23 de março de 2021

Morte na Mesopotâmia | Agatha Christie

Olá meu povo, como estamos? Hoje eu trouxe a resenha de um dos livros que mais gostei da “Rainha do Crime”, Agatha Christie: Morte na Mesopotâmia.
Morte na Mesopotâmia | Agatha Christie
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

13/24
Livro: Morte na Mesopotâmia
Autora: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2014
Páginas: 240
Skoob | Amazon 
 
 

 

A enfermeira Amy Leatheran é contratada para se juntar a uma expedição arqueológica no Iraque. Mas sua função ali tem bem pouco a ver com ruínas e artefatos: ela deve vigiar de perto a bela Louise Leidner, que está cada vez mais apavorada com a ideia de que talvez seu ex-marido não esteja tão morto quanto acreditava.
Louise pode estar imaginando coisas. Mas o fato é que, uma semana após a chegada da enfermeira, a mulher é encontrada morta no próprio quarto, e agora cabe a Hercule Poirot identificar o assassino. Quem terá sido? Tudo indica que o culpado está entre os membros da equipe de cientistas…

 

 

Morte na Mesopotâmia | Agatha Christie

 

Apesar do nome do lugar ser Mesopotâmia no título, a história é no tempo que sempre foram os romances da autora, pois temos o detetive Hercule Poirot como protagonista. No atual Iraque, uma escavação arqueológica acabou se tornando uma cena de crime (para variar), no qual todos são suspeitos. Cabe ao detetive Poirot descobrir quem é o assassino.
A vítima dessa vez é a Sra. Leidner, a esposa de um dos arqueólogos da equipe. Mesmo sem entender patavinas do ofício, ela acabou embarcando com o marido na aventura, pois estava se sentindo perseguida. Viúva do primeiro marido, ela estava descobrindo novamente o amor, quando começaram a aparecer cartas ameaçadoras a ela, o que a fez se tornar bastante desconfiada das coisas.
Com o intuito de desaparecer de Londres, ela viu na viagem do marido a chance de aproveitar e fazer com que fosse uma espécie de lua-de-mel, já que eles estavam casados há pouco tempo e mal puderam aproveitar, fugindo de prováveis tentativas de assassinato, mas que seu marido já estava deixando de acreditar que existissem. Mesmo em outro país, ela não se sentia segura, e acabou gerando tantas situações na equipe, que seu marido não viu outra alternativa a não ser contratar uma enfermeira para tomar conta dela e garantir sua sanidade mental… e vida também.
Porém, os planos saíram pela culatra, já que Louise Leidner ainda assim foi assassinada perto de todos. Quem seria o culpado? Ela estava dizendo mesmo a verdade esse tempo todo? Que motivos o assassino teria para matá-la? Isso cabe ao detetive Poirot descobrir.
 
 
Morte na Mesopotâmia | Agatha Christie
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

Fazia um tempo que não lia nada da Agatha Christie e, aproveitando que consegui um exemplar físico numa das últimas trocas do Skoob, resolvi ler logo a trama, de curiosa que fiquei. A história nos é narrada pela visão de Amy Leatheran, a enfermeira de Louise Leidner durante as escavações.
Achei interessante a forma como foi escrita, pois temos aqui a observação, sem ser um diário, mas um relato mais imparcial possível, escrito pela enfermeira, que realmente não tinha como ser parcial com alguém, visto que ela mal conhecia os envolvidos. Assim, acabamos tendo uma narrativa em primeira pessoa, mais vendo tudo de fora, como o leitor também narraria para alguém, se estivesse lendo em voz alta.
A equipe de arqueologia do Dr. Leidner já era amiga de longa data. Por conta disso, eles tinham uma espécie de cumplicidade, que acabou sendo comprometida com a chegada de Louise na turma. Para sua enfermeira, e para nós leitores, ela poderia ser um amor de pessoa, vítima inocente de assassinato, que nunca fez mal nem a uma formiga.
Mas para o restante da equipe investigada, vamos conhecendo um pouco mais da personalidade da mocinha… que não era tão inocente assim no fim das contas. Cada membro da equipe tinha uma queixa sobre ela, o que dava muitos motivos para querer matá-la. Então, o mistério aqui é eliminar um a um, até sobrar o real assassino.
Para Poirot, toda viagem é uma possibilidade de resolver um caso, acho impressionante como ele sempre diz que quer tirar férias, mas nunca consegue resistir a resolver um caso. Isso sem contar que na época dele, não existem redes sociais, então é incrível como alguém sempre descobre onde ele está (rsrsrs).
Nessa ocasião, ele havia acabado de resolver um caso e estava a passeio numa cidade próxima, quando o investigador que cuidava do assassinato achou muito difícil resolver e mandou chamá-lo. Ao chegar no local, quem já o conhece, sabe o que ele pode fazer, mas quem o vê pela primeira vez, tem o incrível choque do “as aparências enganam”, como a enfermeira Leatheran, nossa narradora.
Ela faz uns julgamentos tão, como posso dizer, de gente que nunca passou muito tempo fora da redoma. Em alguns momentos, me parecia até inocente demais, acreditando em tudo o que as pessoas dizem, sem nem desconfiar que elas poderiam mentir ou esconder alguma coisa.

