9 de setembro de 2021

Ninja Angel | João Lucas Fraga

    Olá meu povo, como estamos? Hoje temos resenha de mais um livro “brazuca” por aqui, com uma descoberta recente no catalogo do Kindle Unlimited, Ninja Angel, do autor João Lucas Fraga. 
Ninja Angel | João Lucas Fraga
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

Obs.: Livro lido em parceria com o autor. 

48/24
Livro: Ninja Angel: A lenda da Otaku
Autor: João Lucas Fraga

Editora: Independente (Amazon)
Ano: 2021
Páginas: 232
Skoob | Amazon


Suzana Izumo, uma nerd e fã de desenhos japoneses, sempre sonhou com mundos fantásticos e aventuras. E, como não podia deixar de acontecer em um livro desses, seu desejo é realizado: ela morre atropelada e sua amiga a devolve à vida colocando seu coração em um vaso mágico e milenar. O tipo de artefato que sempre tem um dono maligno, poderoso e muito interessado em recuperá-lo. Agora, Suzana precisa juntar aliados e lidar com os magos tacanhos, ignorantes e elitistas que governam a cidade enquanto treina para enfrentar o que quer que tente vir tirar seu coração do vaso…

Ninja Angel | João Lucas Fraga

   Suzana Izumo é uma pessoa comum, que leva uma vida comum… Dependendo do ponto de vista… 
   Sua vida se baseia em intercalar a faculdade de Jornalismo e trabalhar numa empresa, que está se tornando um ambiente cada vez mais tóxico e machista, especialmente com seu chefe. 
   E seus momentos de alegria no dia são quando ela está com sua amiga Teresa, dona de uma casa de chás relativamente antiga da cidade, ou vendo (e sonhando também) seus animes e mangás favoritos, para escapar da realidade chata de Couto da Mata.
   Sua vida seguia nessa rotina até que, um dia, seus sonhos de Otaku acontecem bem debaixo do seu nariz. Agora cabe a ela saber o que vai fazer com suas novas descobertas… ah e tentar não surtar com isso também… 

“Afinal, deuses e demônios – e, mesmo, humanos, por mais que às vezes escolham se esquecer disso – têm a capacidade de fazer algo além de meramente cumprir ordens.”

   Eu confesso que não conhecia esse livro, até ser convidada por uma agência de divulgação, para participar de uma leitura coletiva. 
   A parte boa foi poder conversar com o autor, que fez questão de nos acompanhar, durante a leitura. Assim foi mais interessante saber um pouco mais sobre o processo de criação dele, que tem mais proximidade com nossa realidade do que parece. 
  Bom, devo dizer que tenho um pouco da Suzana em mim. Ela é bastante sonhadora e, embora tenha noção do mundo em que vive, preferiria mil vezes embarcar numa aventura que só conseguia imaginar através de seus mangás e animes favoritos (no meu caso, Star Trek e alguns livros).
  Mas o máximo que conseguia era quando usava as fantasias de ses personagens preferidos em eventos Otaku’s.   
  Mas sua vida mudou drasticamente após um dia terrível no trabalho, que a deixou bastante estressada, especialmente por ter sido ainda acusada de provocar o próprio assédio pela enésima vez, enquanto seu chefe saía impune e se sentindo poderoso. 
  Após ir desabafar com sua amiga Teresa na casa de chá, seu refúgio, coisas estranhas começaram a acontecer com ela, principalmente quando ela começa a perceber que tem o dom de ver fantasmas. 
  Achando que está alucinando, Suzana não poderia pirar mais ainda ao descobrir que um dos fantasmas que via era ninguém mais, ninguém menos que Teresa, sua amiga, que estava ao seu lado minutos antes!

“[…] quem cunhou a frase ‘a paz dos cemitérios’ não tinha o poder de escutar os mortos.”

