29 de agosto de 2019

Fiquei com seu número

Olá meu povo, como estamos? Hoje temos a resenha de mais um livro da autora Sophie Kinsella aqui no Mundinho. Com vocês, Fiquei com seu número.

 

Fiquei com seu número
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

20/33

Livro: Fiquei com seu número

Autora: Sophie Kinsella

Editora: Record

Ano: 2012

Páginas: 488

Skoob | Amazon


A jovem Poppy Wyatt está prestes a se casar com o homem perfeito e não podia estar mais feliz… Até que, numa bela tarde, ela não só perde o anel de noivado (que está na família do noivo há três gerações) como também seu celular. Mas ela acaba encontrando um telefone abandonado no hotel em que está hospedada. Perfeito! Agora os funcionários podem ligar para ela quando encontrarem seu anel. Quem não gosta nada da história é o dono do celular, o executivo Sam Roxton, que não suporta a ideia de haver alguém bisbilhotando suas mensagens e sua vida pessoal. 

 

Fiquei com seu número

 

Poppy Wyatt não poderia estar mais feliz: trabalha no que mais gosta, ajudando pessoas a voltarem às suas atividades, através de fisioterapia, numa clínica que ela abriu com mais duas amigas. Além disso, vai se casar com um cara bonitão, louco por ela e que, ainda por cima, lhe deu um baita anel de esmeralda. Esse anel é muito importante para a família de Magnus, o noivo, afinal está na família há três gerações.
E tudo está correndo super bem, o cara é inteligente, acadêmico, publica artigos e tem até aparece na TV. Poppy só poderia ser a noiva mais feliz e sortuda do mundo. O casamento vai ser daqui a alguns dias e ela está contando os segundos para colocar o vestido de noiva e mostrar para o mundo que fisgou o maior partido do pedaço… Mas até lá, muita coisa ainda vai acontecer.
Para começo de conversa, sua despedida de solteira não aconteceu bem como imaginava. Logo quando ia começar a festa, o alarme de incêndio do hotel dispara e fica tudo uma baita confusão. Nessa confusão ela me consegue perder logo o que menos devia: o anel de esmeralda.

 

“Foco. Preciso de foco. Não é um terremoto, nem um ataque de um atirador enlouquecido, nem um acidente nuclear, é? Na escala de desastres, não é um dos maiores. Não é um dos maiores. Espero que eu me lembre deste momento, ria e pense: ‘Ha, ha, como fui boba em me preocupar…”

 

 

Disposta a perturbar todos os funcionários do hotel atrás do bendito, o gerente já nem aguenta mais olhar pra cara dela, que o assombra mais que o Fantasma do Natal passado. Como se não bastasse essa confusão no hotel, ela quer ligar para todo mundo, para saber se alguém dos convidados achou o tal anel de família.

Ela está tão desesperada, que se esqueceu de uma regrinha básica, não usar seu telefone na rua sem prestar bem atenção a onde está. E meus amores, o que não poderia ficar pior, ficou: ela tem seu celular roubado enquanto estava tentando ligar para suas amigas e saber do anel.
E agora? Sem anel, sem celular, e um casamento se aproximando. E mais, os pais de Magnus estão chegando e vão querer ver aquela budega no dedo dela.
De volta para o hotel, agora sem anel e sem celular, Poppy caiu em desespero. Como ia mandar as mensagens que precisava para suas amigas sobre o anel? Como iria ver as coisas do casamento? Como ia viver, já que ela não pode ficar sem celular um minuto?!

Misteriosamente, ela está ao lado de uma lixeira, e nela está piscando incessantemente uma luz colorida. Quando ela chega perto, nem acredita no que vê (sinceramente, eu acharia que era pegadinha também). Eis que tem um celular ali, do lado dela, sem dono e abandonado coitado…

Uma pessoa desesperada e sem celular, mais um celular abandonado só pode dar a combinação perfeita! Mas seus momentos de felicidade estão mais para uma perfeita confusão de sentimentos que se inicia agora!