“Somos propensos a nos iludir quanto aos motivos de nossas próprias ações.”

Ainda bem que ela não era a detetive, apenas a expectadora, pois eu teria passado muita raiva com uma detetive tão inocente como ela. Dr. Leidner, por sua vez, é o viúvo sofrido, que acha que todo mundo gostava de sua esposa, por ela ser um doce de candura.
Ele fala da esposa de uma forma tão repetitiva, que parece que quer convencer todo mundo que de fato ela era uma mulher maravilhosa, mas no fundo, eu acho que ele queria era se convencer mesmo disso.Aos poucos também, vamos conhecendo os outros personagens suspeitos, como Sr. e Sra. Mercado que são os dois maiores fofoqueiros, estão sempre metendo o bedelho onde não deviam, mas não gostam quando lhe tocam o dedo na ferida e falam que são mesmo enxeridos.
A Srta. Johnson era a assistente de Dr. Leidner. É um tanto sonsa ao meu ver, mas acabei me surpreendendo com ela em alguns momentos. Richard Carey e Sr. Coleman são dois jovens, começando a carreira e cheios de sede de aventura em terras longínquas. Bonitões e amam se meter em encrencas, mas depois não sabem lidar com elas. O Padre Lavigny parece ser o que Poirot mais se aproxima, já que ambos são os dois únicos falantes de Francês na turma. Ele é aquela pessoa que ama colocar lenha na fogueira e depois só assiste as brigas comendo pipoca.

“Então pensei como o mundo era estranho e como duas pessoas diferentes podem ver a mesma coisa de uma forma diametralmente oposta.”

O Dr. Reilly é o responsável pela necropsia, por ser conhecido de Dr. Leidner, e acaba ajudando Poirot na investigação. Todos são suspeitos de matar Louise Leidner, pois cada um tem algo a esconder. Seja segredo bobo ou não, o legal dos livros da Agatha é poder brincar de ser detetive também, e montar teorias.
A escrita é tão fluida, que o livro se vai e você nem sente, só pensando se vai acertar ou não quem é o culpado. Confesso que eu achei que tinha acertado, mas no meio eu mudei de ideia e depois Poirot me mandou uma teoria que me fez de trouxa legal. Gostei bastante dessa leitura, que assim como os outros livros da autora, não é nada extraordinário, mas uma leitura legal para ler numa tarde, que você está cansadx, mas não quer entrar numa ressaca literária. O que para mim, caiu como uma luva, nesse momento em que estou prezando leituras mais rapidinhas mesmo.
 
 
Morte na Mesopotâmia | Agatha Christie
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna
Como era um livro usado, eu não poderia controlar o que viria pelo Correio. O livro em si está bem conservado, a não ser por um lascado na ponta da capa, mas que relevei. Falando nela, é uma capa dura, mas bem simples na verdade, com detalhes de cerâmicas, encontradas em escavações arqueológicas, e o nome da autora em letras garrafais, seguido do título.
As páginas estão bem conservadas, impressas em papel amareladinho e bom para leitura. A revisão está bem feitinha e a fonte legível. Só tomei um susto, quando fui passando as páginas, e dei de cara com alguns trechos destacados com marca-texto.
Apesar de não ter impedido minha leitura, até porque marcou uns quotes que eu também teria separado (rsrsrs), eu confesso que me deu certa agonia, pois não gosto de fazer isso com os meus livros. No máximo uso aqueles marca-páginas adesivos, que depois você tira e não danifica a página. Mas como isso é o que acontece quando compramos livros em sebo também, ou no meu caso, trocas no Skoob, de livros usados, não tirarei pontos do livro por isso.

 

  Resumindo, foi uma boa leitura para um final de semana agitado, como o que eu tive, e recomendo a leitura.
  Vocês já tinham lido algum livro da Agatha? Qual é o seu favorito? E já tiveram experiência de encontrar um livro e descobrir que ele estava marcado com marca-texto? Me contem aí!

 

 

 

 

 

Postado por:

Hanna de Paiva

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