3 de fevereiro de 2022

Histórias do povo | Raquel Machado

     Olá meu povo, como estamos? Hoje temos a resenha de
‘Histórias do Povo’, as primeiras aventuras dos moradores de Cotidiana, por
Raquel Machado, uma autora independente e nacional.
Histórias do povo | Raquel Machado
Foto: Hanna Carolina/Mundinho da Hanna

5/24
Livro: Histórias do povo 
Autora: Raquel Machado 
Editora: Independente 
Ano: 2020
Páginas: 252
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Cotidiana é uma cidade que possui cidadãos peculiares e
histórias interessantes. Através dos contos deste livro, vamos conhecer esse
lugar, seus moradores e suas ligações. De Janeiro a Junho, ficaremos em frente
a questões amorosas, financeiras e morais. É você, leitor, que definirá o
desfecho de cada uma delas. Com situações divertidas e baseadas em fatos reais,
prepare-se para vivenciar com os personagens as decisões que enfrentamos no
dia-a-dia. Embarque nessa aventura e surpreenda-se com o poder que escolhas
simples podem ter sobre nossa vida.




Histórias do povo | Raquel Machado




    Não sei se vocês lembram, mas comentei sobre o povo de
Cotidiana, em ‘As Histórias do Povo Continuam’. 
   Conheci através de uma leitura coletiva, organizada pela própria autora, então
não pude optar e li apenas o segundo volume na época.
   Como o objetivo do livro é idealizar o ano inteiro dos
personagens da mesma cidade
, ao ler só a sequência, tive apenas o vislumbre do
segundo semestre. 
   A experiência foi fantástica, mas ainda faltava completar,
sabendo o que aconteceu no começo do ano, em ‘Histórias do Povo’ (
agora o nome
do segundo volume faz sentido?
).
   Felizmente, a curiosidade não durou muito, pois tive o
prazer de ganhar os dois volumes físicos e autografados em um sorteio, também
promovido pela autora. 
   A grande sacada desses livros é que tudo é independente.
Então, podemos tanto ler os contos de maneira aleatória, como os próprios
livros são avulsos entre si. 
   Dessa forma, não tive problemas por ter lido em
ordem invertida.
   Mantendo a ideia do outro livro, aqui todos os contos têm
dois finais
. Assim podemos escolher o favorito naquele momento. 
   Eu gostei
bastante dessa opção, pois sempre fica aquela dúvida sobre uma decisão que
tomamos: “e se tivesse escolhido outro caminho, como seria minha vida?”.
Infelizmente, não é possível no mundo real.
   Mas em Cotidiana, pude brincar de “Você Decide” todas as
vezes, uma experiência bem divertida
em alguns momentos (
já em outros, nem
tanto, mas faz parte da vida, né?
). 
   Apesar de que, mesmo sabendo que era para
escolher um único desfecho, sou curiosa e li os dois finais em todos os contos
(rsrsrs).
   Ainda assim, é interessante ver que os finais, mesmo com a
opção de escolha, são bem pé no chão. Isso porque as histórias são baseadas em
fatos reais
   Então, temos o resultado real, além de um futuro alternativo, se a
pessoa tivesse tomado outro rumo.
   Além disso, os personagens que são protagonistas em um conto,
se tornam figurantes nas histórias seguintes, e vice-versa. 
   A sensação de crossover deles é maravilhosa, fora o ar
de cidade pequena, que Cotidiana realmente é. Muitos protagonistas do primeiro
volume são figurantes do segundo também. 
   Então foi incrível revê-los, agora como
o centro dos próprios fatos.

   Em ‘Histórias do Povo’ encontramos:

 

‘Rola ou Enrola’ – Você acreditaria nas profecias amorosas
de uma vidente?

‘Cenoura ou Bronze’ – Até que ponto você iria para
conquistar um gatinho no primeiro encontro?

‘Sorriso Sensual’ – O que você faria ao finalmente conhecer
o gatinho da
internet?

‘Tapa na Pantera’ – Amigos de verdade existem?

‘Bilhete Premiado’ – O que você faria se encontrasse um
bilhete premiado de um conhecido?

‘Escoteiro’ – Dilema de um pai que esqueceu o aniversário da
filha

‘La
Confusión’ – “Felizes para sempre” existe?

‘Glamurosa’ – Diga agora ou cale-se para sempre

‘Felizes para Sempre’ – Será que eu caso ou compro uma
bicicleta?

‘O recheio e a Cobertura’ – O que você faria se encontrasse
seu amor de 10 anos atrás?

‘Confusão Junina’ – Curtir o primeiro beijo ou resolver
“casos de família”?

 

   Todos têm uma vibe
levinha e renderam várias risadas
. Desses, os que mais curti foram ‘Sorriso Sensual’e
‘Escoteiro’, especialmente por ter passado por uma situação parecida anos
atrás. 
   No caso de ‘Sorriso Sensual’, foi ainda na adolescência. Hoje, quando me
lembro, caio na risada, mas na hora, me senti como a Gatinha do Vôlei
(haha).
   E ‘Escoteiro’ me foi bastante nostálgico, pois me lembrou
umas peripécias do meu falecido pai, quando eu era criança
   Ele fez quase as
mesmas trapalhadas que o protagonista do conto, então foi bem legal lembrar.
   Falando sobre o livro, agora com a experiência do impresso
nas mãos, ele é super levinho, combinando com o estilo de leitura. 
   Todos os
contos são narrados em terceira pessoa
, o que dá uma visão ainda mais ampla dos
“causos”.
   A diagramação, revisão e impressão
estão impecáveis. Dá para perceber todo o cuidado que a autora teve, dando uma capa
mais simples para cada conto também. 
   As páginas são amareladinhas e grossinhas,
o que tornou a experiência bem agradável. A capa principal é simples e
objetiva. 
   Segue o padrão do segundo volume, porém aqui tem a combinação forte
de amarelo e roxo, dando um charme inusitado e impactante ao livro.
   Resumindo, amei conhecer a história completa dos moradores
de Cotidiana. São, literalmente, gente como a gente
   E mostraram que, mesmo com
a rotina corrida e cheia de compromissos, coisas engraçadas podem acontecer
onde menos se espera.
   No momento, podem ser situações constrangedoras, mas quando
nos lembramos depois, rimos de nós mesmos e de nossas trapalhadas. 
   Ainda assim,
decisões pequenas podem levar a um rumo que podemos nos arrepender e nos
lembrar disso o resto da vida.
   ‘Histórias do Povo’ são ótimas lembranças disso, inclusive. 
   Colocados aqui de maneira leve e fluida, se tornam uma leitura rápida, para se
ler em poucas horas, mas ainda te faz refletir sobre as próprias decisões e
consequências. 








   Já leram algo da autora? Curtem livros que tem vários finais possíveis? Me contem aí! 








                                                                             





                                                                                         Obs.: Texto revisado por Emerson Silva               

Postado por:

Hanna de Paiva

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