  Aos poucos, Suzana vai entendendo (ou fingindo que entende, para não surtar logo de cara) o que aconteceu com ela, que está finalmente vivendo seu sonho de Otaku. 
  Com cenas para lá de inusitadas (e até ensandecidas, diga-se de passagem), o autor nos leva junto a Suzana em várias aventuras por cidades brasileiras, que guardam segredos milenares. 
   Narrada em terceira pessoa, o autor não apenas nos mostra o que acontece com a protagonista, como também conversa com o leitor, de maneira espontânea, simples e direta, o que torna impossível segurar a risada. 
   Suzana adquire seus poderes, graças a uma magia milenar, vinda da China. Magia essa que muita gente em Couto da Mata parece saber até demais. 
   Aos poucos, vamos conhecendo também os personagens secundários, que podem tanto ser aliados de Suzana, quanto inimigos, dependendo do ponto de vista.
   Além disso, Suzana acaba ganhando fama por onde passa, já que leva seus novos poderes tão a sério, que ganha até uma identidade secreta, e que vai deixar muitos nomes, conhecidos nossos, com bastante raiva no meio do caminho. 
   Muitos personagens são referências de pessoas, sejam reais ou personagens de outras histórias, como Breaking Bad e/ou ícones políticos. 
   De maneira super descontraída e sem medo de dizer o que pensa, tanto o narrador, quanto a própria Suzana lavam a alma dos leitores, que certamente ficaram revoltados com muitos eventos ocorridos dos últimos tempos, quando ela veste sua identidade secreta e vai combater o mal. 
   No entanto, o tempo todo, vemos Suzana tendo várias atitudes imaturas e inconsequentes, que me fazem lembrar da famosa frase do tio do Peter Parker: “Com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”. 
  Suzana percebe isso na pele. E, por mais que queiramos fazer justiça, o que de fato é justiça? E, o mais importante, justiça para quem queremos fazer? 
“Era uma heroína, apesar de tudo.”
  Pontos como esse fazem de Suzana uma pessoa como eu e você, que podem dizer que fariam isso ou aquilo se pudessem, mas quando chega na hora, nem sempre o que imaginamos é o certo a se fazer, já que esquecemos de pensar nas consequências de nossos atos. 
  Além disso, a própria Teresa, que depois revela seu verdadeiro nome, parece ter vários segredos, que vão nos sendo revelados ao longo da leitura, assim como diversos personagens secundários, que são icônicos. 
  Dentre eles, destaco Miro, Maiara e Altair, os amigos (da onça de vez em quando) de Suzana. Cada um com seu jeito único, aos poucos nos mostram que em Couto da Mata a magia rola solta há séculos, mas ninguém nota. 
Ninja Angel | João Lucas Fraga
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

 Com um humor ácido e sem perder a mão, o autor nos leva a pensar sobre várias coisas ao nosso redor, da forma como estamos agindo e, mais, o que faríamos se estivéssemos no lugar de Suzana. 
  Foi uma leitura que muito me agradou e surpreendeu. Muitas pontas acabaram ficando soltas, mas porque esse é o primeiro volume de uma trilogia. 

“Você se surpreenderia com o jeito como as pessoas se adaptam e mudam seu jeito de pensar para o que o líder disser.”

  Então ele terminou de maneira satisfatória, porém com várias coisas em aberto, ainda que de forma bastante sutil, o que nos dá uma prévia do que poderemos encontrar nos próximos volumes.
  Com relação ao livro em si, eu peguei ele através do Kindle Unlimited, e pelo que sei, só existe a versão digital dele. 
  A revisão está maravilhosa, com uma diagramação bem legal. A capa parece realmente uma capa de mangá, com Suzana em sua identidade secreta e Tereza, sua amiga fantasma, ao lago. 
  Apesar de gostar de animes e mangás, fazia um bom tempo que não lia, nem assistia nada do tipo. Mesmo sendo um livro “brazuca”, eu gostei bastante da trama e gostaria de saber como vai terminar. 
  

  Vocês já conheciam esse livro? Curtem mangás? E livros nesse estilo? Me contem aí! 

  
      
Postado por:

Hanna de Paiva

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