28 de agosto de 2018

Resenha do livro: A batalha do apocalipse

   Olá meu povo, como estamos? E hoje temos mais uma resenha no ar. Enfim li o fim da batalha épica, escrita por Eduardo Spohr, e hoje farei a resenha de A batalha do Apocalipse. Vem ver! 😉

A batalha do apocalipse
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

31/30

Livro: A batalha do Apocalipse

Autor: Eduardo Spohr


Editora: Verus


Ano: 2016



Páginas: 569



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Há muitos e muitos anos, há tantos anos quanto o número de estrelas no céu, o Paraíso Celeste foi palco de um terrível levante. Um grupo de anjos guerreiros, amantes da justiça e da liberdade, desafiou a tirania dos poderosos arcanjos, levantando armas contra seus opressores. Expulsos, os renegados foram forçados ao exílio, e condenados a vagar pelo mundo dos homens até o dia do Juízo Final.Mas eis que chega o momento do Apocalipse, o tempo do ajuste de contas, o dia do despertar do Altíssimo. Único sobrevivente do expurgo, o líder dos renegados é convidado por Lúcifer, o Arcanjo Negro, a se juntar às suas legiões na batalha do Armagedon, o embate final entre o Céu e o Inferno, a guerra que decidirá não só o destino do mundo, mas o futuro do universo.Das ruínas da Babilônia ao esplendor do Império Romano; das vastas planícies da China aos gelados castelos da Inglaterra medieval. A Batalha do Apocalipse não é apenas uma viagem pela história humana, mas é também uma jornada de conhecimento, um épico empolgante, cheio de lutas heróicas, magia, romance e suspense.







     O mundo como conhecemos foi criado em seis dias, e no sétimo Deus descansou. O sétimo dia duraria até o dia em que Deus despertaria e daria início ao Apocalipse, quando todos os humanos e anjos serão julgados e o mundo encontrará seu destino.
    Mas enquanto isso não acontece, uma guerra está sendo travada no céu há milhares e milhares de anos. Os anjos estão em batalha há muito tempo, decidindo pelo futuro da Humanidade. Enquanto uma parte quer a destruição dos “seres de barro”, outra parte se sente no dever de proteger a criação divina. E é em meio a isso que se passam séculos e séculos. Não apenas Lucifer, mas também o exército de Miguel, deseja o fim dos humanos. Afinal, por uma raça como nós, que por qualquer coisa morre, não se deve fazer tanto esforço. Além disso, somos capazes de nos matar criando guerras por motivos insanos. Então para quê deveríamos ser protegidos?
   Com tal ideia, Miguel, o Príncipe dos Anjos, envia várias e várias catástrofes para a Haled (como eles chamam a Terra), a fim de destruir qualquer vestígio de nossa existência. Assim houve o grande dilúvio, a destruição de Sodoma e Gomorra, além de tantos outros desastres.

“Como ousa se nivelar acima de minha existência? Você nasceu com a humanidade, e em que se resuma a breve existência da espécie mortal? Quinze mil? Vinte mil anos? A história dos homens nada mais é do que um piscar de olhos se comparada à vivência do universo, à vivência dos arcanjos […]. Fomos criados à luz divina, na aurora dos tempos, mas vocês… o que são? Pobres animais moldados do barro.”

   Mas Gabriel se compadece e passa a se rebelar contra o irmão, protegendo de todo jeito qualquer justo que encontre no meio do povo humano. Quem vencerá essa guerra? Gabriel? Miguel? A quem iremos recorrer? Deus ainda está dormindo?

A batalha do apocalipse
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

   Todos os bastidores que vimos em ‘Filhos do Éden’, tem seu ápice em ‘A batalha do apocalipse’. Apesar desse ter sido o primeiro livro do autor lançado, preferi ler a história pela ordem, e assim muita coisa foi explicada na batalha. Os anjos, ao contrário do que muita gente retrata, não são aquelas coisinhas lindinhas e gorduchinhas. Pelo contrário, são guerreiros, criados e treinados por milhares de anos, para seguir os instintos de suas castas.

“Eu sou um arcanjo. Nós, assim como os anjos, estamos presos à nossa natureza. Não temos o livre-arbítrio. Esse é um tributo da alma, a alma que nos falta, a alma que nos foi negada.”

