2 de abril de 2024

Juntos, Mas Nem Tanto | Noelle Adams e Samantha Chase

Olá meu povo, como estamos? Vamos de romance no estilo “cão e gato” hoje, com a resenha de ‘Juntos, Mas Nem Tanto’, um achadinho do Kindle Unlimited.

Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

Livro: Juntos, Mas Nem Tanto

Autoria: Noelle Adams e Samantha Chase

Tradução: Andréia Barboza

Editora: Bookmarks

Ano: 2022

Páginas: 228

País: EUA

Nota: 4/5

Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

Esqueça todos os romances de colegas de apartamento que você possa ter lido. Heather e Chris não se odeiam… muito. E eles não transam o tempo todo… pelo menos, não no começo.
Chris não sai por aí sem camisa, flexionando os músculos e deixando Heather louca… com muita frequência. E ele não fica enciumado e possessivo toda vez que ela sai com outro homem… bem, talvez às vezes. Mas eles definitivamente não se apaixonam… de imediato.
Quando Heather voltar para sua cidade natal, ela planeja assumir a empresa de restauração do pai e se mudar para um lindo apartamento em Preston’s Mill. Mas então ela descobre que terá que se associar a um homem que nunca vai poder perdoar: Chris Dole, que abandonou seu pai e traiu sua confiança há três anos.
E fica ainda pior: Eles não precisam apenas trabalhar juntos. Precisam dividir o apartamento por seis meses para provar que podem se dar bem. Isso significa que Heather vai ter que lidar com Chris e tolerar sua antipatia, sensualidade mortal e sua cadeira reclinável horrorosa que ele chama de Flo. Ela vai fazer o que for preciso por lealdade ao pai, mas não vai gostar.
Pelo menos, não muito.

Heather é uma mulher linda, jovem e independente, que sempre lutou muito para ter suas próprias coisas. Contudo, mesmo com tantas qualidades, ainda precisa provar ao pai que é capaz de tomar conta da empresa de construção civil da família. O que está prestes a acontecer, dado que Tom (pai da moça) anunciou a aposentadoria.

Porém, sua alegria dura apenas cinco minutos quando o dono da empresa apresenta Chris como novo presidente. A notícia teria sido melhor aceita se o rapaz em questão não fosse um desafeto de Heather, de quem a moça guarda mágoa até hoje.

Para completar o caos, seu pai faz uma espécie de condição inusitada para que ela permaneça na equipe: Os dois devem provar que são adultos e que podem conviver de forma madura e profissional. Mas Tom só vai acreditar nessa promessa se eles conseguirem morar juntos por seis meses como colegas de apartamento.

Embora seja uma proposta assustadora e impensável, a dupla aceita o desafio para manter o emprego. A grande questão é se essa convivência vai durar tanto tempo, já que tem muitas contas a acertar.

Seis meses. Em um apartamento de dois quartos bem pequeno. Com um banheiro. E um homem grande, bonito, detestável e desleal.

Eu nunca tinha lido nada das autoras até ver esse livro no catálogo do Kindle Unlimited. Como estava procurando algo leve e divertido para ler, resolvi dar uma chance à obra e me surpreendi bastante.

A narrativa é em terceira pessoa e temos uma visão alternada, ora pelo lado de Heather, ora pelo de Chris. A moça é filha única e mora com seu pai já idoso. Por nunca ter tido a chance de contato materno, Tom acabou fazendo papel duplo na criação da filha e tem orgulho da mulher que ela se tornou. No entanto, a conhece muito bem e sabe que ela tem diversos traumas em relação ao passado e o quanto isso pesa nas horas mais difíceis.

Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

Chris, por outro lado, é um rapaz charmoso e simpático, que tem um carinho muito grande pelo pai de Heather, como se também fosse o seu. Mas ele acabou se afastando sem despedidas, o que deixou diversas mágoas na moça, especialmente por terem ficado sozinhos quando mais precisavam de apoio.

Com o passar dos anos, a protagonista se especializou em diversas coisas importantes para atuar na empresa do pai. Afinal, o negócio um dia seria seu e ela precisaria saber no que estaria se metendo. Contudo, por azar (ou brincadeira de mau gosto de Tom), o cargo que ela tanto sonhava será ocupado por quem ela julgava ser menos merecedor: Chris, que aparece do nada, como o filho pródigo e tem todos os louros da vitória.

