18 de abril de 2020

Templários

   Olá meu povo, como estamos? Hoje vim dar uma dica de série que que conquistou nessa quarentena: Templários, uma série da History Channel.

Templários
Foto: Divulgação

Ficha Técnica

Série: Templários

Ano: 2017

Temporadas: 2 (em produção?)

Episódios: 14 (total)

Duração: 45min (em média)

A história de fé que manteve a irmandade dos templários unida através de todas as batalhas pelas quais tiveram que passar, e a terrível história que marcou para sempre a data de Sexta-Feira 13 na cabeça das pessoas.

Templários

    Não importa a idade que você tenha, com certeza ouviu falar sobre os cavaleiros templários em algum momento de sua vida, seja em desenhos, em filmes, em séries, documentários… ou mesmo em algum site que tinha uma espécie de teoria da conspiração envolvida… (rsrsrs)
   Normalmente, eles são atribuídos ao Santo Graal, item histórico do maior poder de Deus na terra e que levou reinos à ruína em busca dele. Se realmente o cálice ainda existe, não se sabe, mas que ele até hoje mexe com o imaginário de muita gente, ah, isso mexe!
   Além disso, a própria história dos cavaleiros sagrados mexe com a cabeça de muitos, que defendem que eles ainda existem e estão por trás de grandes acontecimentos ao longo da História.
   Pensando nisso, eles são personagens de várias histórias, que nunca saem de moda, pois nos chamam atenção pela volta no tempo, como uma espécie de busca pelo nosso passado e pelos segredos que eles deixaram no mundo.

   A série, criada e produzida pelo History Channel, está também disponível no catálogo do Netflix. Então dá para assistir em ambos os meios. Por ser produzida por um canal de documentários históricos, acho que seria o mais próximo que teríamos de uma “versão verídica”.
   Digo isso entre aspas, pois precisamos de ação e alguma fantasia para dar um gostinho aos espectadores também. Assim, perto dos personagens que realmente deixaram sua marca na história, temos alguns fictícios, para dar um toque especial na trama.
   Então conhecemos a história de Landry, um cavaleiro templário nobre e dedicado à sua fé e carreira no templo, o que logo lhe confere o cargo de mestre do templo de Paris. Tudo ia bem em sua vida, até que um segredo envolvendo sua relação de amizade com o rei Filipe IV, O Belo, cai por terra, o que leva uma perseguição sem tamanho a todos os templários, culminando na Sexta Feira 13 de 1307, que teria acabado com todos os templários queimados por bruxaria e sodomia (não é spoiler, é fato histórico!).

Templários
Foto: Divulgação

  A Sexta Feira 13 hoje em dia é sinônimo de filmes de terror; para uns é dia de azar, para outros é dia de sorte… Tem quem evite passar debaixo de escadas, gato preto e até sair de casa nesse dia. Mas o que muitos não sabem é o real motivo desse dia ser marcado como um dia esquisito e sombrio.
   Em 13 de outubro de 1307, uma sexta feira, os cavaleiros templários foram condenados por heresia e outros atos contra a Igreja, que veio a condenar todos eles de uma única vez, a morrerem queimados em fogueiras diante do público de Paris. Mas os atos que antecederam isso foram tão sangrentos, e mesmo no dia da fogueira, que a Sexta Feira 13 até hoje passa a marca de um dia obscuro e ruim. (Apesar de ser uma sexta feira 13 também, alguns historiadores afirmam que a associação com bruxas e afins nesse dia viria na verdade de outro ano, em 1898. Independente da data real, sexta feira 13 continua sendo um bom dia para muitos verem filmes de terror…).
   De acordo com alguns historiadores, nesse dia, o grão-mestre dos templários, Jaques De Molay foi o primeiro a ser queimado, o qual teria rogado uma praga no Papa e no rei, que vieram a morrer no mesmo ano, alguns dias depois da condenação. Além disso, há alguns indícios que mostram que os templários deixaram de existir publicamente, para viverem às sombras, nos mais diversos cargos que se possam imaginar.

“Como escreveu Umberto Eco em O Pêndulo de Foucault, ‘os templários sempre estão por trás de tudo’ ”.– Malcolm Barber    

  Voltando a falar sobre a série, ela explora um pouco do cotidiano da Idade Média e conta sobre a vida dos templários, que já tinham certo poder naquela época. Já começamos com a última batalha de Landry e seus companheiros na Terra Santa, em busca do Santo Graal, 15 anos antes de nossa trama enfim começar. Aparentemente, eles o encontraram, porém precisam chegar até a França, onde o Papa está esperando para mostrar ao mundo o poder divino do cálice.

Templários
Foto: Divulgação

   Porém, chegando em Paris, Landry acaba sendo “promovido” a mestre templário e acaba descobrindo alguns segredos por trás da ordem que segue tão fielmente, o que lhe faz questionar várias coisas, principalmente sobre o interesse tão grande do Papa no cálice. Além disso, o Santo Graal realmente era um cálice? Que poderes ele tem?

Templários
Foto: Divulgação

Templários
Foto: Divulgação

   Quando Landry encontra o suposto Graal, começam a aparecer questionamentos sobre o que é ter fé e o que é ter ganância por poder. Além disso, o passado de Landry parece estar intimamente ligado ao Graal, o que confere certo interesse do Papa em “proteger” o rapaz.
  Conforme vai descobrindo coisas sobre seu passado, Landry fica, literalmente, entre a cruz e a espada, pois ele tem contato com as pessoas mais poderosas do mundo naquela época: o Papa e o rei.
   Porém, o que era para ser uma série mais amarradinha, começa a deixar certas pontas soltas… Quando os rumores do Graal chegam até o rei Filipe, ele também quer ter posse do cálice e ter poder não apenas sobre a França, mas sobre o mundo. Porém, parece que todos esquecem do Graal e tudo começa a girar em torno da amizade estremecida entre ele e Landry.
   E é aí que alguns fatos históricos começam a se bagunçar e há quem diga que a série “brinca de gato e sapato com a História”. Para dar um pouco mais de emoção, a série deixa um pouco de ter fundo histórico e passa para o fundo fantasioso e de caráter novelístico (nem sei se essa palavra existe, rs).

