15 de abril de 2023

Inspirações Literárias | 5 Livros que eu queria ler como se fosse a primeira vez

Olá meu povo, como estamos? Alguns livros marcam nossa vida de uma forma, que nunca saem de nosso pensamento, muito menos de nosso coração. Por conta disso, mesmo que se passem anos para que façamos uma releitura, já sabemos o que vai acontecer na trama (ou o principal, pelo menos).
E eu confesso que gostaria de esquecer completamente de algumas obras, só para ter o prazer de ler como se fosse a primeira vez. Hoje vou mostrar cinco delas para vocês, 💓.
Inspirações Literárias | 5 Livros que eu queria ler como se fosse a primeira vez
Foto: Creative Commons/Pixabay

 

1. Até que A Morte Nos Ampare (Marcos Martinz)

Até que A Morte Nos Ampare | Marcos Martinz
Foto: Divulgação

 

 
Rosinha revive a mesma cena todos os dias, há pelo menos dois séculos. Ela está destinada a esse sofrimento até que encontre o próprio assassino. Com a ajuda da fiel escudeira, Dona Morte, que decide levar o espírito de um jovem escritor do mundo dos vivos, ela recebe a visita de Marcos – diga-se de passagem, o próprio autor do livro, que, à la Tim Burton, insere-se na trama e trata as idas e vindas da narrativa com genialidade – para que consiga completar sua missão e fazer a passagem para a eternidade.

A obra aborda assuntos muito importantes, como depressão e amor-próprio, e, de maneira bem-humorada e descontraída, nos leva a refletir a respeito de como nossos comportamentos estão condicionados aos nossos sentimentos; por isso é tão importante ouvirmos a nós mesmos e, caso necessário, buscar ajuda.
 
Um achado do Skoob, que nunca esquecerei. Esse livro é uma poesia em forma de livro e te abraça de uma maneira surpreendente. E acho que ele deveria ser mais conhecido do que já é.
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2. Ponto de Impacto (Dan Brown)

Ponto de Impacto | Dan Brown
Foto: Divulgação

 

Quando um novo satélite da NASA encontra um estranho objeto escondido nas profundezas do Ártico, a agência espacial aproveita o impacto da sua descoberta para contornar uma grave crise financeira e de credibilidade.
O peso dessa revelação acarreta sérias implicações para a política espacial norte-americana e, sobretudo, para a iminente eleição presidencial.
Com o objetivo de verificar a autenticidade da descoberta, a Casa Branca envia a analista de inteligência Rachel Sexton para a desolada geleira Milne. Acompanhada por uma equipe de especialistas, incluindo o carismático pesquisador Michael Tolland, Rachel se depara com indícios de uma fraude científica que ameaça abalar o planeta.
Antes que Rachel possa falar com o presidente dos Estados Unidos sobre suas suspeitas, ela e Michel são perseguidos por assassinos profissionais controlados por uma pessoa que é capaz de tudo para encobrir a verdade. Em uma fuga desesperada para salvar suas vidas, a única chance de sobrevivência para Rachel e Michael é desvendar a identidade de quem se esconde por trás de uma conspiração sem precedentes.
Com fascinantes informações sobre a NASA, a comunidade de inteligência e os bastidores da política americana, sem falar na polêmica discussão sobre a possibilidade de vida extraterrestre, Ponto de Impacto revela o amadurecimento de Dan Brown como escritor, reunindo todas as qualidades que o transformariam em um fenômeno mundial com seu livro seguinte: O Código da Vinci.

 

 
Esse foi o segundo livro do autor que li. Mas talvez por ter um biólogo como protagonista tenha me chamado mais atenção na época (e até hoje chama, por ser uma profissão rara na literatura). E até hoje causa o mesmo efeito de surpresa e tensão que a trama pede.
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3. A Menina que Roubava Livros (Markus Zusak)

A Menina que Roubava Livros | Markus Zusak
Foto: Divulgação

 

Ao perceber que a pequena Liesel Meminger, uma ladra de livros, lhe escapa, a Morte afeiçoa-se à menina e rastreia suas pegadas de 1939 a 1943. A mãe comunista, perseguida pelo nazismo, envia Liesel e o irmão para o subúrbio pobre de uma cidade alemã, onde um casal se dispõe a adotá-los por dinheiro. O garoto morre no trajeto e é enterrado por um coveiro que deixa cair um livro na neve. É o primeiro de uma série que a menina vai surrupiar ao longo dos anos. O único vínculo com a família é esta obra, que ela ainda não sabe ler. Assombrada por pesadelos, ela compensa o medo e a solidão das noites com a conivência do pai adotivo, um pintor de parede bonachão que lhe dá lições de leitura. Alfabetizada sob vistas grossas da madrasta, Liesel canaliza urgências para a literatura. Em tempos de livros incendiados, ela os furta, ou os lê na biblioteca do prefeito da cidade. A vida ao redor é a pseudo-realidade criada em torno do culto a Hitler na Segunda Guerra. Ela assiste à eufórica celebração do aniversário do Führer pela vizinhança. Teme a dona da loja da esquina, colaboradora do Terceiro Reich. Faz amizade com um garoto obrigado a integrar a Juventude Hitlerista. E ajuda o pai a esconder no porão um judeu que escreve livros artesanais para contar a sua parte naquela História.