   Alguns podem parecer perversos, mas eles seguem o que a natureza deles manda fazer. E é nessa natureza feroz, que vemos muitos pontos de politicagem, estratagemas de guerra e fúria, independente de qual seja o ideal que defendam.
   Lucifer já foi parar no Sheol (ou inferno) por querer não apenas destruir a Humanidade, mas também ser Deus, tanto que acaba atraindo alguns anjos caídos junto com ele, para ter seus duques do inferno e lutar pela divindade.
   Miguel acaba sendo atraído pelos ideais de Lucifer e quer destruir a Humanidade, e não mede esforços para demonstrar o quanto nos odeia. Ao contrário do que muitos pensam, ele tem alianças políticas até no “porão” (como chamam os anjos caídos); afinal, na guerra vale tudo. Gabriel, que até então fazia parte dessa aliança, começa a enxergar as maldades do irmão e se rebela, trazendo seu exército para cuidar da Humanidade.
   E nessa briga de arcanjos pelo poder, as demais patentes e afins, anjos fortes e poderosos, obedecem cegamente seus comandantes, como Ablon, que segue Miguel sem discutir… assassino de muitos mortais, sem nunca perguntar o motivo, um dia percebe algo que nunca imaginou que sentiria por um humano… e isso o faz se rebelar contra seu comandante.
   Seguido por uma turma, os chamados Renegados, esses anjos não são caídos, mas são condenados a vagar pela Haled, sem direito a usar seu real corpo, como no céu. Por séculos Ablon viveu recluso na Terra, como um nômade, até que um dia é chamado à guerra. Lucifer quer sua ajuda, logo após também é chamado por Gabriel. Todos o querem lutando na batalha de decidirá o destino do mundo… todos o querem lutando no apocalipse… mas por quê?
   Ablon foi condenado a vagar pela Haled desde os tempos de Babel, a incrível torre que deveria alcançar os céus. Apesar de ainda ser um general forte e destemido, como é um querubim, ele deixa de cumprir uma missão, e lá descobre alguns segredos sombrios dos arcanjos. Desde então, ele procura vingança, redenção e qualquer coisa que o liberte da culpa por muita coisa que fez em nome da guerra, que agora ele julga sem sentido.
   No entanto, a própria Humanidade está se extinguindo por si só, com a chegada da III Guerra Mundial. Armas nucleares estão destruindo tudo pelo caminho… Não apenas na Haled, no céu as trombetas do Juízo Final estão sendo tocadas, e com elas, a vinda de Deus, que acordará e verá tudo o que os arcanjos estão fazendo. Só tem um detalhe… O fato de Deus estar dormindo quer dizer que ele não vê nada? Deus está realmente onde dizem que está? Deus está mesmo dormindo? E o que isso tem a ver com tudo o que está acontecendo no céu e na terra?
    Se Deus acordar no fim do sétimo dia, o que acontecerá com Miguel? Com medo do que possa lhe acontecer, o arcanjo quer também ter a divindade, para ter poder supremo e destruir de vez os humanos, além de ser a maior força do universo. Lucifer o ajuda, enviando exércitos e ajudando num ritual, que tem certa ligação com o passado de Ablon, para garantir essa divindade. Mas o poder supremo é para apenas um… E Lucifer também tem todo interesse em sair do “porão”. Para quem será tal poder afinal? E onde nós entramos nisso tudo?
    Eu esperei um tempo para ler esse livro, e me pergunto por que demorei tanto para enfim fazer isso. Sou apaixonada pela escrita do Spohr e ‘A batalha do apocalipse’ me deixou mais ligada ainda nessa saga. Todos os capítulos tem fatos importantes, muitos dos quais aconteceram lá nos outros livros anteriores, mas são melhor explicados no fim dos tempos. Ablon é um general querubim, que obedece cegamente seu comandante, até que chega na Haled e descobre que os humanos não são tão frágeis quanto Miguel diz ser. Os humanos tem algo de especial, que só convivendo com eles os anjos podem entender o motivo de sermos tão importantes. Ao descobrir isso, Ablon muda sua visão e acaba se tornando um Renegado.
   Lucifer é bem esperto. Ele se faz de desentendido, mas a oratória já fazia parte de sua casta. E ele, se sentindo super poderoso, faz ainda mais uso dela para conseguir tudo o que quer. Só falta uma coisa… sair do “porão”. Ele quer ocupar o lugar de Deus, ser o ser supremo sobre toda a Criação e fazer o que bem entender. Mas ele sabe que não pode fazer isso sozinho, então se alia com outro irmão e arcanjo poderoso, Miguel, prometendo que ele, também invejoso pela Humanidade, será o abençoado no ritual de divindade. Os dois estão cegos pelo poder, e só enxergam o que querem enxergar, principalmente depois de lerem o Livro da Vida, onde todo o destino da Criação está supostamente escrito. Seguindo piamente o que diz as páginas que apenas eles seriam os dignos de ver, promovem desastres e pragas na Haled, pois depois de tudo isso, o Altíssimo irá ressurgir, e o ritual será concluído ao fim do sétimo dia.
   Mas tem um detalhe… Ablon sabe também o que está escrito no Livro da Vida, embora ninguém o tenha deixado ler… Ele recebe uma revelação de outro arcanjo poderoso, Gabriel, o Mensageiro, o que o faz escolher seu lado na guerra do Armagedom. Ablon já havia sido apresentado em ‘Filhos do Éden – Paraíso Perdido‘, onde é contada brevemente sua história e sua relação com Ishtar, sua subordinada. Apesar de não terem tanto destaque, e achei que ficaram meio jogados na história, aqui são melhor explicados e agora entendi o motivo de terem aparecido. Eis que, além da revelação, Ishtar já havia descoberto uma conspiração no alto escalão angélico e por isso sofreu o que sofreu. Ablon quer vingança, mesmo sem saber o que era a conspiração. Séculos depois, Ablon vê sua chance de conseguir vingar a morte de Ishtar, além de lutar pelas almas humanas, muitas das quais ele conviveu pelos seus caminhos na Haled.
   Com muita ação, o livro que é um tijolinho, acaba sendo lido rápido. As cenas são bem detalhadas e fortes. E foi tão bem descrito, que me senti no meio da guerra angélica. Além disso, vemos o quanto eles entendem de estratégias de guerra, com alianças políticas e tudo mais. Ainda, no meio disso tudo, tem umas passagens que nos fazem pensar… mesmo sendo uma título de literatura fantástica, o autor tem umas mensagens bem legais, que nos fazem refletir sobre nossa existência. E no fim, será que, mesmo fazendo tantas guerras contra nós mesmos, destruindo nossa própria casa, ainda temos salvação?
   E depois do apocalipse, o que será de nós? Isso é contado no fim do livro, com uma reviravolta surpreendente, que não vou contar, mas aconselho que leiam o livro. Eu super recomendo a leitura, não apenas desse livro, mas de toda a série, ainda mais se você curte literatura fantástica. 💓

