22 de fevereiro de 2022

Joia do Deserto | Emerson Silva

    Olá meu povo, como estamos? Hoje temos resenha de ’Joia do
Deserto’, um conto nacional de fantasia que promete muitas emoções.

 

Joia do Deserto | Emerson Silva
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

Obs. Conto lido em parceria com a editora Crônicas Fantásticas 

10/24
Livro: Joia do Deserto
Autor: Emerson Silva
Editora: Crônicas Fantásticas 
Ano: 2022
Páginas: 210 

O fardo da liderança
pode ser mais perverso que o pior pesadelo. Lilith, ao lado de outros
mercenários, escolta uma diligência até um posto avançado em meio ao deserto de
Yuran.

No entanto, a travessia
sofre empecilhos ao longo do caminho, e a guerreira se vê diante de um inimigo
inusitado: a responsabilidade de garantir a sobrevivência de inúmeras vidas.

Joia do Deserto | Emerson Silva

   Depois de sobreviverem à guerra contra os elfos do sul de
Astherum
em “Fronteira da Perdição,
Lilith (Olhos de Lua) e seus companheiros precisam atravessar o deserto de
Yuran, escoltando uma diligência. 
   A missão estava quase terminada quando, ao
chegar à cidade de destino, encontram as histórias de um mercador
maluco circulando pelas esquinas
.
   Se as histórias são fantasiosas ou não, ninguém sabe. Mas
sendo uma das poucas pessoas com treinamento para lidar com situações
inusitadas, Olhos de Lua e seus companheiros têm uma nova tarefa: defender toda
a cidade de um perigo desconhecido
.

 

   Estava com saudades das aventuras de Lilith, a guerreira de
olhos leitosos
. Olhando as resenhas da Confraria, a última vez que tive contato
com as aventuras da protagonista foi em agosto de 2021, um tempo considerável.
   Então, foi uma alegria ver a mercenária de volta em ‘Joia do
Deserto’. E parece que a protagonista nunca consegue tirar férias, coitada,
pois mal termina uma missão perigosa, já tem outra que surge do nada e ela não
pode recusar.
   Nem bem recebeu o pagamento pela escolta, logo foi convocada
durante a reunião do Conselho das Gemas, que estava julgando a veracidade dos
relatos
de Aburame, o mercador que afirmava ser vítima de monstros ferozes e
capazes de destruir o que tivesse pela frente
.
   O relato, embora alarmante, era inacreditável, ainda mais se
a própria Lilith veio pelo deserto e não encontrou nada do tipo. 
   Apesar disso,
como diz o ditado: “seguro morreu de velho e desconfiado ainda vive”. Olhos de
Lua, apesar de não acreditar em tudo o que ouvia do comerciante, não pode
duvidar do medo estampado em seus olhos.
   Assim, começa uma nova missão colocada nas costas da
guerreira, sem nem perguntarem se estava de acordo ou não
   Lilith tem agora não
apenas seus mercenários, mas praticamente toda uma cidade para comandar contra
os perigos do deserto
.
   Olhos de Lua pode ser famosa entre seus empregadores, por se
mostrar uma guerreira implacável e destemida



Joia do Deserto | Emerson Silva
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna




   Mas por trás de toda essa muralha
de coragem e determinação, existe uma pessoa que precisa arcar com os fantasmas
do passado e as consequências das suas decisões
.
   Aos poucos, conhecemos não apenas uma guerreira, mas a
pessoa por trás do escudo e da espada, que tem uma história para contar e
feridas que nunca cicatrizam
  Gostei bastante de conhecer mais um pouco de sua
trajetória, assim pude me sentir próxima dela e até entender o motivo de
algumas atitudes que a levaram até onde estava
.
  No entanto, apesar de ainda manter a narrativa bastante
detalhada
, dessa vez a experiência de leitura se mostrou mais envolvente e
eletrizante
do que vi em ‘Fronteira da Perdição’. 
   Isso porque, apesar de trazer
fatos importantes sobre a vida de Lilith, o autor não focou muito nos
sofrimentos da protagonista e deu mais espaço para as cenas de ação.
   Assim, pude mergulhar de cabeça na leitura e tive uma
experiência bastante positiva
. Durante a leitura sofri, gritei, vibrei e me vi
lutando junto com os personagens, que me conquistaram dessa vez.
   Isso porque a leitura se tornou leve e fluida, bem o que eu
precisava no momento. Especialmente para escapar de uma ressaca literária, a
qual começava a dar os sinais de sua presença por aqui.
   Mas nem por isso a narrativa deixou de ser poética, nem de
trazer lições sobre a vida e companheirismo, que podem aparecer onde menos se
imagina
   Em especial sobre a sobrevivência diante de uma guerra, que parece
nunca ter fim.
   O desfecho, apesar de aberto, é digno. Apesar de ser
resistente a finais desse tipo
, gostei de ele ser assim, pois dá a entender que
os desafios de Lilith estão apenas no início e ainda tem bastante coisa para
acontecer. 
   O que é bom nesse caso, porque dá aquele gostinho de “quero mais”,
que o autor soube construir com maestria ao longo dos contos.
  Com relação ao livro em si, eu sou apaixonada pelas capas da
Confraria, sempre simples e objetivas. Dessa vez, a capa traz a cidade que
serve de cenário do combate.
  O que foi bom, pois me ajudou um
bocado a imaginar as cenas conforme lia
. Narrada em terceira pessoa, a obra
conseguiu ser tão longa quanto Fronteira da Perdição. 
  Porém, aqui senti uma
narrativa mais fluida e sem mudanças bruscas de vocabulário
, o que rendeu uma
experiência bem melhor do que a encontrada no conto anterior do autor.
  Juntando tudo, acho que, dessa vez, ‘Joia do Deserto’ leva
nota máxima, uma vez que foi uma leitura incrível e instigante, que recomendo
de olhos fechados

    Aproveitando, é com uma tristeza no coração que anuncio minha última participação na Confraria Crônicas Fantásticas. 
    O projeto, infelizmente, vai parar para balanço e não teremos mais os contos por aqui. Sendo assim, ‘Joia do Deserto’ deixa também um sentimento de saudade. 

Postado por:

Hanna de Paiva

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