24 de agosto de 2022

[Postagem Extra] Crimes em Copacabana | Luciana de Gnone

Olá meu povo, como estamos? Hoje temos resenha de ‘Crimes em Copacabana’, um suspense nacional com data de lançamento prevista para o dia 30 de agosto de 2022. 
Crimes em Copacabana | Luciana de Gnone
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

Obs.1: e-book cedido em parceria com a autora Luciana de Gnone e ME Assessoria Literária.

ALERTA: Este livro pode ter gatilhos de uso de drogas e sequestro.

 

42/24
Livro: Crimes em Copacabana
Autora: Luciana de Gnone
Editora: Independente (Amazon)
Ano: 2022
Páginas: 200
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Quando dois prisioneiros conseguem fugir da delegacia, a inspetora Iolanda Braga é apontada como a responsável pela desastrosa atuação da polícia. Para minimizar os impactos do fiasco, ela é obrigada a aceitar a ajuda do inspetor Carlos de Oliveira, por quem cultiva mágoas desde os tempos da Academia.

Juntos, eles precisarão deixar as desavenças de lado, se quiserem recapturar Touro Bravo, um bandido poderoso e atuante até mesmo atrás das grades. Esse é o pano de fundo da trama policial protagonizada por Iolanda Braga, inspetora da polícia civil que além de trabalhar para combater a violência urbana do bairro mais popular do país, ainda precisa conviver com os desafios em ser a única mulher em um ambiente predominantemente masculino.

 

 
 
 
 
Crimes em Copacabana | Luciana de Gnone

 

 
O Rio de Janeiro teve pessoas marcantes ao longo dos anos, sejam elas boas ou más. Na década de 1980, a Polícia Civil tinha Iolanda Braga como inspetora em uma das delegacias mais movimentadas de Copacabana, especialmente a responsável pela captura de Touro Bravo, um dos bandidos mais procurados do país.
   
No entanto, ele não tinha esse título à toa, já que foi capaz de fugir da cadeia de uma maneira digna de cinema. Começa agora a busca pela recaptura do fugitivo e, para isso, Iolanda acaba tendo que trabalhar com Carlos, um de seus fantasmas do passado. Agora, a moça precisa não apenas manter o foco no trabalho, mas também lidar com feridas que achava ter cicatrizado há tempos. A grande questão é: será que ela vai dar conta das duas missões?

 

 

Crimes em Copacabana | Luciana de Gnone
Foto: Hanna de Paiva | Mudinho da Hanna

 

 Há um tempo que a Luciana vinha falando sobre a história de Iolanda Braga, só me deixando curiosa. Quando foi anunciado que alguns blogs seriam selecionados para fazer a leitura antecipada da obra, que ainda será lançada oficialmente no final do mês, tratei logo de tentar uma vaga.
   
Fiquei muito feliz por ter conseguido e posso falar com certeza que ‘Crimes em Copacabana’ superou minhas expectativas. A trama é narrada em terceira pessoa, porém vemos os acontecimentos pelo ângulo dos protagonistas: Iolanda e Carlos. 
   
Eles tiveram uma relação conturbada logo que se conheceram, o que levou a inspetora a guardar mágoa por anos. Infelizmente, ele não foi o único com quem a moça teve problemas, já que é uma das poucas mulheres a entrarem na corporação, contrariando a vontade de seus pais e da própria sociedade. Isso a faz passar, diariamente, por várias situações que só quem é mulher entende. Talvez por isso, ler o que ela passava no trabalho me dava agonia e ranço, porém não posso dizer que fiquei chocada. 
 
 

 

“Depois de doze anos na polícia, havia criado uma armadura forte o bastante para sobreviver no universo dos homens.”

 

 
 
Fora que estamos falando do final dos anos 1980, onde todas as piadinhas e comentários machistas passavam batido e eram “bem aceitos”, como algo normal. No entanto, Iolanda faz questão de mostrar que não é obrigada a baixar a cabeça para ninguém, principalmente quando seus colegas tentam se mostrar superiores só por serem homens. Nessas horas, eu queria estar lá para levantar a bandeira do feminismo e lutar do lado dela.
   
A inspetora é uma mulher que aprendeu a criar muros diante de si, não apenas pelo que encara dentro da delegacia, mas também para mostrar o quanto é profissional, mais até do que seus colegasE engraçado que, lendo tais cenas, percebi que pouco mudou nos dias de hoje, porque independente da profissão que seguimos, o fato de sermos mulheres parece interferir em nossa capacidade, como se fosse uma espécie de doença. Uma constatação triste e muito revoltante, por sinal.
   