  É nesse meio tempo que passamos de aventuras para novela medieval, com a “briga de machos” que ficou entre Landry e Filipe. Landry é um mestre justo e bondoso, mesmo assim, isso não impede que ele dê suas escorregadas. E foi numa dessas que sua relação com o rei Filipe não ficou das melhores.
  Já Filipe é um rei bonzinho até a página 2… Na primeira temporada, é um homem gentil, amoroso, bom marido e bom pai, que sempre faz de tudo para agradar sua esposa, a rainha Joan e sua filha mais nova, Isabela. Porém, quando a relação entre ele e seu melhor amigo Landry estremece, ele se transforma, virando um rei cruel e covarde, tudo em nome de vingança cega e desmedida, que levou à morte de muita gente no meio do caminho.

Templários
Foto: Divulgação

  E, durante essa sede de vingança, o rei Filipe mostra que pode ser frio, meticuloso e até bom estrategista quando quer, diferente do banana que era antes, seguindo ordens de todo mundo. Porém, como fala um autor que gosto muito, Dan Brown:

“Nada é mais criativo ou mais destrutivo do que uma mente brilhante com um propósito.”

   E Filipe mostra bem o que é ser destrutivo. E é tão bem sucedido no que faz, que contagia até a filha caçula, Isabela. Ela é a princesa que espera, literalmente, pelo príncipe encantado, é uma menina linda e sonhadora… mas depois começa a se transformar numa psicopata, igual ao pai, tudo em nome de uma coroa. Nesse momento, sabemos exatamente quem é a família real francesa. Uma família fria e calculista, disposta a tudo para manter seu poder, numa verdadeira guerra dos tronos.
  Landry acaba pagando um preço alto pelo que aconteceu entre ele e Filipe, mesmo assim, sua devoção aos templários fala mais alto, o que acaba conquistando também certo prestígio, deixando Filipe ainda mais furioso e com sede de vingança. E aí começam algumas semelhanças com alguns filmes da Marvel…

Templários
Foto: Divulgação

Templários
Foto: Divulgação

   O produtor da série é ninguém mais, ninguém menos que Jeremy Renner, o Gavião Arqueiro em ‘Os Vingadores’. Talvez por isso, algumas coisas que acontecem no decorrer da briga dos dois lembre um pouco o filme da franquia, ‘Guerra Civil’. Além disso, há várias referências entre os próprios cavaleiros, que parecem seguir algumas filosofias dos Jedis de ‘Star Wars’.
   Com essas referências todas, numa série de época, fica até uma série legal, com várias cenas de “tiro, porrada e bomba”, porém a História em si acaba se perdendo no meio. Para começar, a ideia inicial era falar sobre o mistério em torno do Graal.
  Confesso que esperava que explorassem mais o tema, que por si só daria uma ótima temporada. Porém, ele ficou esquecido em meio a tantos acontecimentos e parece que os cavaleiros nunca foram lá na Terra Santa buscar o objeto.

Templários
Foto: Divulgação/CineMaterial

  Depois, eles colocaram algumas cenas que tem fundo histórico, como uma forma de salvar a ideia inicial da série, que até ficou legal no final das contas. Mas já tinha tanto assunto acontecendo junto, com tanta gente, que fica meio difícil acompanhar tanta coisa.
   Outra proposta que achei ousada logo de início foi que, apesar da trama se passar em torno da briga entre Landry e Filipe, eles não são os únicos protagonistas da série. Temos vários outros cavaleiros que ganham destaque, logo nos primeiros episódios, e os mantém até o final da segunda temporada.
  Na própria corte, a rainha Joan dá um show como protagonista, seguida pela filha Isabela, a princesa fria e sem coração. E são tantas artimanhas acontecendo, que você fica sem saber para que lado torcer, ou acompanhar.

   O que mais me incomodou nessa “bagunça” foram os fatos e alguns personagens simplesmente esquecidos. Creio que a ideia seria retornar com eles como uma espécie de surpresa na terceira temporada. Mas a própria continuação da série é um mistério.
   Com a segunda temporada lançada em 2019, a produção nunca anunciou o cancelamento, muito menos disse se tinha data para estreia da continuação dela, que tinha como proposta ser tão boa quanto Vikings (que ainda não vi, por sinal). Então, enquanto não afirmarem que teremos uma terceira temporada, nunca irei saber se minha ideia estava certa ou não.
   No entanto, se estão se perguntando se ainda é válido assistir a série, digo que sim. Ela tem um elenco muito bom, que levou bem o papel até o final da temporada. Apesar da ponta solta, eu até perdoo, já que tenho a esperança de que ela seja amarrada em algum momento, fora que tem a parte do entretenimento, que por si só, conquistou não só a mim, mas também minha mãe, que ficou viciadona na série (rsrsrs).
   Além disso, mesmo que os episódios sejam relativamente longos, tem tanta coisa acontecendo ali, que a gente acaba esquecendo do tempo e eles passam rapidinho. Foi bem fácil de maratonar e o final da segunda temporada dá a entender que ainda tem muita coisa para acontecer. Então a expectativa é grande.
   Vocês já tinham visto essa série? Gostam desses temas mais históricos? Me contem aí! Bora conversar! 😉
 
 

Postado por:

Hanna de Paiva

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