 

 
Esse eu tenho apego emocional também, por ser o último que meu pai me deu de presente antes de partir. A atmosfera de guerra, mas sem ser totalmente passada nas trincheiras me cativou e eu fiquei imersa na história da Liesel até  fim.
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4. Entrevista com O Vampiro (Anne Rice)

Entrevista com O Vampiro | Anne Rice
Foto: Divulgação

 

” – Como aconteceu? – Existe uma resposta muito simples, mas não acredito que quer as respostas simples. Acho que quero contar a verdadeira história… ” E a verdade será contada. Assustadora, erótica, estranha, perversa e irresistível. Esses adjetivos normalmente assombram o nosso imaginário a respeito de vampiros, mas a série das Crônicas Vampirescas, criada por Anne Rice, usa esse imaginário apenas como uma entrada num “banquete” muito mais que simplesmente macabro. Escrita em 1976, Entrevista com o Vampiro inicia a série que apresentou a rainha dos Condenados e o vampiro Lestat de Lioncourt, levando os críticos à descoberta de que trata-se da sedutora história de horror do nosso tempo. Uma história que começa com a ousadia dum jovem jornalista entrevistando Louis de Pointe du Lac, nascido em 1766 e transformado em vampiro pelo próprio Lestat, personagem apaixonante que terminará, ao longo da série, arrebatando multidões como um astro. ” – Quer dizer que ele sugou seu sangue? – Sim, o vampiro sorriu. É assim que acontece. ” Louis, esse vampiro que recusa-se a livrar-se das características humanas e aceitar a perversão que marca os vampiros, continua a contar a história desde o início: ” – Escute, mantenha os olhos abertos, sussurrou Lestat com os lábios encostados no meu pescoço. – Lembro que o movimento dos seus lábios arrepiou todos os cabelos do meu corpo, enviando uma corrente de sensações que não eram diferentes do prazer da paixão… “
É um mundo fantástico impressionante, um mundo gótico e romântico, criado por Anne Rice e traduzido por Clarice Lispector.
 
 
Foi graças a esse livro que me tornei uma leitora assídua. Hoje reconheço que não era uma leitura adequada para minha idade, pois eu tinha meus 13 anos e a história tem várias cenas não recomendadas para menores. Mas foi uma leitura que me prendeu e eu queria saber cada vez mais sobre os vampiros que Anne Rice criou. Devo ter lido umas quatro ou cinco vezes e hoje não faz tanto o meu estilo. Mas ainda guardo na estante, pois pode ser que um dia volte a ser e eu quero ter essa joia rara nas minhas prateleiras.
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5. Olhai Os Lírios do Campo (Érico Veríssimo)

Olhai Os Lírios do Campo | Érico Veríssimo
Foto: Divulgação

 

Primeiro best-seller de Erico Verissimo, Olhai os lírios do campo representou uma guinada na carreira literária do escritor. Várias edições se esgotaram em poucos meses. Segundo Erico, o sucesso foi tão grande que “teve a força de arrastar consigo os romances” que publicara antes em modestas tiragens.

Eugênio Pontes, moço de origem humilde, a custo se forma médico e, graças a um casamento por interesse, ingressa na elite da sociedade. Nesse percurso, porém, é obrigado a virar as costas para a família, deixar de lado antigos ideais humanitários e abandonar a mulher que realmente ama. Sensível, comovente, Olhai os lírios do campo é um convite à reflexão sobre os valores autênticos da vida.

 

 
Conheci esse livro na disciplina de Literatura da escola. Na época eu tinha muito preconceito com obras nacionais e torci o nariz por ele ter sido escolhido a dedo para mim pela professora. Mas quando comecei a ler, entendi o porquê de ter vindo para mim e nunca mais esqueci. Já li umas três vezes e ainda guardo na estante, por puro apego emocional dessa história belíssima.
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E aí, já leram algum desses livros? E me conta, qual livro vocês queriam esquecer para ler como se fosse a primeira vez?

 

Postado por:

Hanna de Paiva

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