27 de agosto de 2022

Noivas em Fuga | Tessa Dare e Christi Caldwell

Olá meu povo, como estamos? Conforme viram no post de recebidos do mês, resolvi me aventurar nos romances de época, influenciada pela Silvana, do Blog PrefácioPara começar devagar, tentei a sorte com ‘Noivas em Fuga’, das autoras Tessa Dare e Christi Caldwell. Hoje trago a resenha da obra. 
Noivas em Fuga | Tessa Dare e Christi Caldwell
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

43/24
Livro: Noivas em Fuga
Autoras: Tessa Dare e Christi Caldwell
Tradução: Nilce Xavier
Editora: Gutemberg
Ano: 2018
Páginas: 212
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Duas histórias imperdíveis para quem é fã de romance, narradas com a sensibilidade que é marca registrada das autoras.

Noiva disponível, de Tessa Dare

Há uma regra entre cavalheiros que não pode ser quebrada: jamais tocar na irmã do melhor amigo. Sebastian Ives nunca fora homem de seguir regras e sempre lutou para resistir aos encantos de Mary Clayton, a irmã de seu melhor amigo. Mas, quando o noivo dela a abandona no altar, só Sebastian pode salvá-la da ruína. Ele irá se manter fiel ao amigo? Ou a tentação de tomar Mary nos braços será ainda mais irresistível?

Duquesa por um dia, de Christi Caldwell

Crispin Ferguson, o Duque de Huntington, passou os últimos anos mergulhado em tristeza. A jovem com quem havia se casado, Elizabeth Brightly, partiu sem dizer nada, e a fuga apressada de sua esposa teve repercussões devastadoras. Mas Crispin nunca deixou de pensar em sua amada. E, agora que a encontrou, tem um pedido a fazer: que ela seja sua duquesa, publicamente, apenas por um dia. Tal reencontro irá reatar os laços que os uniram no passado? Ou uma revelação devastadora pode separá-los para sempre?

 

Noivas em Fuga | Tessa Dare e Christi Caldwell

 

”Noiva em Fuga” traz duas novelas, escritas por autoras diferentes, mas que giram em torno do mesmo tema: casamentos por conveniência. Um assunto até bastante comum em romances de época, aliás.
A primeira traz a história de Mary Clayton, uma jovem que foi abandonada pelo pretendente no altar e vê como solução se casar com Sebastian Ives, o melhor amigo de seu irmão mais velho. 
No entanto, o que parecia ser apenas um “favor para ficar bem perante a sociedade” se mostra algo mais profundo e cheio de segredos.
Também conhecido como Lorde Byrne, Sebastian é o pretendente mais cobiçado pelas mocinhas, ao mesmo tempo que não é um bom partido. Isso porque ele é lindo, atraente e muito rico, mas também um verdadeiro mulherengo.
Mary se vê numa situação complicada ao ceder ao pedido de Sebastian, já que está encarando a ideia de ser a solteirona largada no altar, não pode ser uma solução melhor do que se casar com um verdadeiro canalha. Confesso que, das duas novelas, essa foi a que mais gostei. Tanto pela escrita da Tessa Dare ser mais fluida, quanto pela trama em si, que me pareceu mais divertida
Gostei bastante de ver um pouco da história da Mary e do Sebastian e o quanto caminharam até chegarem no dia do bendito casamento às pressas. Mary é uma moça inteligente, sensata e decidida. Entretanto, precisa levar a sério alguns compromissos que a sociedade lhe exige, como o casamento. Assim, ela precisaria se casar, a fim de ter um nome e um sustento. Só não contava que seria largada no altar logo no dia do evento.
Contudo, muito me surpreendeu que ela cogitasse a ideia de viver feliz como solteirona, o que era motivo de escândalo na época. Achei curioso, aliás, a forma como a autora colocou isso nas páginas. Sendo um romance de época, eu sempre imaginei as mocinhas como as desesperadas para se casar, enquanto a ideia de ser solteira para sempre fosse quase um pesadelo. Pelo visto, nada mais era do que preconceito da minha parte em relação ao gênero literário.

 

 

“Você nem imagina como dói o tombo da esperança até a decepção.”

 

 

