17 de julho de 2021

Filho da lua | Vitor Barra

    Olá meu povo, como estamos? Hoje trago mais uma resenha de um conto nacional, uma boa pedida para quem ama fantasia. O conto se chama Filho da lua, de Vitor Barra. 
Filho da lua | Vitor Barra
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

Obs. Livro digital cedido em parceria com a editora Confraria Crônicas Fantásticas. 

37/24
Livro: Filho da lua 
Autor: Vitor Barra
Editora: Confraria Crônicas Fantásticas 
Páginas: 65
Ano: 2021 

Yerik foi profetizado como Maelin, o filho da Lua e por isso destinado a ser um grande druida, seguidor da Antiga Religião e portador de esperança para o mundo. Ele, entretanto, recusou-se a ser o que os outros queriam e se tornou um necromante muito poderoso que desafiou deuses, rainhas e outros magos, ao longo de sua vida. Mas assim como todas as pessoas, ele estava destinado a enfrentar seu maior medo: a morte.

Filho da lua | Vitor Barra
   Yerik é um Maelin, ou Filho da Lua. Ter um título desse porte é uma grande responsabilidade, especialmente quando é profetizado que e deveria ser um grande druida e seguidor da Antiga Religião.
    Porém, quando cresceu, ele acabou seguindo um caminho oposto e se tornou um dos mais poderosos necromantes que se teve notícia, além de arrogante o suficiente para desafiar reis, magos e até suas mães, as Quatro Fases da Lua. 
    Mas, num desses desafios, ele acaba morrendo e encontra suas mães, dispostas a destruir a alma do filho ingrato. 
    Durante o julgamento, eis que uma situação inusitada acontece, onde a alma de Yerik é poupada e ele ganha uma chance de se redimir. 
    Será que ele vai aproveitar a segunda chance? 

“E quando a Lua chama, não se deve deixá-la esperando.”

  Hoje a resenha vai ser bem curtinha, já que o conto tem poucas páginas. Eu gosto da escrita do Vitor, por ser bem fluida e vai direto ao assunto. E, mesmo sendo contos com a menor quantidade de páginas, ainda conseguem ser tramas bem elaboradas e marcantes. 
    Yerik é um protagonista bem marcante logo de cara. Como Filho da Lua, é tem poderes inimagináveis, que deveriam ser usados como foi profetizado. Mas, seguindo o contrário do que esperavam, ele se torna um necromante poderoso. 
    Pensando por esse lado, já temos uma brecha para falar sobre realizar com nossa vida os desejos que outros escolheram para nós. 
    Yerik teve sua vida toda planejada, mas ninguém perguntou se ele queria mesmo seguir o que escolheram como destino para ele.
    E, quando ele decide não fazer isso, seguir com sua vida, acaba deixando suas mães bem irritadas. Não apenas elas, mas a arrogância de saber que era o melhor no que fazia, fez Yerik conseguir inimigos por todos os lugares, o que o leva à morte. 
    Ao morrer, sua alma é levada de volta para suas mães, que estão dispostas a acabar com ele de uma vez. 
   Mas, ao contrário do planejado, ele acaba recebendo uma nova chance, de voltar à vida, e obedecer suas mães. 
   Será que mesmo assim, ele deveria fazer o que lhe mandam? 
   Eu me identifiquei com a teimosia do Yerik em vários momentos, pois não tem nada mais frustrante do que ter alguém colocando cordinhas em nossa vida, para vivamos uma vida que planejaram para nós, sem nos consultar se estamos felizes.
   O final é satisfatório, bem condizente com o decorrer da leitura, apesar de aberto, o que coube perfeitamente aqui e nos deixa com esse questionamento.  
   Com relação à capa, eu gostei bastante, pois mostra as Quatro Fases da Lua como deusas mesmo, o que deu um toque místico e bem legal inclusive. 
    Assim como os outros contos, a revisão e a diagramação estão fantásticos, só tenho que dar os parabéns, pois a cada mês se superam. 
    E aí, o que acharam do conto, bora conversar. 😉

Postado por:

Hanna de Paiva

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