25 de novembro de 2017

I Dare You de Novembro: Hora Morta

  Olá meu povo, como estamos? Hoje é dia de resenha do I Dare You (dentro do mês, que emoção!), e o tema do de novembro é “livro com borboleta na capa”. Para isso o livro escolhido foi ‘Hora morta’, de Anne Cassidy.

I Dare You

   Vem ver! 😉


Hora Morta
Creative Commons




Livro: Hora Morta

Autora: Anne Cassidy

Editora: Rocco

Ano: 2014

Depois de anos sem se ver, Rose e Josh conseguem se comunicar pela internet e resolvem investigar o desaparecimento que mudou o rumo de suas vidas. Porém, na noite em que planejam se encontrar, Rose testemunha o assassinato de um colega de escola. O crime desencadeia inúmeras descobertas, que talvez sejam pistas para desvendar o mistério que a separou do irmão de consideração tantos anos antes. 

   Rose é uma adolescente que vive com a avó em uma casa enorme, com tudo do bom e do melhor… O que parecia ser uma vida simples e feliz, na realidade era bem diferente… Rose não se conforma por ter sido separada de seu irmão Josh desde o desaparecimento de seus pais e nunca entendeu o porquê de sua avó ter lhe proibido o contato entre eles por anos. Isso dentre tantas atitudes autoritárias e intransigentes de sua tutora fazem com que a menina fique uma adolescente rebelde, daquelas que andam em estilo gótico, com mau humor eterno e sempre fechadas.
   Mas tudo isso muda quando após anos ela consegue contato com seu tão amado irmão, que aparece em forma de emails compridos, trocados por meses até o tão esperado dia de seu encontro. O local escolhido era uma estação de trem, público e caminho de Rose de volta para casa… Porém… o que era para ser um dia feliz acaba tragicamente… Rick Harris, um colega de escola que tanto lhe perturba aparece do nada na estação, e o que ela menos queria… eles conversam… Rose está a ponto de ir para casa de tão irritada quando Rick recebe uma mensagem misteriosa e apenas lhe fala: “mudança de planos, hora de ir.” E com isso sobe as escadas… e acaba morto com a própria faca
(sim, ele era valentão e andava armado)… Josh aparece bem na hora da confusão e Rose é identificada como testemunha ocular do assassinato, o que muda sua vida completamente…

“Cuidado com o que deseja. O que acontece quando alguém do seu colégio faz todo o possível para atormentar você e te fazer sentir péssimo?”

“[…] Houve um momento em que eu pude, inconscientemente, ter desejado que ele morresse? Que eu pude tê-lo imaginado caindo nos trilhos enquanto um trem passava em disparada? Talvez. Pude também ter desejado isso, mas nunca imaginei o que aconteceria depois. Esse garoto foi esfaqueado. Ele está morto. Fim da história.”

   E assim começamos Hora Morta… Sinceramente eu não dava nada pelo livro, mas depois desse assassinato minha opinião mudou… O livro te prende até o final, ou pelo menos o final do livro, já que esse é apenas o primeiro volume de uma série, na qual conta a saga dos irmãos tentando descobrir o motivo do desparecimento de seus pais (a mãe de Rose e pai de Josh, que eram namorados e parceiros de trabalho).

“Gostaria de poder lhe contar algo diferente, mas estou convencido de que Katherine Smith e Brenan Johnson foram alvos de criminosos profissionais. Foi um trabalho bem feito e duvido muito que algum sinal deles possa ser descoberto algum dia.”

   Pois é, tudo começa com o assassinato de Rick Harris, mas acaba dando origem a um novo assassinato, o de sua namorada Emma Burke uns dias depois no cemitério da cidade. Rose se sente tão responsável que passa até por cima da investigação da polícia e tenta descobrir tudo por conta própria, custe o que custar, afinal ela foi o centro como testemunha de ambos os assassinatos.

“Somente os rostos dos anjos de pedra permaneceram tranquilos, serenos, seus olhos fitando cegamente em volta. Testemunhas silenciosas do que havia acontecido.” 

   Rose é uma menina que sofre bullying na escola e todos a odeiam. Ela não se sente vítima, mas se torna rebelde. E essa rebeldia a faz uma personagem muito chata (sou sincera…). Mesmo com a polícia investigando o caso, ela passa por cima e pensa umas coisas que sinceramente me dava nervoso e eu queria era entrar no livro e dar uns catiripapos nela com essa sede cega de justiça, que beira mais a vingança, seja lá porquê.
  Josh, seu irmão, está obcecado pelo desaparecimento de seus pais há cinco anos. Dizem os jornais que ambos morreram em um acidente de carro, mas ele acredita piamente que isso é mentira e não se cansa de gastar o que for para descobrir por conta própria o que aconteceu com eles. Ele quer arrastar Rose a todo custo, mas ela com seu jeitinho super carinhoso (só que não) se torna um estorvo. Isso porque ela acredita que seus pais estão mortos e procurar por eles é sem sentido…

“Mas a palavra ficava em seu coração, uma farpa que não seria removida, que se enterrava mais fundo e lhe causava uma dor aguda e profunda. Assassinato.”

  E o livro fica entre os dois casos, assassinatos na escola e desaparecimento… No final das contas, será que ambos tem relação?! Seria coincidência demais?! Josh começa a procurar pistas que levam a outras pistas… E Rose com sua investigação dos assassinatos também descobrem coisas… que no fim levam a um ponto em comum, uma pessoa, que sabe de tudo do passado deles… O que essa pessoa é deles? Por que ela os conhece? O que isso tem a ver com seus pais? E o mais engraçado… tudo gira em torno de uma borboleta azul…
   O que ela tem a ver com tudo isso? Ainda não se sabe, mas é um mistério que Rose, Josh e essa pessoa em comum tenham versões diferentes da mesma espécie de borboleta… E que te deixa com a pulga atrás da orelha e doido para ler os próximos livros da série.
   Nunca tinha lido nada de Anne Cassidy,  mas a autora inglesa é conhecida pelos seus escritos envolventes e cheios de mistérios, assim como Hora Morta, o primeiro volume de ‘The murder notebooks’.
   Com relação à diagramação… bom, eu li em ebook. A letra está em um bom tamanho e achei bem legal o fato de borboletas estarem tão presentes na história, que até são as figuras que aparecem a cada final de capítulo. Só achei que ela estava um tanto pixelada… Não sei se foi por ser em versão digital, ou se é falha do livro mesmo… De resto, o livro é tranquilo de ler, a história em terceira pessoa, mas tem uma linguagem mas forte e assustadora, se posso dizer assim, já que é muito do lado rebelde da Rose, então tudo é mais sombrio e é preciso paciência para ler…
   Se você curte thrillers, essa é uma indicação par você e esteja preparado para reviravoltas durante o percurso.  E foi a postagem de hoje. Já conheciam o livro? E a autora? Me contem aí! 😉
    Até mais!

Postado por:

Hanna de Paiva

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