5 de September de 2020

Mundos de dragões | Raphael Draccon

    Olá meu povo, como estamos? Hoje temos a resenha de Mundos de dragões, um livro “brazuca” e, também, o último volume da trilogia Legado Ranger
    Desde já, deixo avisado que tem spoilers dos dois primeiros volumes. Caso não tenham lido os volumes anteriores, não leiam essa resenha! 😉
Mundos de Dragões | Raphael Draccon
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna


28/12

Livro: Mundos de dragões 

Autor: Raphael Draccon 

Editora: Fantástica Rocco 

Páginas: 351

Ano: 2016

Skoob | Amazon


Liderados por um ranger americano e protegidos pela tecnologia criada por anões-alquimistas, um grupo de cinco pessoas sobrevive ao Cemitério, uma terra devastada por reptilianos, demônios e escravidão, e retorna para casa apenas para descobrir que eles levaram todo esse horror para a própria dimensão. Assim os dragões chegaram à Terra. Cidades foram queimadas, o pânico foi instaurado e líderes governamentais ficaram em choque diante de justiceiros que não respeitavam bandeiras nem fronteiras. Agora, um portal se abriu e a conexão entre as dimensões se fez. Em florestas de metal ou em bairros de concreto, gigantes de pedra e exércitos de monstruosidades espalham a devastação. Sem uma liderança clara, os cinco sobreviventes enfim se preparam para uma última batalha no coração do Japão. De um lado haverá um demônio-bruxa, crias infernais e Colossus de pedra. Do outro, armaduras de metal-vivo, sangue de dragão e robôs gigantes. Batalhas épicas e dramas intensos compõem Mundos de Dragões, terceiro e último livro da série Legado Ranger, um universo inspirado em uma versão adulta, violenta e politizada das antigas séries japonesas Tokusatsus, que marcaram a infância de toda uma geração.

Mundos de dragões | Raphael Draccon

   Desde que voltaram do Cemitério de dragões, Ashanti tenta a todo custo voltar até lá, para ficar ao lado do seu grande amor Mihos, um dos homens-leão, que acabou conquistando a guerrilheira. 
  Suas tentativas foram tantas, que Ravenna, o demônio-bruxa responsável pela reviravolta que aconteceu na vida dos nossos protagonistas, acabou descobrindo a trilha deles e os seguiu até a Terra, através da Vespa-Mandarina e os dragões coloridos. 
  A Vespa foi derrotada, os dragões domados pelos guerreiros das respectivas cores, mas ainda assim, Ashanti continuou com seu plano de abrir o portal, sem se importar com as consequências adicionais. 
  Eis que, finalmente conseguindo abrir o portal, e Ashanti acaba sacrificando Derek, o ranger vermelho, que vai até o Cemitério para buscar Mihos. 
  O problema é que o portal é uma via de mão-dupla e, mal Derek passou para o lado de lá, Ravenna apareceu do lado de cá, com um poder mais forte do que Amber e Ashanti se lembravam, segurando o braço de Derek, e com um exército de pragas que vieram com um único objetivo: dominar a dimensão dos humanos e escravizar todos. 
  E assim começamos Mundos de dragões. Ravenna está mais poderosa e garante que Derek foi um sacrifício perfeito, restando apenas o seu braço, com o bracelete que lhe conferia o poder da armadura vermelha. 
  Mesmo que ela não tivesse matado Derek, só se podia imaginar que ele estava morto, seja por perda de muito sangue, ou pelo poder do ritual em si. 
  Amber agora é uma mistura de ódio, desejo de vingança e luto. Mal ela perdeu o irmão, que era tudo para ela, agora também tem a certeza de que perdeu Derek, o único cara que realmente gostou dela e a aceitava como era. 
  A ranger rosa está uma fera, com Ravenna, que supostamente matou seu amor, com Ashanti, que levou Derek para a morte com motivos egoístas, e com ela mesma, pois não conseguiu impedir Derek de entrar no portal.   
  Enquanto ela não sabem lidar com o caos que permitiram invadir o mundo, em Hollywood, Romain já ficou super famoso, mais pela famosa foto que tirou quando derrubou o Tsuyoi e desonrou o Japão do que pelo filme que rendeu depois. 
  E Daniel acabou conseguindo um acordo com o governo japonês, trabalhando para o mesmo exército que antes queria matá-lo. 
  

Leia também: Cemitério de dragões

Mundos de Dragões | Raphael Draccon
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna
  Nem preciso dizer esse livro me surpreendeu. Toda a emoção que tive com os dois primeiros volumes acabou foi dobrando nesse terceiro volume. 
  E devo dizer, ainda, que vai deixar saudades. Eu estava sentindo muita falta de ler uma fantasia que me transportasse para outro mundo, e esse livro conseguiu. 
  Aqui, temos duas dimensões na verdade. Apesar do desaparecimento de Derek ter acontecido bem rápido, com o passar de poucas páginas em Cidades de dragões, aqui somos apresentados aos fatos que antecederam seu sacrifício pelas mãos de Ravenna no Cemitério. 

