem os holofotes, com sua própria realidade, desafios e pontos de vista. Isso não quer dizer, porém, que os Semideuses e seus amigos serão deixados de lado. Muito pelo contrário, haverá grandes aventuras para Asdeiro, Asarina e os demais sobreviventes.

6. E falando em personagens, alguns deles tem qualidades marcantes, como Asdeiro que vive com fome. Eles foram inspirados em alguém especial?

V.V. Acredito que não, pelo menos não intencionalmente. Entretanto, é impossível negar que as pessoas que conheci influenciaram o meu estilo e a criação dos meus personagens. Todas as amizades que tive e os diálogos que vivenciei me ajudam a colocar aquela pitade de realismo nas situações da narrativa e nos traços das pessoas nelas envolvidas. Uma curiosidade sobre este assunto é que eu me sinto um tanto desconfortável se um personagem tiver o mesmo nome de algum amigo próximo ou de alguém que eu conheça. Imagine ter de escrever sobre uma situação de vida ou morte com alguém que tenha o mesmo nome de seu melhor amigo ou de algum parente teu. É estranho. Talvez seja por isso que optei por alguns nomes originais, como os dos Deuses e Semideuses.

7. Você tem algum “ritual” para te inspirar no processo criativo (música, mania, etc.)?

V.V. Escrever tarde, especialmente nas primeiras horas antes e depois da meia-noite. Por algum motivo, me sinto bem mais inspirado neste espaço de tempo. Talvez tenha sido porque eu escrevi o primeiro volume enquanto estudava de noite, e esse era o horário em que chegava da escola depois de passar o dia pensando nos próximos acontecimentos da narrativa. Outra coisa que me ajuda bastante são algumas músicas, em especial aquelas em que ninguém canta. Como exemplo, aqui estão 4 delas: 1-     

The Sun Smells Too Loud por Mogwai 2-     

A Gallant Gentleman por We Lost The Sea 3-     

On The Nature of Daylight por Max Richter 4-     

Forever Lost por God Is an Astronaut São trilhas bastante inspiradoras e me ajudam a retomar a escrita. Muitas das minhas favoritas caem no gênero Post-Rock, então, se você também escreve, eu definitivamente recomendo que dê uma chance a este estilo.

8. Tem algum recadinho para deixar aos leitores do blog?

V.V. Quero agradecer do fundo do meu coração a todas as pessoas que leram esta entrevista! Muito obrigado por sua atenção! Continuem a acompanhar o incrível trabalho da Hanna, pois vale muito a pena. Ela é uma pessoa bastante dedicada com o blog e está disposta a dar uma plataforma para autores nacionais, o que é muitíssimo importante, especialmente para aqueles de nós que ainda estamos começando e enfrentando as dificuldades de divulgar uma obra neste mercado tão competitivo.

E aí, o que acharam do Victor? Já conheciam o livro ‘As Crônicas de Asdaria’? Ele está resenhado aqui no blog, disponível no link lá no comecinho da postagem.

Querendo conhecer mais sobre o autor, ele está presente nas redes sociais abaixo:

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Além disso, se quiserem ter um gostinho e conferir os primeiros capítulos do livro, além de outros projetos do autor, eles estão disponíveis no Wattpad do autor. 

Até mais! 

Postado por:

Hanna de Paiva

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