4 de maio de 2021

Um lobo entre as dunas | Gabriel Ritta

    Olá meu povo, como estamos? Hoje temos resenha de mais um conto “brazuca”, Um lobo entre as dunas, do autor Gabriel Ritta. 
Um lobo entre as dunas | Gabriel Ritta
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

OBS. Livro lido em parceria com a Confraria Crônicas Fanstásticas

20/24
Livro: Um lobo entre as dunas
Autor: Gabriel Ritta 
Editora: Confraria Crônicas Fantásticas 
Ano: 2021
Páginas: 143
Nas eras antigas da Terra, quando Lemúria, Atlântida e Mu ainda prosperavam pela superfície, Hugör Larrasad, guerreiro do norte, travava sua jornada pelo mundo. Desta vez, o Lobo do Mar conta suas aventuras pelo ancestral deserto de Mabeque, no qual ele aceita uma missão de um beduíno viajante para recuperar um cristal roubado que pode colocar o equilíbrio de poder de Suiarai, a Grande Metrópole do Deserto, em jogo.
Um lobo entre as dunas | Gabriel Ritta


Um lobo entre as dunas traz de volta vários continentes lendários, como Atlântida, Lemúria e Mu, com toda sua glória.
Por causa disso, várias cidades viviam à sua sombra, só esperando que eles dessem alguma bobeira, para conseguir passar a mão em alguma arma poderosa, para dominar o mundo.
Suiarai é uma dessas cidades. Povoada por malandros, espertalhões e trapaceiros, viver nessa cidade é praticamente uma de duas possibilidades: ou você é como eles… ou e muito desinformado.
Hugör Larrasad, nosso protagonista, é um lobo do mar. Solitário, cansado e em busca de uma grana para viver em paz, vai para as areias de Suiarai procurar abrigo e um trabalho fácil. Mas vai acabar se metendo em briga de gente grande, e vai ser bem difícil de sair dela.


“O que cria um guerreiro são sua honra e nobreza. […] Se um homem tem essas qualidades, ele é um guerreiro, do contrário é apenas um lutador qualquer.”




Esse é mais um conto, lido em parceria com a Confraria Crônicas Fantásticas. Pelo segundo mês seguido, recebi contos escritos pelo Gabriel Ritta e, devo dizer, amo a escrita fluida dele.
Com detalhes descritos na medida certa, um toque de fantasia e muito mistério no ar, somos levados direto para as areias de Suiarai.
Hugör Larrasad está muito fora de sua zona de conforto, já que se sai bem melhor no meio do mar, mas sabe que é necessário se quiser um pouc de paz e sossego no futuro.
Depois que mata um tarruno, um monstro feroz e perigoso, sozinho, ele segue para as dunas, atrás de algumas moedas, já que seus chifres valem seu peso em ouro.
Por onde passa, Hugör chama atenção, devido ao seu tamanho e porte atlético. Não bastasse isso, o fato de ter vencido um tarruno sozinho e ainda sair vivo para contar as história o faz ficar bem famoso, por ser um cara durão e quase um homem de aço.
Tentando usar isso ao seu favor, ele tenta arranjar um trabalho que lhe renda algumas moedas e uma aposentadoria tranquila. Mas parece que esse descanso está bem longe de ser alcançado.
Suiarai não é uma cidade confiável, cheia de pessoas que não são confiáveis. Então claro que o trabalho que Hugör encontraria seria escuso. Ele só não imaginava quanto.


“Era o tipo de lugar onde o diálogo não tinha espaço, a não ser para pechinchar o preço de alguma coisa.”


Eis que ele se mete com um príncipe, que lhe contrata para negociar com uma tal dama prateada, em posse de um artefato atlante.
Até aí, nada de surpreendente para Hugör. Mas as coisas parecem mudar de figura conforme ele vai conhecendo as pessoas e lutando contra seus próprios princípios.
Com uma narrativa em primeira pessoa, vemos as coisas pelo ângulo do protagonista, que num primeiro momento parece apenas mais um cara que vale nada, e pretende continuar desse jeito.
Conforme ele vai vendo como as coisas funcionam em Suiarai, parece que ele vai criando uma espécie de código de conduta próprio, que acaba lhe fazendo aprender suas lições e vendo que nem sempre vale tudo por algumas moedas.
Logo que chega na cidade, ele conhece Quira Uvar, uma bela taberneira, que ganha uma renda extra como armeira de mão cheia.
A química desses dois acontece logo de cara, e gostei bastante de ver que não ficou forçado. Mesmo com poucas páginas, vemos o quanto a relação deles vai se desenrolando e até torcendo para ver se algo acontece.
Além disso fiquei surpresa ao encontra aqui dois personagens que não achei que veria tão cedo, como Kazan, de O segredo de Kazan, e O homem em branco, que parece ser mais velho que a raça humana, pelo visto (rsrsrs).
Achei em inusitado, pois O homem em branco era criação do próprio Gabriel, mas Kazan é de outro autor, o Emerson Silva.


Um lobo entre as dunas | Gabriel Ritta
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

Então foi uma surpresa ver que os autores não apenas conversam, mas também compartilham os personagens entre si. 😱
O que mais gosto de Gabriel é que ele tem o dom de, em poucas páginas, te levar para viajar para mundos fantásticos, te faz de trouxa bonito e ainda te dá um final satisfatório e fechadinho.
Aqui, nenhum personagem ficou de fora, tudo foi explicado e terminei a leitura com aquela sensação de missão cumprida e com as respostas que queria.
Assim como os outros contos da editora, a diagramação deles é espetacular. A revisão está de parabéns e a capa é bem simples e objetiva, com o título em letras garrafais e poucos elementos.
Isso torna a capa clean e elegante também, coisa que não se espera muito em obras fantásticas, sejam livros ou contos.
   E aí, já conheciam esse conto? O que acharam da resenha? 

Postado por:

Hanna de Paiva

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