“Fogo, sangue, tiros, rugidos, gritos, quedas. O terno som daquele cemitério.”

  Alternando com o que aconteceu com Derek, temos Romain, que finalmente conseguiu ser um herói para sua filha e esposa, e Daniel, que conseguiu um emprego milionário, projetando as melhorias do robô gigante que Romain derrubou e tirou a famosa selfie que desonrou o Japão.
  A vida deles estava tranquila. Os dragões voltaram para a dimensão deles, e a vida iria seguir normalmente, apenas com um bracelete para lhes lembrar de um passado em comum. 
  O problema é que, com a chegada de Ravenna, a Terra como a conhecemos está correndo o maior perigo que já se teve história, e as responsáveis são Amber e Ashanti. 
  Pegos de surpresa, nossos heróis precisam se unir uma última vez, nem que seja para morrerem tentando salvar o mundo. 
  Aqui temos personagens mais amadurecidos e tão bem trabalhados, que me sinto parte da família. Romain e Daniel se encontraram da maneira mais inusitada do mundo, mas a amizade deles é muito legal, verdadeira e que a gente gosta de graça. 
  Amber e Ashanti trocam muitas faíscas, porque tem personalidade muito forte e uma não aceita se subordinar à outra. 
  Talvez por isso, ambas se sintam responsáveis pelo desaparecimento de Derek e a chegada de Ravenna, já que ambas estavam brigando para saber quem seria a líder na ausência de ranger vermelho. 
  O problema é que elas agora não tem muito tempo para brigar, já que um inimigo maior está devastando o mundo que elas tanto odeiam, mas é onde vivem. 
  Sozinhas elas não podem, então Daniel e Romain precisam ajudar nisso, o que rende cenas icônicas, muito engraçadas e cheias de “tiro, porrada e bomba”. 
     

Leia também: Cidades de dragões

  Enquanto isso, do outro lado, os dragões coloridos estão ficando mais fortes, conforme o elo com os guerreiros também fica mais forte. 
  Isso, por si só, rende capítulos emocionantes, que mostra que ambas as dimensões podem se unir por um bem maior, quando necessário. 
  E emocionantes também são as cenas da amizade de uma equipe que se uniu de uma forma impossível, mas que podem até mesmo morrer em nome disso. 

“Nenhum ser humano jamais poderia culpá-los. Aquele era um dia para se fazer história.”

  Além do fato de ser um livro do meu gênero literário favorito, o que mais gostei nessa trilogia foi exatamente a mensagem sobre amizade e união diante do que parece impossível que ela trouxe. 
  Os cinco são ligados por sangue de dragão e os dragões que domaram. Suas vidas nunca mais foram as mesmas, mesmo que mintam para si mesmos. 
  E é esse sangue de dragão que vai falar mais alto pela última vez, numa batalha épica, que não poderia ter melhor palco que não fosse o Japão, a terra de heróis coloridos, monstros e robôs gigantes. 
  O ninho das crias da Vespa-Mandarina estão escondidas no meio do Japão, e elas devem ser detidas, antes que sirvam de exército para Ravenna. 
Mundos de Dragões | Raphael Draccon
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hana

  Assim, com muita inteligência, estratégia de xadrez e emoção, você vai ter uma montanha russa de sentimentos lendo esse livro. 
  Fora que fui feita de trouxa algumas vezes. Quando achava que todos os personagens já tinham me dado as respostas, eu descobri que, até a última linha, muita coisa pode acontecer. 
  A escrita do Draccon se manteve bem fluida e objetiva, com detalhes na medida certa. Detalhes esses que me fizeram andar pelas ruas japonesas como se as conhecesse feito palma da minha mão, mesmo sem nunca ter pisado lá. 
  Assim como a parte do Cemitério conseguiu me transportar até lá e me senti do lado dos acontecimentos. 
  Acho incrível quando isso acontece, porque a leitura acaba sendo mais rápida e me prende de uma maneira impressionante. 
  Com relação ao livro em si, a revisão está de parabéns. A fonte é limpa e legível, na medida certinha e impressa em papel amarelado. A história é narrada em terceira pessoa, e o capítulo começa sempre por um dragão, assim como os primeiros livros. 
Mundos de Dragões | Raphael Draccon
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna
  A capa é um verdadeiro quadro. Tanto na parte da frente, quanto a de trás tem um dos cenários da batalha mais épica da trilogia inteira. Com vários elementos narrados ao longo da história. Ela é em tons de verde, com letras prateadas, em alto relevo, o que deixa ainda mais charmosa a arte. 
  Somando tudo isso, dou nota máxima ao livro e recomendo a leitura, de olhos fechados. 

 

   Para quem quiser comprar a trilogia, ela está disponível através do link abaixo:

 

Postado por:

Hanna de Paiva

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