 

Fiquei com seu número
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

Bom, já falei várias vezes aqui no Mundinho que estou no meio do doutorado e em dois meses eu tenho que qualificar. Isso está mexendo tanto com minha cabeça, que preciso de leituras mais levinhas e divertidas, para conseguir me desligar do meu estresse. E escolhi o livro da Sophie, por já ter uma prévia da escrita dela e saber que me divertiria lendo as obras dela.
E realmente deu certo. Poppy é uma mulher linda, talentosa e ama o seu trabalho. Mas ela tem uma mania que me incomoda muito, a de sempre querer agradar todo mundo. Ela acha que sempre se mantendo abaixo do mundo, o mundo em troca vai amá-la. Mas acaba é sendo feita de boba mesmo.
Cá entre nós, ela perdeu o anel da forma mais idiota possível, que não vou contar, mas foi realmente muito idiota, assim como o celular. E o celular ali perdido no lixo parecia ser obra do destino, afinal um celular abandonado perto de uma pessoa que acabou de ser roubada, parecia obra do cosmos até. Mas depois a própria Poppy vai descobrir que tinha bem mais coisa acontecendo ali naquele hotel na noite de sua despedida de solteira.
Para começo de conversa, o celular estava no lixo, mas tinha dono, o qual ligava para o abandonado o tempo inteiro. E assim Poppy conhece o executivo Sam Roxton, que está no comando de uma empresa multinacional. Ele quer o que é dele de direito: afinal, o celular pertence à empresa. Mas Poppy se recusa a devolver, com uma história tão bem contada, sobre um anel perdido e um casamento prestes da desmoronar por causa dele, que Sam resolve deixar o celular com ela até que ela encontrasse o anel.

Mas o bendito do celular era da assistente dele, que o largou sem aviso prévio e, até que ele arranjasse outra, o acordo seria que Poppy faria essa função durante esses dias, repassando para ele todos os emails e mensagens recebidos. Acordo aceito, Poppy acha que seus problemas acabaram, mas eles apenas começaram.
Primeiro que o desaparecimento do anel parece mais um dos mistérios de Hercule Poirot, já que todos são suspeitos. Mas Poppy não tem talento para ser detetive, o que deixa as cenas mais hilárias. Além disso, ela morre de medo dos pais de Magnus, o noivo. Isso porque são um casal bem peculiar. Ambos são acadêmicos, do ramo da Antropologia e História. Assim como o filho, aparecem na TV, publicam artigos científicos e sempre estão buscando novidades.
Até aí, nada demais, afinal eu também sou acadêmica, publico artigos científicos e estou procurando sempre novidades, é meu trabalho ser assim. Mas uma coisa é falar sobre o que eu faço quando me peguntam ou no momento é pertinente usar uma linguagem mais técnica. Outra é ficar o tempo inteiro fazendo outras pessoas se sentirem inferiores. E é exatamente assim que Poppy se sente toda vez que está com os pais de Magnus.
Eles sempre fazem perguntas difíceis, da área deles, que a menina não sabe responder. Mas em vez também de assumir logo que não sabe, Poppy me irrita profundamente, tentando parecer inteligente e depois assumindo que não é. Cara, a menina não fez pós, mas fez especialização, além de uma faculdade de fisioterapia que é punk.

Ela se formou e trabalha na área, realizando o sonho de várias pessoas, que voltaram a praticar esportes e até a andar depois de acidentes. Isso não é qualquer um que faz! E, mesmo assim, ela se sente inferior aos pais de Magnus, que são de uma área C-O-M-P-L-E-T-A-M-E-N-T-E diferente! Achei que faltou um pouco de personalidade nessa menina… só acho!
Além da história dos pais de Magnus na área, tem o mistério do anel, que nem Magnus, nem os pais dele podem saber que está desaparecido. E as formas que ela arranja de disfarçar são as mais loucas possíveis, que sinceramente não consegui parar de rir. 😂😂  E, como se não bastasse tudo isso, a cerimonialista, Lucinda, é mais louca ainda, com uma assistente assustada, Clemency, que sempre arranjam alguma coisa extraordinária para fazer nesse casamento. Mas só posso dizer que Poppy vai ainda se surpreender e muito com a louca da Lucinda.
Poppy tenta driblar tudo isso, dizendo que vai ficar tudo bem, mas verdade é que não está tudo bem. Ela está é numa zona de conforto, da qual é lembrada toda vez que Sam dá as caras atrás do celular dele, com o qual ela insiste em ficar. Sam vê as coisas de uma forma diferente, afinal ele caiu de paraquedas nessa loucura toda e está vendo tudo de um ângulo que Poppy desejava nunca ser conhecido.

