3 de novembro de 2020

Matando Formigas | Filipe Salomão

    Olá meu povo, como estamos? Hoje eu trago a resenha de Matando Formigas, um livro cedido gentilmente, em parceria com o autor independente Filipe Salomão

Matando Formigas | Filipe Salomão
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

36/12

Livro: Matando Formigas

Autor: Filipe Salomão

Editora: Independente/Amazon

Páginas: 91

Ano: 2020

Skoob | Amazon 


Um homem se elege e transforma a nação em que vive em algo nunca antes visto. Com a intenção de “limpar” sua cidade ele mostra como as pessoas ficam cegas em relação ao poder e as escolhas dele. Conheça República da Terra das Palmeiras e o seu Presidente: uma distopia em uma sociedade que pode estar muito mais próximo do que imaginamos.

Matando Formigas | Filipe Salomão

  Imagine uma sociedade, numa realidade alternativa, que também é composta por humanos. 
  Estamos na República da Terra das Palmeiras, terra de gente de bem, que trabalha o dia todo para conseguir um lugar ao sol. 
  É também terra que sofre com muitas coisas, que o líder diz ser problemas grandes, como superpopulação, moradores de rua que só aumentam e desemprego. 
  Ele tem que resolver essa questões, fazendo o melhor para o povo que o elegeu. Mas será que suas atitudes são realmente tão “de bem” assim? 

“É um filme de terror previsto […]. Na verdade, ainda não sabemos se somos os mocinhos ou os bandidos desse filme.”


  Com uma escrita bem fluida, o Filipe conseguiu fazer em poucas páginas o que dizemos há anos. Certas coisas sempre se repetem, não importa o ano em que estamos, em que país vivemos. 
  Apesar do nome fictício, podemos muito bem relacionar com nosso Brasil, se pararmos para ver o jornal e notar algumas semelhanças nas notícias. 
  ‘Matando Formigas’ é um conto bem rápido, mas que veio para dar muitos tapas na cara da sociedade. Não importa se você apoia Esquerda, Direita, Centrão ou nada, importa que, antes de você exigir respeito do próximo, você  deve respeitar ele. 
  Antes de exigir seus direitos, seus deveres vem em primeiro lugar. Mas quem disse que seus deveres são corretos o tempo inteiro? Será que não estamos sendo manipulados?
  Manipulados por coisas de anos atrás, que ninguém parou para pensar se era mesmo necessário naquela época, muito menos se continua sendo necessário hoje em dia. 
   E será que estamos realmente pensando antes de sair apoiando certas atitudes? Será que somos realmente “gente de bem”? 

“Infelizmente vivemos de maneira hipócrita durante a vida toda.”


  Ou será que, mesmo em ações que nem imaginamos, somos tão podres quanto as pessoas que insistimos em apontar o dedo, sem nem pensar duas vezes e sair julgando? 
  São tantos questionamentos, que vamos refletindo ao longo da leitura o quanto não somos perfeitos, nem podemos exigir perfeição de ninguém. 
  E, também, são tantos questionamentos, que paramos e olhamos para o jornal do dia, e pensamos que as notícias são realmente cíclicas, só mudam os nomes dos “culpados” e “inocentes”. 
  Não posso falar mais, já que são poucas páginas e vou acabar dando spoiler. Mas posso dizer que não temos personagens com nomes marcantes, a não ser o protagonista, que apenas chamamos de o Presidente. 
  Narrado em terceira pessoa, o conto é meio repetitivo em vários pontos, como uma espécie de afirmação dos fatos. 
  O que, num primeiro momento é incômodo, depois que entendemos a real mensagem que quer passar, deixa de ser incômodo e até necessário, como uma espécie de reflexo dos pensamentos há anos na cabeça do povo, sem questionamentos, apenas passando adiante. 
 São jogadas políticas que se repetem, comportamentos e pensamentos que se repetem. Então, será que estamos mesmo evoluindo enquanto sociedade? 
 Ou apenas correndo atrás do nosso próprio rabo, enquanto o tempo passa, ficamos velhos e damos lugar para outras pessoas continuarem nessa missão?  
 Apesar de ser curtinho, o final é fechado, mas ainda assim, é um final que te faz refletir sobre as atitudes do Presidente.
 É também um final que nos faz refletir sobre coisas que vemos ao nosso redor, no nosso cotidiano, mas não debatemos, seja por medo, por preguiça, ou por zona de conforto. 
 É um conto para te picar e te morder, que recomendo de olhos fechados. Como não tenho a versão física dele, só posso falar da versão digital, que é bem revisada, com fonte legível, embora eu tenha achado um tanto pequena. 
 Apesar de ter um índice, me incomodou que os nomes dos capítulos eram pequenos demais e meio que se misturavam ao texto.  
 Aí, se estava muito no embalo da leitura, de repente vinha aquele nome que não fazia sentido, e eu tinha que voltar para ler mais devagar e ver que era o capítulo seguinte começando (rsrsrs).
 A capa eu achei genial, em tons que combinam, mas que a gente não costuma usar. O verde e o amarelo deram um contraste bem legal, lembrando nossa bandeira, e as formigas tem todo um significado, que vocês entendem logo no início da leitura. 
  
  

Matando Formigas | Filipe Salomão
Foto: Divulgação/Filipe Salomão

   Apesar desses pequenos incômodos, isso não tira o mérito da leitura. Assim, continuo dando nota máxima para ele. 

 O Filipe é também autor de dois outros livros: 


  Quem quiser comprar os livros, estão todos disponíveis na Amazon, através dos links abaixo: 
  

   E aí, já tinham lido esse conto? Conhecem outras obras do autor? 

Postado por:

Hanna de Paiva

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