O encontro não poderia ser menos estranho, não fosse pela proposta do pai de Heather. De acordo com ele, os dois vão trabalhar juntos e precisam provar que podem ser adultos o suficiente para se aturarem de forma pacífica e cordial diante dos demais funcionários. Para isso, devem morar juntos por seis meses sem desavenças.

Apesar de odiar a princípio, os dois aceitam a condição, cada um com seus motivos. Heather para mostrar que é uma filha obediente e o rapaz por ter chegado na cidade com uma mão na frente e outra atrás. Mas essa convivência não será nada fácil.

Com uma escrita fluida e capítulos curtos, me diverti bastante lendo a aventura desses dois. Ela, toda metódica e cheia de manias, com uma cadelinha de madame a tiracolo. Ele, disposto a tirar a moça do sério com seu jeito caótico e sem regras para nada e uma poltrona horrorosa de estimação, chamada Flo.

Às vezes, era muito difícil ser uma adulta razoável.

Esses dois são completamente opostos e quando estão juntos só saem faíscas (de todos os sentidos). O que já era um tanto óbvio logo nas primeiras páginas. Confesso que achei muito estranha essa ideia ter vindo logo do pai da moça, mas ele é um cara vivido, que já sofreu muito na vida e talvez quisesse algo diferente para Heather. Apesar do jeito moderno até demais com o qual fez a filha enxergar algumas coisas, não consegui ficar com raiva dele.

A relação entre pai e filha é muito linda de se ver. Eles são bastante unidos e o amor irradia por todos os lados. Ficava com o coração quentinho toda vez que eu via o cuidado que tinham um pelo outro e o quanto se preocupavam.

Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

O mesmo eu via entre Tom e Chris. O rapaz teve seus motivos para sair de cena, mas o que nunca mudou foi o carinho que eles têm um pelo outro, quase paternal também. Conforme compreendia mais sobre seu passado, não consegui julgá-lo e só queria era dar um abraço nele.

Quem também faz um belo papel secundário são Stelle, a vizinha dos colegas “forçados” de apartamento e Srta. Lucy, a cadelinha de Heather. A primeira é uma velha muito da assanhada, que enxerga as coisas mais óbvias e não tem papas na língua. Apesar de mexeriqueira, gostei muito do jeito dela de falar as coisas, dando os tapas na cara que os protagonistas precisavam na hora certa.

Já a cachorrinha me conquistou com seu jeitinho fofo e seus lacinhos coloridos. Não apenas a mim, mas a todo o restante do elenco que se via rendido aos seus olhos grandes e brilhantes.

Por ser um romance previsível, o final é um tanto óbvio e clichê. Mesmo assim, me via torcendo para que o “final feliz” chegasse logo e estava curiosa para ver como ele se desenvolveria. A química entre Heather e Chris é palpável e crível, apesar de instantânea.

Não iria tocá-lo. De jeito nenhum. Nunca. Era uma mulher sensata e não estava à mercê de desejos lascivos. Só tinha que se lembrar disso.

Ambos têm suas feridas do passado e precisam lidar com elas para enxergarem a beleza que está diante de seus narizes. E é interessante a forma como assuntos importantes são abordados ao longo dos capítulos.

Mesmo tendo o romance e cenas um tanto quentes e bem detalhadas como centro da narrativa, as autoras encontraram espaço para falar sobre laços familiares e amizades verdadeiras, que me fez refletir sobre minhas próprias escolhas.

No entanto, gostaria que tivessem amarrado melhor muitas pontas, para que o desfecho ficasse mais aceitável e não com cara de contos de fadas, como o que me pareceu. A impressão que tive era que elas estavam com pressa de terminar a obra e encerraram de qualquer jeito, achando que ninguém ia notar que faltavam peças. Isso me decepcionou um bocado, ainda mais por ser o primeiro contato com o trabalho delas.

Falando sobre o livro em si, gostei bastante da versão que li (digital). Está bem diagramada, a revisão bem feita e a capa segue um modelo padrão que vejo nos últimos tempos: em forma de desenho fofo. Apesar de ter gostado da proposta, achei que engana bastante por parecer algo ingênuo e entregar algo mais adulto.

Em todo caso, é uma leitura que recomendo para ler num final de semana/férias, ou mesmo se quiserem sair de uma ressaca literária e não estejam se importando com uma história bem amarrada.

E vocês, já leram esse livro ou algum outro das autoras? Me contem nos comentários!

Postado por:

Hanna de Paiva

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