Já Sebastian é de fato um fanfarrão, mas por trás dessa máscara existe um homem com vida sofrida. Dono de uma conta bancária gorda e criado com muitos mimos, nada disso foi o suficiente para dar o que ele mais desejava. 
Achei interessante a forma como a Tessa falou sobre assuntos importantes numa época em que termos comuns hoje em dia sequer existiamE foram abordados de maneira tão delicada, que a trama não ficou pesada, nem perdeu o rumo. Muito pelo contrário, só serviu para eu querer viajar no tempo e dar um abraço no rapaz.
Não bastasse a vida sofrida, ele é perdidamente apaixonado por Mary, embora nunca tenha se declarado, em respeito ao irmão da moça. Ainda mais depois que ele deixou Sebastian encarregado de cuidar dela, meio que fazendo o papel de irmão na ausência dele. 
Agora imagina como não ficou a cabeça dele ao ver sua amada abandonada por outro no dia do próprio casamento? A solução para isso foi sensacional, dependendo do ângulo que se olhe. No entanto, já é de se esperar que o casamento não fique apenas nessa conveniência. 
O próprio Sebastian, tenta tapar o sol com a peneira e fingindo que não existem sentimentos, quando está na cara dele, piscando em neon. Por outro lado, Mary é uma moça prática e racional, mas também romântica e sonhadora.
Ver esses dois se entendendo foi muito legal, porém não sem me surpreender com algumas reviravoltas ou momentos cômicos, que não sabia que teriam espaço, mas conseguiram marcar presença. O resultado foi uma história cativante, apaixonante e até previsível, sem deixar de ter o seu brilho e um
final aceitável,
com direito a um sorrisinho bobo no rosto.
Já a segunda novela traz a história de Elizabeth e Crispin Ferguson, duque e duquesa de Huttington — ou ao menos é o que diz o título que carregam. Logo após o casamento, a moça foi embora do castelo, sem explicação. 
 
 

 

Noivas em Fuga | Tessa Dare e Christi Caldwell
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

 
 
Desde então, seu marido procura a duquesa perdida, que passou a trabalhar como professora numa escola para “futuras esposas de homens ricos”. No entanto, sua vida escondida na escola não vai durar muito tempo. Crispin a encontra, após 10 anos desaparecida, e lhe faz o pedido: ser a duquesa de Huttington por uma noite, para que ele possa ser aceito como membro digno da corte.
Com a promessa de que poderá voltar à sua vida reclusa após o baile, ela aceita o acordo. Contudo, 10 anos é muito tempo e vários espinhos cresceram no lugar onde deveria ter amor. Elizabeth teve seus motivos para sair de casa, o que a perturba durante todo esse tempo. E tudo piora quando Crispin aparece e remexe em feridas que nunca cicatrizaram.
A moça não teve o casamento dos sonhos, embora ocupasse um nível social de causar inveja em muitas jovens. A situação era desconfortável e seu retorno para casa trouxe também vários momentos dolorosos. Embora não tirasse o peso deles, confesso que não gostei da forma como foi colocado.
A autora fez tanta questão de repetir o ocorrido, às vezes com as mesmas frases, que deixou a leitura monótona em diversos momentos. O que é triste, pois tocou em um assunto pertinente, o qual se repete até nos dias de hoje, porém não teve o impacto esperado.
Talvez por isso foi a novela mais longa e até um tanto cansativa de ler, a qual poderia ter sido resumida em poucas páginas e ainda teria a mesma emoção. O que é uma pena, pois gostei da Elizabeth, por termos coisas em comum, como o gosto pela leitura e pela ciência.

 

 

“E essa adoração, esse amor pela natureza e pela ciência era um sentimento
que ela conhecia muito bem, que entendia e apreciava.”

 

 

 Já Crispin é uma caixinha de surpresas. O rapaz tem uma fama de canalha por todo o reino, mas esconde um homem incompreendido e perdidoTer sido abandonado pela esposa não lhe fez bem em diversos sentidos, o que reflete em seu comportamento. 
O fato é que ambos estão magoados por motivos dos quais se arrependem amargamente. Para seguir em frente e com a consciência tranquila, eles precisam aparar as arestas e conviver com as consequências de seus atos.
 
 

 

Noivas em Fuga | Tessa Dare e Christi Caldwell
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

 
 
Aos poucos, as coisas vão se resolvendo, de uma forma aceitável. O desfecho é crível e traz uma mensagem até bonita. Só não foi melhor por conta dos momentos de monotonia sem necessidade.
Em resumo, eu gostei das duas histórias, embora com ressalvas. Como era o primeiro livro do estilo que eu li, achei sensacional o jeito elegante como as palavras são ditas, sem perder o tom da cena, mas também sem soar rebuscado. Nesse momento eu vi o quanto mal usamos as palavras de nosso próprio idioma (rsrsrs).
Ambas foram bem escritas, de uma maneira fluida (ou quase) e com uma boa dosagem das cenas mais quentes, as quais não soaram vulgares, nem rápidas demais. 
No entanto, o estilo da Tessa Dare me ganhou. E foi tanto que já terminei a leitura querendo mais livros da autora para ler. Aliás, se tiverem lido algum, aceito sugestões (rsrsrs).
Com relação à edição, eu achei muito bonita, com uma fonte confortável à leitura, revisão bem feita e uma diagramação muito bonita. 
 
 
Noivas em Fuga | Tessa Dare e Christi Caldwell
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

 
 
 
A capa eu achei elegante e condizente com a trama que traz. Gostei também dos tons de azul, com um toque de outono, combinando com o clima da Europa, onde as histórias são ambientadas. Me apaixonei pela leitura e já quero ler outros títulos do gênero.

 

 

E aí, já leram algum livro das autoras? Curtem romance de época? Eu já deixo logo avisado que vocês verão mais livros como esses por aqui, pois me apaixonei pelo gênero e quero ler outros títulos.
 
Texto revisado por Emerson Silva 
Postado por:

Hanna de Paiva

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