17 de janeiro de 2015

Resenha do livro: Como Stella Recuperou o Rebolado

        Olá pessoal! Essa é minha primeira postagem do blog e, também, minha participação no I Dare You, um desafio literário do qual minha amiga Amanda Lopes me convidou a participar.  Como o tema de janeiro é “Férias”, escolhi esse livro de Terry McMillan, com uma história leve, divertida e viciante. 


Como Stella Recuperou o Rebolado

Autora: Terry McMillan
Editora: Record
Ano: 1999
ISBN 85-01-04987-5













       Esse livro conta literalmente como Stella recuperou seu “rebolado”.  Apesar de ser bem sucedida financeiramente,
cuidando perfeitamente de seu filho Quincy, de 11 anos, com dois carros, uma
casa linda e grande, com piscina, um gato e um cachorro e ter um corpo em forma
aos 42 anos, sua vida não estava completa, pois ainda lhe faltava alguém que
lhe completasse.
       Divorciada há uns anos e com um casinho aqui e ali, Stella
estava triste porque estava incompleta e revoltada porque suas irmãs viviam lhe
dizendo o que fazer, como se houvesse um manual para a felicidade. Até que um
dia, de fato, Stella resolve seguir o conselho de Vanessa, sua irmã “boazinha”,
que lhe diz para passar umas férias em outro lugar, pois estava trabalhando
demais e muito estressada. É então que seu rebolado começa a se recuperar.
      Stella vê um comercial na TV sobre férias na Jamaica, com hoteis
lindíssimos, praias de águas cristalinas e homens que mais se pareciam com
deuses de ébano. Deixou o filho ir acampar com o pai e partiu pra uma semana
numa terra chamada Negril, onde ela só esperava conseguir paz, sossego e
conhecer lugares novos. Digamos que de fato ela conseguiu tudo isso, e mais um
rapaz que chegou de paraquedas em sua vida: Winston Shakespeare, um jamaicano
de 20 anos, que estava em seu primeiro emprego no ramo hoteleiro, mas sonhava
ser um chef de cozinha um dia.
       Depois de sair pra jantar e uma noite de amor como há muito
tempo não tinha, Stella se vê num dilema, pois apesar de amá-lo e ser
correspondida, como encarar uma sociedade, que diz que tudo é errado, com um
rapaz que tem idade pra ser seu filho? Como dizer pro seu filho que tem um
namorado que tem idade de ser seu irmão? E como encarar Angela, a irmã
certinha, que achava que isso não passava de massagem no ego do rapaz, porque
tinha conseguido conquistar uma mulher mais velha.
Sua semana na Jamaica passou rápido e, ao chegar nos EUA,
deu de cara com mais um dilema: o que fazer de seu futuro, já que foi
demitida?  Tudo parece complicado na vida
de Stella, pois como lidar com uma paixão de verão, uma demissão logo em
seguida e como contar ao filho que não tem mais emprego para sustentá-lo?  O tempo passa, Winston resolve visitá-la nos
EUA e faz algo que Stella jamais imaginou que um rapaz tão jovem pudesse fazer:
decide ficar nos EUA com ela, a pede em casamento e ainda lhe incentiva a fazer
o que de fato se formou pra fazer: Artes Plásticas, algo que ela sempre gostou
de trabalhar, tinha talento, mas nunca tinha tempo pra criar, pois estava sempre
ocupada demais ganhando muito dinheiro num emprego que odiava durante anos e
anos e do qual foi demitida enquanto estava de férias.  


     Esse livro mostra que, quando você pensa que tudo está
acabado, que você está completamente no fundo do poço e que não tem mais saída,
as soluções vem de onde menos se espera. Lógico que nem todo mundo tem dinheiro
pra “recuperar o rebolado” viajando para Jamaica, Europa ou qualquer que seja
um país diferente, mas quando as coisas tem que acontecer, elas acontecem e
você tem que lidar com as consequências e prestar atenção aos mínimos detalhes
que te cercam, pois quando tudo parece perdido, são esses pequenos detalhes que
lhe dirão como sair do fundo do poço e “recuperar o rebolado”, mas que você
nunca repararia neles se estivesse tudo bem. 
E a autora conseguiu colocar tudo isso de uma forma engraçada e gostosa
de ler, onde você sempre quer saber o que vai acontecer na próxima página, o
que Stella vai decidir. No fundo, todas nós temos um pouco de Stella, é só
prestar um pouco mais de atenção ao olhar no espelho e ter coragem de seguir em
frente diante das dificuldades da vida, sem se importar com o que sua família
ou a própria sociedade vai pensar a respeito.

Hanna Carolina.
Postado por:

Hanna de Paiva

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