23 de outubro de 2018

Resenha: As aventuras de Sherlock Holmes

Olá meu povo, como estamos? Hoje temos a resenha de um dos livros de Sir Arthur Conan Doyle. Com vocês, a resenha de As aventuras de Sherlock Holmes.

 

As aventuras de Sherlock Holmes
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

35/30


Livro: As aventuras de Sherlock Holmes

Autor: Sir Arthur Conan Doyle

Editora: Zahar (Edição de bolso)

Ano: 2014 (edição especial)

Páginas: 415

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O cenário é Baker Street, virada do século XIX para o século XX em uma Inglaterra cavalheiresca e genial, ao mesmo tempo, problemática e ambígua. Sherlock Holmes é um famoso detetive, em tanto excêntrico, que tenta solucionar mistérios acompanhado por seu fiel escudeiro Watson. 

 

As aventuras de Sherlock Holmes

No século XIX, muitas coisas estão surgindo, invenções, viagens, descobertas. Mas a polícia ainda tem certas dificuldades em resolver certos crimes, pois não está desenvolvida para tal ainda. E, para ajudar, pede os conselhos de um detetive consultor bem excêntrico, que vive na Baker Street.

Esse detetive é ninguém mais, ninguém menos, que Sherlock Holmes, um cara bem esquisito à primeira vista, mas muito inteligente e capaz de desvendar os crimes mais extravagantes e complicados que se possa imaginar.
Narradas pelo seu fiel escudeiro e colega de quarto Dr. Watson, temos neste livro uma coletânea das mais marcantes aventuras da dupla inglesa. Essas aventuras foram na verdade os primeiros contos que Doyle escreveu e publicou numa coluna da Strand Magazine, pela qual os personagens se tornaram mais conhecidos.

“Creio, Watson, que entre todos os nossos casos não tivemos nenhum mais fantástico do que este.”

 

São contos bem rapidinhos de serem lidos, já que eram parte de uma coluna. Então os detalhes não demoram para aparecer e os casos são solucionados rapidamente. Mas não sem perder a marca registrada de Holmes, com seu famoso cachimbo no canto da boca, seu chapéu de duas abas e sua lupa no bolso.
Como eram os primeiros contos, somos apresentados a um Sherlock Holmes um tanto menos extravagante (se isso é possível). Resolve seus casos com perfeição, mas sua personalidade parece mais calma e compadecida, comparada aos livros seguintes.

Acho que a ideia era exatamente ganhar a atenção dos leitores, então ele tinha que cativar com a esperteza e tranquilidade. Coisa que é bem diferente dos outros livros/filmes, onde o detetive se mostra grosseiro na maior parte das vezes e é amante da solidão.
Apesar de serem aventuras da dupla, o livro é composto por 12 contos independentes; dá para ler sem ser na ordem. Eu não sabia e li como um livro normal, mas acabei me sentindo confusa, pois ora Dr. Watson era solteiro, no conto seguinte estava já casado com a Mary e no outro ainda nem tinha pensado em casamento. Então ficou uma linha do tempo meio estranha, mas nada que impeça o leitor de compreender os fatos importantes dos contos.
Todos eles são bem detalhados, em especial os relatos dos clientes de Holmes, o que nos dá uma ambientação junto com o detetive. Mas eu achei meio cansativo esses relatos e me perdia em alguns detalhes, que poderiam ser importantes para Holmes esclarecer os crimes.

Só que chegava num ponto em que eu já não sabia mais quem era quem. Apesar de gostar da escrita do autor, achei que ele exagerou mais nessa questão nos contos do que nos demais livros propriamente ditos…

 

“O cérebro ideal, uma vez de posse de um único fato em todos os seus aspectos, deduziria dele não só toda a cadeia de fatos que o produziu, como também todas as consequências que dele seguiram.”

 

Com relação à diagramação, eu sou suspeita para falar. Sou apaixonada pelas edições especiais da Zahar e não seria diferente com esse livro.  A contra capa é xadrez, como o chapéu de Holmes, temos a silhueta do personagem e achei genial o nome do autor saindo em forma de fumaça do seu cachimbo.

A histórias são todas ilustradas por Sidney Paget, ilustrador da revista Strand Magazine entre 1891 e 1892. Então temos uma ideia mais próxima do original idealizado por Doyle. O papel usado é o pólen soft 70g/m², de fácil passada e super tranquilo de ler.
Os contos que mais gostei de ler foram ‘Escândalo na Boêmia’, ‘A liga dos cabeças vermelhas’ e ‘As cinco sementes de laranja’. Falando rapidamente sobre eles, ‘Escândalo na Boêmia trata de Irene Adler, uma moça que causou rebuliço com o rei, por conta de uma foto que não devia ter sido tirada.

Com isso, o rei temia que ela lhe fizesse chantagem, em especial por ele ter se casado com outra pessoa e Irene supostamente caiu no mundo com promessa de retorno. Cabe a Holmes e Watson descobrir se tal fotografia ainda existe e ajudar (ou não) o rei.

Em ‘A liga dos cabeças vermelhas’, Holmes se depara com um caso bem extraordinário. Eis que supostamente existe em Londres uma liga especial, onde só entram os donos de cabeleiras vermelha.

Mas não é qualquer tom de ruivo, é um tom bem raro, que poucas pessoas no mundo tem. Que nem é muito vermelho nem o típico alaranjado, um tom que apenas o Sr. Wilson possuía. Se essa liga realmente existe? O que há por trás dela? Quem é o “cabeça vermelha” chefe disso tudo? Aí só lendo para saber, mas foi um caso dos meus esquisitos que Sherlock já resolveu, diga-se de passagem.
E, em ‘As cinco sementes de laranja’, temos o caso de briga de empresas, que beira a participação da seita Ku Klux Klan. Se realmente ela faz parte disso, ou se é apenas um jogo, só lendo para descobrir. Os finais dos contos são alternados, ora são mais fechadinhos, com as conclusões de Holmes e Dr. Watson, ora são abertos, nos dando a chance de pensar no que aconteceu com os verdadeiros culpados dos contos.

 

“Quero pôr à prova uma pequena teoria minha. Creio, Watson, que você está diante de um dos mais rematados tolos da Europa. […] Mas creio que agora tenho a chave da questão.”

 

E nesses contos, encontramos crimes passionais, casos de amor, inveja, vingança, tem de tudo um pouco. Sempre de pessoas  cujas situações Sherlock julga serem singulares no mundo. Na real, acho que seriam singulares como ele e que deveriam ser resolvidas não pela polícia, mas por alguém com um toque de excentricidade na alma.

 

“O crime é comum. A lógica é rara.”

 

Apesar de não ter muito mais o que falar, pois são contos e eu acabaria dando spoiler sem querer, eu gostei do livro e indico a leitura. Só não dou a nota máxima, por conta dos detalhes até demais que tinham nos textos. A não ser isso, é um ótimo título.

 

Já tinham lido alguma história de Sherlock Holmes? O que acharam? Me contem aí! Bora conversar.

Postado por:

Hanna de Paiva

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