23 de janeiro de 2020

Os crimes do ABC

Olá meu povo, como estamos? Hoje temos a resenha de um dos livros mais aclamados da rainha do crime Agatha Christie: Os crimes do ABC.
Esse livro não estava em nossa meta de 2020, mas como mencionei no início do ano, quando eu conseguir ler o livro do projeto 12 livros para 2020 antes do prazo, colocarei em votação lá no @mundinhodahanna para vocês escolherem um título adicional para o mês em questão. A maioria curtiu a proposta da rainha do crime e cá estamos nós com a resenha.

 

Os crimes do ABC
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

2/12

Livro: Os crimes do ABC

Autora: Agatha Christie

Editora: L & PM

Páginas: 197

Ano: 2009 (Edição de bolso, original em 1936)

Skoob | Amazon

Há um serial killer à solta, matando suas vítimas em ordem alfabética. A única pista que a polícia tem é um macabro cartão de visitas que o assassino deixa em cada cena do crime: um guia ferroviário aberto na cidade onde a morte acontece.A Inglaterra inteira está em pânico com a sucessão de crimes – A: Alice Ascher, em Andover; B: Betty Barnard, em Bexhill; C: Sir Carmichael Clarke, em Churston – e o assassino vai ficando mais confiante a cada morte. Seu único erro é pôr à prova o orgulho de Hercule Poirot, um erro que pode ser mortal.

 

Os crimes do ABC
 Hercule Poirot não consegue mesmo se aposentar. Todo livro começa com ele fazendo o mesmo discurso, mas parece que nem os próprios vilões querem que ele se afaste das investigações. Isso acontece com o nosso serial killer londrino. Elx quer de toda forma desafiar Poirot a desvendar o crime, por isso, trata de enviar cartas de provocações para o detetive, contando sobre suas capacidades e o quando é mais espertx que o velho belga.
O caso: mortes aleatórias estão ocorrendo na Inglaterra. Pessoas que levavam suas vidas de modo modesto, com rotina simples, mas que aparecem mortas acompanhadas de um guia ABC. O que essas pessoas tinham em comum? Nada. O que o guia tinha a ver com elas? A letra inicial do nome era a mesma da cidade onde tinha uma estação de trem.
Nossx assassinx tinha um modis operandi, que consistia em escolher suas vítimas por ordem alfabética; tanto nome, quanto sobrenome começavam pela mesma letra: Alice Asher, Betty Barnard, Carrmichael Clarke. Não apenas as iniciais do nome seguiam uma ordem alfabética, mas também as cidades seguiam. Assim, o crime de letra A aconteceu em Andover, o de letra B em Bexhill e o de letra C em Churston. Sabendo disso, cabia ao nosso detetive com esperança de aposentadoria saber que a próxima cidade e vítima teriam que ter o nome começando com D. Além disso, será que ele chegaria antes do assassinato?
A questão é: num lugar tão grande como a Inglaterra, claro que várias cidades teriam nomes começando com a letra A, B, C… então qual a cidade certa com a letra D, e qual seria a escolha da vítima com a letra D no nome? Esse grande mistério faz as células cinzentas de Poirot trabalharem um bocado.
Fazia tempo que não li um livro da rainha do crime, Agatha Christie. Seus livros são famosos por ter um “culpado” no final, o que nos deixa mega curiosos para saber quem é e se iremos acertar com nosso faro de investigador. Nas poucas experiências que tive, confesso que ela me fez de trouxa total, pois sempre erro. E nesse livro não foi diferente.
Apesar de serem casos independentes, os livros com os casos de Hercule Poirot seguem uma ordem cronológica, a qual nunca segui (rsrsrs). Então, li uns livros que são o próprio Poirot trabalhando sozinho, mas agora temos ele em dupla com um rapaz chamado Hastings. Acho que, conforme ele foi ficando mais velho, o Hastings o ajuda no trabalho investigativo, ainda mais que ele vive dizendo que vai se aposentar, precisa de um sucessor. Até por isso, Hastings é nosso narrador nessa história, alternada por momentos em que há uma terceira pessoa narrando os fatos, que são apresentados apenas ao leitor, mas que Poirot e Hastings não estão presentes, nem cientes do que está acontecendo. Assim, meio que lemos o que eles fazem, e temos nosso papel de investigador nos crimes, pois somos levados a ver o lado dx “culpadx” também.
Em ‘Os crimes do ABC’, acho que foi a primeira vez que li Poirot tomando uma surra de um  mistério. Não apenas isso, mas o fato de ser um detetive muito famoso faz com que Poirot seja orgulhoso e por vezes metido. Então, muitos policiais não gostam de trabalhar com ele, como o inspetor Chrome. Ele só engole Poirot por que as cartas dx assassinx são endereçadas a ele. Por isso, e apenas isso, eles podem trabalhar, mas o inspetor só espera uma falha para colocar em xeque suas ideias e dizer o mundo que Poirot precisa mesmo se aposentar, por estar gagá.
Assim, Poirot tem que se esforçar mais, para desvendar isso e provar que ainda está apto, apesar de não ter a agilidade nem idade de antes. O caso acaba tomando proporções grandes, já que, apesar de se saber a próxima letra do alfabeto, não se sabe qual cidade de fato será a vítima do assassinato em série. E todos os cidadãos cuja letra seria a “da vez” ficam em pânico, o que gera mais e mais denúncias  falsas, sobre uma movimentação esquisita por todo o país.