Voltando à trama central, Iolanda está passando por maus bocados, pois ganhou pontos com a corporação ao capturar Touro Bravo, para poucos dias depois ver o bandido escapando de seu alcance de uma maneira bastante inteligente. Por conta disso, é uma questão de honra para ela trazer o rapaz de volta à cela, custe o que custar. A moça sabe que não pode agir sozinha, ainda mais porque o seu parceiro, gravemente ferido durante a fuga, está sem condições de continuar o trabalho. 
 
 

 

“Qual será o limite da ética num caso desse?”

 

 
 
Contudo, saber que o colega provisório designado para ela seria logo Carlos de Oliveira, seu pior pesadelo na época da academia, foi uma grande surpresa. Ele é um homem simpático, bonito e ótimo profissional. Mas quando quer, sabe ser um verdadeiro babaca, o que me fez revirar os olhos junto com Iolanda em diversos momentos. 
   
Isso gera muitas faíscas entre os dois, podendo até comprometer a investigação logo no começo. No entanto, embora eu tivesse medo que a trama se perdesse, mergulhando de cabeça no clichê do “enemies to lovers”, é inegável o quanto eles funcionam bem trabalhando juntos. 
   
Além disso, Carlos é um detetive dos bons e se mostra um grande parceiro, o que rendeu vários pontos ao personagem, comprovando ser capaz de amadurecer e agir como profissional. Nada passa batido pelos olhos de águia da dupla, o que me deixou imersa na leitura e eu só queria saber qual era o próximo passo deles. 
   
Não apenas no quesito profissional, o lado pessoal desses dois me cativou bastante. Já esperava um pé no romance, como é a marca registrada da autora, porém sem tantas expectativas a respeito, pois são relações que não costumam me convencer. 
 
 
Crimes em Copacabana | Luciana de Gnone
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

 
 
No entanto, preciso dar o braço a torcer e dizer que, aqui, o casal funcionou. A química entre os protagonistas é um tanto óbvia e até previsível, mas nem por isso tem que acontecer de forma corrida.
   
Gostei bastante da forma como o assunto foi trabalhado, sem soar batido, nem forçado. Aqui, as coisas aconteceram de forma suave e tranquila, o que deu bastante espaço para o romance brilhar, sem tomar o espaço do suspense. 
Aliás, acho que, de todos os livros da autora que li até agora, esse foi o que mais teve equilíbrio nesse sentido, rendendo mais alguns pontos para a leitura. Assim, além dos suspiros apaixonados, temos muitas cenas de “tiro, porrada e bomba” fantásticas, que dariam bons filmes. 
   
Fora que é tudo ambientado em pleno Rio de Janeiro, ao som dos sucessos da época, garantindo uma volta no tempo bem nostálgica. Gostei também que a autora colocou vários pontos de curiosidade ao longo da trama, o que não apenas deu ao leitor uma experiência de leitura, mas também de viagem turística pela “Cidade Maravilhosa”.
   
E me peguei com um sorriso no rosto ao perceber que a Luciana fez uma espécie de crossover com personagens de suas obras passadas. Adorei matar a saudade deles, além de entender algumas nuances que levaram à sua personalidade nos livros onde tem o papel maior. Isso foi uma grande sacada da autora, que só me fez gostar mais ainda de seus trabalhos.
   
O desfecho é rápido, porém digno. Amarra várias pontas, deixando diversas soltas, o que me dá expectativas de ter uma continuação em vista (nunca te pedi nada, Luciana, rsrs). 
   
Em relação ao livro, ele será veiculado apenas em versão digital. Então, posso falar que a revisão está muito bem
feita, confortável à leitura e com uma diagramação muito bonita.
A capa é bem condizente com a trama. Traz como pano de fundo o famoso calçadão da praia de Copacabana, bem como o Morro da Babilônia, de onde Touro Bravo vem. 
   
Além disso, traz uma combinação bem carioca de preto e vermelho, que talvez não tenha a ver, mas é o padrão de cores do Flamengo, um dos times cariocas mais conhecidos. Se a intenção foi essa mesmo, não sei, mas só deixou a obra mais carioca do que já era e gostei bastante (rsrsrs).
   
Em resumo, eu amei o livro e espero que faça muito sucesso quando for lançado. Recomendo a leitura, especialmente se você procura por títulos de suspense nacional. 
 
 
 
 

 

 
E aí, o que acharam? Já leram algum outro livro da autora? Estão curiosxs com esse lançamento? Me contem aí.
Texto revisado por Emerson Silva
Postado por:

Hanna de Paiva

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