25 de março de 2021

O segredo de Kazan | Emerson Silva

Olá meu povo, como estamos? Hoje temos mais uma resenha (fiquei inspirada essa semana, rs), de mais um conto, lido em parceria com a Confraria Crônicas Fantásticas. O conto dessa vez se chama O segredo de Kazan, do autor Emerson Silva.
O segredo de Kazan | Emerson Silva
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

14/24
Livro: O segredo de Kazan
Autor: Emerson Silva
Editora: Confraria Crônicas Fantásticas
Ano: 2021
Páginas: 159

 

 

A guilda da lua é contratada para se infiltrar no palácio de um nobre, no intuito de investigar as suspeitas de um conluio. Segredo que o nobre poderia estar envolvido. Contudo, durante o período no palácio, a guilda acaba descobrindo mais coisas do que deveria, como a revelação que o nobre tem, no subterrâneo de sua propriedade, uma criatura cósmica aprisionada, a qual vem sofrendo torturas constantes. A guilda se vê no meio de algo muito maior do que um simples serviço da e precisa tomar uma decisão.

 

 

O segredo de Kazan | Emerson Silva

 

 

Como é um conto curtinho, tentarei ser breve e evitar spoilers. ‘O segredo de Kazan’ faz parte da coleção Astherum, que é uma coleção de contos inspirados em vários jogos de RPG, como Dungeons and Dragons e Dragon Age, além de ter um pezinho nos livros de Tolkien, George R. R. Martin e Bernard Cornwell.
A história aqui começa com Abdul, um viajante que tem a missão de descobrir se existe um complô para derrubar o rei de Bastion, para quem ele trabalha.
Para isso, ele contrata os serviços da Guilda da Lua, uma ordem élfica, que tem os mais diversos tipos de espiões, para os mais diversos tipo de missões.
O alvo da missão é Kazan, um membro da corte, que provavelmente estaria organizando um plano para roubar o trono para si. A questão era saber se de fato existe um plano ou não.
A Guilda aceita a missão e vai até o palácio de Kazan investigar. E lá acaba descobrindo várias coisas inesperadas.
Assim como o primeiro conto que li, que coincidentemente, era do mesmo autor (rsrsrs), temos uma narrativa em terceira pessoa. Apesar de ter sido também uma leitura bem fluida, eu não vi muita semelhança com relação ao primeiro conto que li.
Ok, ok. Eram contos se passando em mundos diferentes, épocas diferentes e com assuntos distintos. Mas sabe quando você lê os livros de um autor, e percebe que ele segue a mesma receitinha de bolo, só muda o nome do cenário e dos personagens?
Então, tinha medo de encontrar algo desse tipo, mas para minha felicidade, isso não aconteceu. Eu não sei qual conto foi escrito primeiro, mas esse me pareceu ser o anterior, pois o Emerson pesou muito nas descrições de cenários e em cenas que não tinham muito a ver com o desenrolar da história, principalmente em cenas mais quentes, que ao meu ver, eram desnecessárias nesse conto.
Além disso, eu achei que o autor se meteu num terreno muito perigoso, que foi o de dar uma pincelada de feminismo, com personagens femininas, que tem uma pegada de girl power. Eu sempre acho perigoso quando homens fazem isso, pois correm o risco de escorregar feio e acabarem romantizando demais as coisas, e não dando a real importância para o assunto.
Quando vi que a protagonista estava indo mais por esse lado, eu já fiquei com o pé atrás. Mas o autor acabou conseguindo sair pela tangente, reconhecendo que tinha pouco espaço para desenvolver a trama e tinha que cuidar do assunto principal também.
Assim, ele optou por não se profundar muito no assunto, mas dar uma ideia mais aberta para o leitor, que pode achar que as coisas aconteceram ou não em alguns núcleos. Confesso que achei inusitado, já que as chances de deixar pontas soltas era grande, e mesmo assim ele conseguiu só plantar a semente da dúvida, sem que realmente fossem pontas soltas, mas algo ao nosso cargo para resolver o final (rsrs).
Além disso, a parte da ação foi bem escrita. O mesmo cuidado que ele teve em descrever as cenas desnecessárias, eu vi nas cenas necessárias, o que também foi bem inusitado, dado que só tinha pouco mais de 100 páginas e a trama se desenrolou de maneira satisfatória, com um final fechado e crível para o que estava acontecendo.
O segredo de Kazan | Emerson Silva
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

Foi uma leitura bem rapidinha, que terminei em poucas horas, e muito me surpreendeu. Falando sobre o livro em si, como é uma versão digital, eu posso dizer que a diagramação está belíssima, assim como na minha primeira experiência com a editora. Acho maravilhoso o capricho que eles tem com os livros e os mimos que mandam também.
Assim como em ‘Sonhos de primavera’, achei que a fonte era legível, mas está grande demais, então acaba sendo incômodo, pois dá a impressão de que ele é bem mais curto, mas está preenchendo espaço da folha.
A não ser isso, a trama está muito boa, gostei bastante do conto, e os personagens foram bem interessantes, pois entraram e saíram na hora certa, cada um com o seu final.
A revisão também está de parabéns e estou curiosa pelo terceiro conto do mês. Se vocês ainda não conhecem o projeto da Confraria Crônicas Fantásticas, eles são um projeto do Catarse, que funcionam como um clube de assinatura mensal, em forma digital.
Assim, todo mês chegam contos em pdf no seu email, escritos exclusivamente para o tema daquele mês. Os preços são bem acessíveis e a edição é maravilhosa mesmo.

 

E aí, o que acharam desse conto?
Postado por:

Hanna de Paiva

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