22 de January de 2026

A Mansão na Colina Rainer | Léo Ribeiro


Olá meu povo, como estamos? O projeto 12 Livros para 2026 mal começou e já chego com a resenha da leitura de janeiro para compartilhar com vocês.

Livro: A Mansão na Colina Rainer

Autoria: Leo Ribeiro

Editora: Skull

Ano: 2025

Páginas: 200

País: Brasil

Formato: Impresso (disponível no catálogo do Kindle Unlimited até o momento)

Nota: 4,5/5

Paul Howard é um detetive amador de pouco sucesso que, em férias despretensiosas, decide ir junto a esposa para uma casa de veraneio dos sogros na Ilha de Man. Lá, uma briga acaba fazendo-o deixar a casa e dormir fora; ao acordar no banco de trás de um carro junto a um homem desconhecido, descobre que foi contratado para resolver um caso no interior do país.

Ali encontra o seu destino.

Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

Paul Howard é um detetive particular, especializado em casos de infidelidade. Suas noites de tocaia em busca de maridos pulando a cerca podem não ser glamorosos, mas rendem uma grana para pagar os boletos no fim do mês. Contudo, são jornadas longas e que fazem o seu próprio casamento andar na corda bamba.

Tentando reacender a chama do casamento e tentando não entrar nas estatísticas do divócio, o detetive resolve viajar de férias com a esposa para um local paradisíaco e super romântico. A expectativa era de que os momentos de conexão e paz que o local fornece seriam o suficiente para que o casal voltasse renovado e mais apaixonado para casa.

Entretanto, a realidade vai ser bem diferente, no instante em que Paul pisar na ilha. Em uma noite tranquila, o detetive recebe a visita de um homem estranho, dizendo conhecê-lo muito bem e que estava lá para convocá-lo para a missão que poderia revolucionar sua vida profissional.

Isso porque o rapaz sempre sonhou em ser um investigador criminal. E agora teria a chance, pois o convite é para seguir até a colina Rainer e participar da investigação do crime que envolveu todos os moradores da mansão que ficava no topo. Caso aprovado no teste, Paul seria um detetive profissional da cidade.

No início ele acha uma proposta descabida. Afinal, quem convidaria um mero turista para uma atividade dessas em plena madrugada? Mas tem alguma coisa no olhar do visitante indicando que certos convites não devem ser ignorados.

O que será que aconteceu na Mansão Rainer? E por que Paul foi o escolhido para a missão?

-Não sou eu que define a vida, nem o momento da morte. Mas eu estou sempre lá, senhor Howard. Eu sempre estou lá.”

“A Mansão na Colina Rainer” é um lançamento da Skull, do qual tive o prazer de conhecer o autor em São Paulo. Fiquei bem feliz em pegar o exemplar autografado e já voltei para casa curiosa para ler, especialmente depois que ele comentou sobre as referências usadas para a construção do enredo.

Embora seja em terceira pessoa, a narrativa gira em torno dos pensamentos de Paul. Assim, conhecemos um detetive que até consegue pagar os boletos no fim do mês e dar uma vida estável para a esposa. Porém não é o emprego dos sonhos e isso o deixa frustrado.

Os planos iniciais do detetive eram de poder resolver casos criminais, típicos de romances policiais. Mas tudo o que ele conseguiu foram longas noites de tocaia dentro de um quarto, esperando maridos infiéis saírem de motéis baratos com suas amantes.

Essa rotina insana de trabalho pode pagar as contas, porém não se pode dizer o mesmo do casamento de Paul. Vendo que estava prestes a se divorciar, ele tenta uma última coisa antes de desistir. Assim o casal parte em uma viagem romântica rumo à Ilha de Man, onde os pais da moça tem uma casa de praia bonita e disponível para temporadas.

Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

Contudo, Paul vai precisar escolher entre dias tranquilos ao lado da esposa, ou pegar a oportunidade de seus sonhos e ter uma promoção no emprego. Isso porque um crime acontece em um local próximo de onde ele está hospedado e o prefeito o contrata para investigar o caso.

No início, Paul resiste. Porém, existem umas cláusulas estranhas no convite, que mais parece uma convocação, e que forçam o detetive a aceitar a proposta. Dessa forma, ele não tem alternativa a não ser partir rumo à Colina Rainer e descobrir o que aconteceu com a família que morava na mansão.

A trama tem 200 páginas e acontece dentro de poucos dias. No entanto, são tantos fatos acontecendo ao mesmo tempo, que custei a acreditar que era apenas um final de semana.

Além disso, Paul pode ser um detetive de longa data, porém ele está acostumado a só ficar sentadinho no canto dele, com uma câmera fotográfica na mão. Investigações de verdade só aconteciam em seus sonhos mais loucos e agora ele mal sabe por onde começar. Como se não bastasse isso, tem a pressão constante do prefeito, para que o caso seja solucionado rápido, o que deixa o detetive mais nervoso e passível de erros.

Todos estavam mentindo para ele, e o que acontecia ou aconteceu no vilarejo era importante (ou perturbador) demais para se manter em segredo.”

Isso fica perceptível quando vemos o ponto de vista do protagonista, tentando fazer o seu melhor, porém com o medo de errar sempre latente. Passei diversos momentos de raiva com ele ao longo desses dias na colina. O personagem deixava passar coisas tão óbvias, que minha vontade era entrar no livro e resolver eu mesma o caso.

No entanto, depois eu dei uma colher de chá para ele. Até porque não era eu que estava com a corda no pescoço, com um prefeito no meu cangote mandando eu ir mais rápido.

Não bastasse esse detalhe, as testemunhas do caso não parecem dispostas a ajudar o rapaz. Ele passa muito perrengues com pistas sumindo de repente ou levando a tantos caminhos possíveis, que deixaria qualquer um perdido.

Se você já tiver assistido/lido ‘A Volta do Parafuso’ e ‘ A Assombração na Casa da Colina’, provavelmente já vai entender os motivos que levou o personagem a tomar algumas atitudes. Como eu só ouvi falar, porém desconhecia as tramas, não sabia o que esperar. Mas nem por isso deixou de ser uma boa leitura.

-A vida não é uma embalagem de produto de supermercado, investigador. Nunca se sabe o que estamos levando para casa. Para a maioria, o importante é levar.”

Fiquei tensa a cada descoberta que Paul fazia e torcia para que saísse da confusão em que colocaram ele. Contudo, estava já com algumas teorias, que foram confirmadas logo depois, o que me fez devorar a leitura e querer saber mais e mais.

As pontas são amarradas como em um típico filme de terror. O que faz sentido, dada a referência utilizada. Achei que encaixou bem e foi justo para o destino do detetive.

Porém a leitura não leva nota máxima, por ter diversos momentos irrelevantes na trama, que deixaram a leitura um tanto cansativa. Se essas cenas tivessem sido resumidas, teria dado um andamento melhor para a história e rendido mais emoção.

Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

Mas ainda é uma boa leitura, que recomendo. Especialmente se você gostar de um bom terror nacional.

Falando sobre o livro em si, li em versão física e posso afirmar que a diagramação está muito bem feita. Gosto das capas idealizadas pela editora, as quais trazem elementos condizentes com a trama e sabemos exatamente o que iremos encontrar, sem grandes surpresas.

A fonte legível e as páginas mais grossinhas também ajudaram na experiência positiva de leitura. Mas também é possível encontrar a trama em versão digital, no catálogo do Kindle Unlimited.

Agora me conta: você gosta de terror nacional? Já leu esse ou algum outro do autor?

Postado por:

Hanna de Paiva

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