A batalha do apocalipse
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

   Agora, com relação ao livro em si… Eu consegui o exemplar físico, que tem uma capa linda. As folhas são de papel pólen, de fácil passada e a fonte é confortável. Só me incomodou o fato de que faltou revisão em alguns diálogos, que não tinham marcação e eu fiquei meio perdida se ainda era narrativa ou já os personagens conversando. Os capítulos são longos, mas divididos em sub-capítulos, então a gente não se perde na leitura. Achei legal isso, pois os capítulos ficam  mais completos e organizados. A história é narrada em terceira pessoa, embora uma parte do livro seja narrada pelo próprio Ablon, contando suas memórias e o motivo de ele estar ali na guerra. Não sei se teria essa necessidade de apenas esse capítulo ser contado por ele, apesar de serem suas memórias… mas tem outras passagens contando sobre memórias de outros personagens que não tiveram eles mesmos contando a história… acabou não sendo muito justo… mas enfim… não interfere na história propriamente dita…
   Eu gostei desse livro, principalmente por ter respondido minhas expectativas. Eu tava super incomodada por algumas coisas terem acontecido e não explicadas em ‘Filhos do Éden’, e que vieram a ser explicadas no último livro. Isso deu um fechamento legal na saga, só senti falta de alguns personagens, que poderiam ter um papel, ainda que pequeno na batalha final. Embora tenha me incomodado com certas coisas, dou a nota máxima, pois amei a história e esses pequenos detalhes acabaram sendo perdoados… (rsrsrs

 


  E aí,  que acharam do livro? Me conta aí! 😉

BEDA 2018

Postado por:

Hanna de Paiva

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