3 de novembro de 2022

Inspirações Literárias | Livros para Dia de Los Muertos

 Olá meu povo, como estamos? Apesar de estar postando apenas hoje, ontem foi um dia importante para o mundo, em especial no México. O dia 02 de Novembro é também conhecido como Dia de Los Muertos.
Embora seja um dia mórbido, ao mesmo tempo é feliz. Não apenas por ser meu aniversário (cheguei aos 3.4, com orgulho), mas por ser um dia em que celebramos as memórias de nossos entes queridos e nos lembramos o quanto a vida deve ser valorizada. 
 
Inspirações Literárias | Livros para Dia de Los Muertos
Foto: Creative Commons/Pixabay

 

 
Contudo, muito se fala sobre livros assustadores para se ler no dia das bruxas, mas praticamente não vejo livros para o feriado de Dia de Los Muertos. Então, tentei reunir alguns títulos que falem sobre entes queridos e morte, sem soar como terror, mas como memória, assim como o significado do dia.

Inspirações Literárias | Livros para Dia de Los Muertos

 

1. Os Garotos do Cemitério

Os Garotos do Cemitério
Foto: Divulgação

 

Yadriel é um garoto trans e gay que está determinado a afirmar sua identidade de gênero e orientação sexual para sua família latina tradicional. Mas, para isso, ele acaba invocando um fantasma que se recusa a ir embora…Os garotos do cemitério é uma fantasia paranormal e o marcante livro de estreia de Aiden Thomas. Quando a família latina bastante tradicional de Yadriel tem problemas para aceitar sua verdadeira identidade de gênero, Yadriel torna-se determinado a provar que é um verdadeiro bruxo. Fortemente conservadora, a comunidade bruxe não permite que ele passe pelo ritual, com a desculpa de que a Senhora Morte não iria aceitá-lo, por conta de sua identidade de gênero e orientação sexual. Com a ajuda de sua prima e melhor amiga Maritza, ele decide ele mesmo resolver o problema, na expectativa de encontrar o espírito de seu primo assassinado e, então, libertá-lo.No entanto, o fantasma que ele invoca é, na verdade, Julian Diaz, o bad boy da escola… e Julian não tem interesse em deixar esse mundo tão facilmente. Ele está determinado a descobrir o que aconteceu e resolver algumas pendências e pontas soltas antes de partir. Sem escolha, Yadriel concorda em ajudar Julian, para que ambos possam obter o que querem.O que Yadriel não esperava era que, quanto mais tempo passa com Julian, menos quer que o garoto se vá.

 

2. Cinderela Está Morta

 

Cinderela Está Morta
Foto: Divulgação

 

Cinderela está morta há duzentos anos, e o conto de fadas acabou. Em um reino onde as mulheres são vistas como objetos, uma menina vai contrariar tudo e a todos para poder ter a escolha de amar livremente e decidir o próprio destino.

Dois séculos após Cinderela ter encontrado o seu Príncipe Encantado, a magia parece ter abandonado o reino de Mersailles. Cinderela e a fada madrinha não passam de lendas, e o reino está há décadas sob o controle de reis tirânicos. Ao completar dezesseis anos, todas as jovens são obrigadas a participar do Baile Anual, onde os homens do reino vão para escolher jovens esposas. Não ser escolhida é uma sentença de ruína tanto para a garota quanto para a sua família. Sophia está se preparando para seu primeiro baile, mas o que realmente deseja é se casar com Erin, sua melhor amiga. No dia do baile, Sophia toma a decisão desesperada de fugir, indo parar no mausoléu da Cinderela. Lá, ela encontrará uma aliada inesperada, alguém com respostas para os mistérios envolvendo as lendas que giram em torno da mítica história da Cinderela. Juntas, elas vão enfrentar a tirania opressora do rei e de uma sociedade patriarcal que impede que as pessoas sejam livres.

3. Confissões do Crematório: Lições para Toda a Vida

 

 

Confissões do Crematório
Foto: Divulgação

 

“Uma menina nunca esquece seu primeiro cadáver.” – Caitlin Doughty
Um livro para quem planeja morrer um dia. Morrer é a única certeza da vida. Então, por que evitamos tanto falar sobre ela? A morte é inevitável, sentimos muito. Mas pelo menos, como descobriu Caitlin Doughty, ficar a sete palmos do chão ainda é uma opção.

”Confissões do Crematório” reúne histórias reais do dia a dia de uma casa funerária, inúmeras curiosidades e fatos históricos, mitológicos e filosóficos. Tudo, é claro, com uma boa dose de humor. Enquanto varre as cinzas das máquinas de incineração ou explica com o que um crânio em chamas se parece, Caitlin Doughty desmistifica a morte para si e para seus leitores. O livro de Caitlin – criadora da websérie Ask a Mortician e da – levanta a cortina preta que nos separa dos bastidores dos funerais e nos faz refletir sobre a vida e a morte de maneira honesta, inteligente e despretensiosa – exatamente como deve ser. Como a autora ressalta na nota que abre o livro, “a ignorância não é uma benção, é apenas uma forma profunda de terror”. Caitlin Doughty é agente funerária, escritora e mantém um canal no YouTube onde fala com bom humor sobre a morte e as práticas da indústria funerária. É criadora da websérie Ask a Mortician, fundadora do grupo The Order of the Good Death (que une profissionais, acadêmicos e artistas para falar sobre a mortalidade) e também autora de Confissões do Crematório.