“Na verdade, tem sido assim. Cada caso que acontece eu me digo: este é o último. Mas não, algo sempre acaba acontecendo. É preciso admitir meu amigo, a aposentadoria que eu planejei de nada valeu. E afinal se as células cinzentas não são exercitadas por nós, criam ferrugem, meu caro.”

Com as partes alternadas dx “culpadx”, somos levados a crer, logo na metade do livro, que nos é entregue de bandeja o serial killer. Aí o livro meio que perde a graça, pois já sabemos quem é e concordamos com a polícia, que o caso está encerrado. Quando você pensa que não tem mais o que ler, vem nossa rainha do crime, nos chama de trouxa e nos dá uma rasteira, colocando informações que nos levam a pensar como Poirot, afinal elx não poderia ser entregue de bandeja assim, falta alguma peça.
E aí a graça volta, pois a sensação de faltar alguma peça nos faz usar nossas “células cinzentas” e ver que Poirot não está velho coisa alguma. Ele viu algo que também percebemos e queremos descobrir. Só posso dizer que o serial killer conseguiu enganar a todos, inclusive o belga por um bom tempo, assim como o motivo dos crimes, que me fizeram sentir assistindo ao fim de um novelão das 9. É um livro bem fininho, mas que vai te deixar de queixo caído várias vezes.
Aqui, recomendo que prestem atenção em todos, mas todos os personagens mesmo. Sempre tem a “ovelha negra” da família, sempre tem aquela briguinha que leva a coisas extremas sempre tem aquele segredinho que tu deixa passar. Mas nada passa para Hercule Poirot, que anota, pesquisa e descobre tudo o que tu tenta esconder. Nem mesmo as vítimas, que a princípio tinham nada a ver umas com as outras, eram santinhas. Todas elas tinham defeitos, todas elas eram suspeitas de alguma coisa. Preparem-se e apurem seu faro para situações inusitadas, pois é o que mais irão encontrar nesse livro.
Poirot tem um meio investigativo que chega a ser estranho. Ele faz umas perguntas aleatórias, que você pensa mesmo que ele está velho e não diz coisa com coisa. Mas quando você percebe que o que ele fez lá na frente tem sentido, passa a reconsiderar certas atitudes dele. O mesmo vemos em Hastings, que aqui está mais como acompanhante e aprendiz, mas que no fundo é um fã do belga. Eles formam uma boa dupla, mas ainda falta a Hastings um tino e um faro mais apurado, o que o faz ser um mero aprendiz inocente ainda.
Eu ainda não li todos os livros da Agatha Christie, mas tenho como uma meta de vida de leitora ler todos eles. A cada livro que leio dessa autora, mas me encanto com os livros de gênero policial. Eles são bem interessantes, pois afloram meu lado curiosa de ser. 😍
Os crimes do ABC
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna
 Falando sobre o livro em si, eu li uma versão digital dessa vez. Então posso falar que o livro está bem revisado, com letra legível e o arquivo é bem levinho para ler no kindle. Como o livro é fininho, li super rápido até, o que me surpreendeu. A escrita da Agatha é bem fluida, e suas tramas acontecem sem muito blábláblá, o que contribui para que a leitura acabe mais rápido também.
Aqui, nenhum ponto fica sem nó, mas tem que prestar bem atenção neles, para não achar que ficou algum para trás. Se você nunca leu os livros da rainha do crime, recomendo que faça a experiência ao menos uma vez. Os livros dela são todos pequenos, que terminam rapidinho e te deixam com aquela sensação de “meu Deus, como elx fez isso?!”.  Para ‘Os crimes do ABC’ eu dou a nota máxima.


Vocês já leram algum livro de Agatha Christie? O que acharam? Me contem aí! 
 

Postado por:

Hanna de Paiva

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