Isso a irrita, mas ao mesmo tempo lhe faz questionar um monte de coisa sobre si mesma. Agora uma coisa que achei inusitada, foi que ela mal pegou o celular no lixo, e foi logo mandando mensagens para as amigas todas e até a cerimonialista, mas ela tinha perdido o celular dela com os contatos de todos!

 

Fiquei com seu número
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

Não sei como funciona esse lance das operadoras lá na Europa (em Londres), mas se fosse aqui, com a Hanna, eu só teria mesmo o meu número de casa, que sei de cor. Os outros todos, estou tão acostumada a ir direto pelo Whatsapp, que não sei o número decorado de ninguém! 😂😂

Se isso acontecesse comigo, ninguém ia saber do meu número novo, a não ser que eu recuperasse minha agenda, pois de cor, não ia rolar! E essa menina tinha o número da clínica, das amigas pessoais, da cerimonialista, até dos pais de Magnus tudo de cabeça! 😱😱
Voltando à vida de Poppy Wyatt, ela ainda está de assistente de Sam temporariamente. Então acaba tendo acesso aos emails e mensagens dele, o que lhe causa grande curiosidade. Mas é aquela história, quem procura acha… E Poppy vai achar em Sam uma pessoa completamente diferente de Magnus, que é sempre ocupado, mas ao mesmo tempo tem hora para um monte de coisa. É um cara alegre, divertido e inteligente também, mas sem ficar mostrando para o mundo que lê esse ou aquele filósofo.

 

“Todo esse tempo, eu achei que tinha a imagem da vida inteira de Sam. Mas não era a vida inteira dele, era? Era uma caixa de entrada. E eu o julguei por meio dela. […] Fui uma idiota se achei que conhecia a história toda. Conheço um único capítulo. Só isso.”

 

E isso mexe tanto com a cabeça da menina, que seu casamento acabou se tornando um fardo. Ela deve se casar e voltar com sua vidinha do jeito que planejou? Ou deve se arriscar ao desconhecido do outro lado da linha, que acaba lhe dando mais conselhos do que ela pediu? Além disso, as conversas com Sam, que lhe fazem questionar várias coisas, a fazem abrir os olhos para coisas que nunca tinha imaginado em Magnus e nem nos pais dele, o que lhe faz ficar ainda mais em dúvida.

 

“[…] Quero dizer… o que é amor? Ninguém sabe exatamente o que é amor. Ninguém consegue defini-lo. Ninguém consegue provar que existe. Mas, se alguém escolhe um anel especialmente para você, isso tem que ser um bom começo, não é? […]”

 

De vez em quando eu gosto de sair dos livros de fantasia e ler um chick-lit bem cliché, como aconteceu nesse caso. A escrita da Sophie é super fluida e li esse livro mais rápido do que pensei. Apesar de me incomodar um bocado com a Poppy em várias partes do livro, eu torcia para que ela aprendesse sua lição e visse que o mundo nem sempre é tão perfeito assim.

Apesar de ter um final já esperado, eu gostei do livro e recomendo a leitura. É um livro que te faz pensar sobre o que está fazendo com sua vida, pois fala sobre sair da zona de conforto.

 

 

Como li a versão digital, posso dizer que amei a capa, que já diz mesmo quem é a Poppy e por onde ela está, já que ela está perto do famoso Big Ben. Os traços da capa são bem divertidos e coloridos, em tons de rosa, que gostei bastante.

A revisão está bem feita, coisa que não tenho dado muita sorte com livros digitais ultimamente e até me surpreendeu. Os capítulos estão bem marcados, e nossa história é contada pela própria Poppy, que até agora não sei o nome de verdade dela, já que ela só fala pelo apelido mesmo…
E é isso. Vocês já tinham lido esse livro? E as obras da Sophie Kinsella, conhecem? Esse livro faz parte também do projeto #leiamulheres, em parceria com as meninas do MãeLiteratura e Pacote Literário.

Leia Mulheres

Até mais!

 

Postado por:

Hanna de Paiva

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