10 de setembro de 2019

Sobre a Bienal do Livro

   Olá meu povo, como estamos? Hoje eu vim contar um pouco sobre minha ida à Bienal do Livro – RJ 2019. Essa foi a primeira vez em que uma Bienal ficou marcada para mim, primeiro por conta dos autores parceiros do Mundinho que encontrei durante a semana. E o outro motivo foi o que mais chocou o país inteiro, e ainda vai dar o que falar nos jornais…

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

    Bom, como falei, essa bienal ficou marcada para mim, pois só ia uma vez (igual qualquer carioca normal, rsrs) no evento. Fazia questão de chegar cedo, para olhar todos os estandes possíveis e comprar um livro ou outro. Esse ano foi especial, pois eu tive a oportunidade de levar nosso colunista Erik Lourenço à sua primeira Bienal do Livro da vida, além de conhecer três autores parceiros daqui do Mundinho, sendo dois deles estreantes como autores no evento carioca como autores. Isso ficou marcado, pois vi esses autores começarem e agora, estarem com contrato assinado com uma editora e indo para uma sessão de autógrafos. Fiquei muito feliz pelo sucesso deles e espero que seja apenas a primeira de muitas bienais do livro para nos encontrarmos! 💓

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 
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Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

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Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

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Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

   Os autores parceiros que estrearam lá foram a Talita Salvador, que é a mente por trás do livro ‘Entre dois mundos’, e já foi até entrevistada por aqui. 😉 E também o Victor Visco, autor do livro ‘As crônicas de Asdaria‘, que ainda será lido e resenhado aqui no blog (promessa feita será promessa cumprida!). Fiquei muito feliz de encontrar com eles, pois até então só conhecia por foto e pelas redes sociais, ter encontrado pessoalmente com eles foi muito legal, pois assim posso dizer que realmente os conheço e que são tão simpáticos quanto nas redes sociais! 😊

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

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Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

Leia também: Entre dois mundos 

   Foi também durante essa semana que encontrei com a Raffa Fustagno, a dona do blog A menina que comprava livros, que se aventurou em escrever livros e deu super certo. Acho que tenho todos os livros dela já publicados, os quais estão devidamente autografados! 😍 E foi uma coincidência tão grande, que todas as pessoas que encontrei pela Bienal queriam falar com ela para pegar autógrafo também, então acabei acompanhando e dando um abraço nela toda vez… acho que ela já não aguentava mais ver minha carinha no estande da The Gift Box. 😂😂 Mas vida que segue… 😂😂

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

Leia também: Entrevista com a autora Talita Salvador 

   Outra autora parceira nossa, que encontrei por lá foi a FML Pepper, cujo livro ‘Treze‘ foi resenhado aqui no Mundinho também. Gente, pene numa pessoa maluquinha, de super bom humor, é essa mulher, até fui entrevistada por ela! 😂😂

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

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Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

Leia também: Treze


   Além dos autores, que já marcaram bastante minha participação na Bienal, encontrei com duas blogueiras muito simpáticas por sinal. Uma é a Carol, do blog A colecionadora de histórias. Pense numa menina simpática! Também encontrei com a Bianca, do instablog @bfaria, uma mineira que se aventurou também como autora e desejo todo sucesso do mundo! 

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mudinho da Hanna 

    Como meus planos incluíam encontrar todos os que prometi encontrar, acabei indo três vezes lá no Riocentro, pois cada autor estava lá em um dia específico. Isso fez a experiência ser beeeem cansativa, mas nada que um dia descansando não resolva… (rsrsrs)

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

   A parte boa de ir mais vezes foi que, além de ver quem eu esperava, pude aproveitar para tirar fotos em cenários que não havia conseguido no dia anterior e participei de algumas palestras que aconteceram no Café Literário e Palco Madureira. Foram bate-papos incríveis, daqueles para abrir bem a mente das pessoas, com assuntos super em alta, como desmatamento da Amazônia, fim da pós-graduação (na qual me incluo e sim, sou bolsista CAPES, então sou atingida também), e representatividade feminina e LGBTQ+, a qual ainda está sendo o assunto do momento na Bienal, principalmente por conta da censura que o evento sofreu nos últimos dias. A parte ruim foi que mais uma vez não cumpri a promessa de não comprar livros (já desisti dela, o ano tá quase acabando e já vi que meu lado viciado em livros não vai se controlar nunca, ainda mais diante de tantos livros em promoção que garimpei por lá).

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

   Para quem não sabe, a Bienal do Livro é um evento internacional, que acontece desde 1983, pelo menos aqui no Rio de Janeiro. Ela é para trazer as novidades do mercado editorial, mas também para promover encontros de autores iniciantes com os mais consagrados, além das maiores mentes sobre diversos assuntos. Ela é um lugar de livre pensamento, livre expressão e opinião. O ruim é quando as pessoas confundem opinião com preconceito, como aconteceu nos últimos dias.
   Uma coisa que reparei foi que, de dois anos para cá, a crise no mercado editorial tem ficado bem marcante, então os livros estão mais caros, grandes editoras tem passado a compartilhar estandes e diminuíram os cenários dos personagens dos livros mais famosos, como acontecia antes. Além disso, parece ter refletido nos leitores, que diminuíram um bocado a frequência por lá.

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hann

   No entanto, depois do que a prefeitura fez, querendo censurar os livros com temática LGBTQ+ das prateleiras, lançou uma campanha que acabou aumentando e muito a quantidade de pessoas por lá. O último dia que fui, mesmo sendo feriado, não deveria encher tanto assim, mas com as últimas notícias e, principalmente com o youtuber Felipe Neto distribuindo os livros ditos “impróprios”, eu nunca vi a Bienal do Livro tão cheia quando no último sábado.

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Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

Bienal do Livro
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna 

   Me deixou feliz ver aquilo, pois me senti quando era mais nova, que o evento enchia de leitores apaixonados. Apesar da campanha dele ter sido um protesto com relação à ação da prefeitura, ele acabou sendo o responsável por gerar um público imenso e uma discussão, que temos que filtrar bem até onde deixa de ser opinião e passa a ser discurso de ódio, disfarçado de motivo para “proteger crianças”.
  Opiniões a parte, essa Bienal do Livro ficou muito marcada, pois foi a primeira vez em que vi a Bienal vazia, cheia de escolas visitantes e superlotada em uma única edição. Além disso, ficou marcada por ser a primeira bienal (desde que comecei a frequentar) a sofrer censura por causa de livros de uma determinada temática, mesmo com tantos movimentos para apoiar a representatividade e respeito.
   Ainda é um caminho longo a ser trilhado, mas que temos que trilhar juntos, afinal, muita coisa está acontecendo. Eu dou todo o meu apoio ao público LGBTQ+, dou todo o meu apoio a toda forma de amor, dou todo o meu apoio às classes que estão sendo massacradas a todo momento no nosso país, na qual também me incluo, como cientista e como mulher. Gostaria de dizer dias melhores virão, mas só serão melhores se nos unirmos e ninguém soltar a mão de ninguém. Mais ainda, só serão dias melhores no dia em que as pessoas entenderem que ser respeitado é bom e todo mundo gosta, mas respeitar o coleguinha parece ser uma missão impossível, quando na verdade é uma questão de exercício diário e filtrar bem o que vê e ouve por aí, princialmente antes de formar uma opinião. 
   E vocês, foram na Bienal do Livro desse ano? O que acharam? Me contem aí!

   

Postado por:

Hanna de Paiva

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