 

4. Até que a Morte Nos Ampare

Até que a Morte Nos Ampare
Foto: Divulgação

 

Rosinha revive a mesma cena todos os dias, há pelo menos dois séculos. Ela está destinada a esse sofrimento até que encontre o próprio assassino. Com a ajuda da fiel escudeira, Dona Morte, que decide levar o espírito de um jovem escritor do mundo dos vivos, ela recebe a visita de Marcos – diga-se de passagem, o próprio autor do livro, que, à la Tim Burton, insere-se na trama e trata as idas e vindas da narrativa com genialidade – para que consiga completar sua missão e fazer a passagem para a eternidade.

A obra aborda assuntos muito importantes, como depressão e amor-próprio, e, de maneira bem-humorada e descontraída, nos leva a refletir a respeito de como nossos comportamentos estão condicionados aos nossos sentimentos; por isso é tão importante ouvirmos a nós mesmos e, caso necessário, buscar a
juda.

 

5. Para Toda a Eternidade

Para Toda a Eternidade
Foto: Divulgação

 

A morte é inevitável. Lembrar que um dia morreremos ainda gera desconforto em muita gente; discutir as possibilidades para a cerimônia de despedida, então, é impensável. Bem, não para Caitlin Doughty, agente funerária, criadora do grupo The Order of the Good Death.

Alguns leitores já conhecem a escrita divertida e realista de Caitlin, mas, para quem ainda não teve o prazer de ler Confissões do Crematório, a Caveira explica: ainda jovem, Caitlin conseguiu emprego em um crematório na Califórnia e aprendeu muito mais do que imaginava barbeando cadáveres e preparando corpos para a incineração.
Em seu primeiro livro, ela compartilha histórias reais do dia a dia de uma casa funerária. Já Para Toda a Eternidade é o fruto de uma jornada global para conhecer o mundo de mãos dadas com a morte. Através das palavras poderosas de Caitlin Doughty e das ilustrações deslumbrantes do artista Landis Blair, vemos como outras culturas lidam com o fim da vida enquanto entendemos a nossa relação com o assunto.
Na Indonésia, Caitlin observa enquanto um homem limpa e veste o corpo mumificado de seu avô, que mora na casa da família há dois anos. Em La Paz, ela conhece as ñatitas bolivianas (crânios humanos que fazem a ponte entre os mundos dos vivos e dos mortos). E em Tóquio, ela se depara com a cerimônia do kotsuage, na qual parentes utilizam palitinhos para coletar os ossos de seus entes queridos das cinzas da cremação.
Narrando cada ritual de maneira respeitosa ao mesmo tempo em que insere contornos históricos e também pessoais ao texto, Caitlin investiga a história funerária no mundo, apresentando soluções inusitadas, e inicia a discussão: existe jeito certo de se despedir das pessoas que você ama? O que parece um tabu para nós pode ser transformador para quem fica.
Acima de tudo, Para Toda a Eternidade é uma lição de empatia, acolhimento e solidariedade. Uma volta ao mundo de uma perspectiva inusitada — mas enriquecedora na mesma medida. Temos muito a aprender com a morte. O livro chega aos leitores brasileiros pela coleção DarkLove, a linha especial da DarkSide® Books para autoras de vozes poderosas e leitores com corações valentes. Acredite: depois de ler Para Toda a Eternidade, você vai pensar bastante em como quer partir desta para a melhor.
Na Indonésia, Caitlin observa enquanto um homem limpa e veste o corpo mumificado de seu avô, que mora na casa da família há dois anos. Em La Paz, ela conhece as ñatitas bolivianas (crânios humanos que fazem a ponte entre os mundos dos vivos e dos mortos). E em Tóquio, ela se depara com a cerimônia do kotsuage, na qual parentes utilizam palitinhos para coletar os ossos de seus entes queridos das cinzas da cremação.
Narrando cada ritual de maneira respeitosa ao mesmo tempo em que insere contornos históricos e também pessoais ao texto, Caitlin investiga a história funerária no mundo, apresentando soluções inusitadas, e inicia a discussão: existe jeito certo de se despedir das pessoas que você ama? O que parece um tabu para nós pode ser transformador para quem fica. Acima de tudo, Para Toda a Eternidade é uma lição de empatia, acolhimento e solidariedade. Uma volta ao mundo de uma perspectiva inusitada — mas enriquecedora na mesma medida. Temos muito a aprender com a morte.

 

6. Cartas de Amor aos Mortos

Cartas de Amor aos Mortos
Foto: Divulgação

 

Tudo começa com uma tarefa para a escola: escrever uma carta para alguém que já morreu. Logo o caderno de Laurel está repleto de mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Heath Ledger, Judy Garland, Elizabeth Bishop… apesar de ela jamais entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sobre sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era — encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um — é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

 

E aí, já leram algum desses livros? O que acharam da lista? Me contem aí!

 

 

Postado por:

Hanna de Paiva

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