Olá meu povo, como estamos? Hoje é o último dia de fevereiro e, apesar de ser um mês curtinho, consegui fazer boas leituras. Vem ver tudo o que rolou por aqui!
Convite Para Um Homicídio (Audiolivro)

Chipping Cleghorn é uma cidade pequena na qual todos se conhecem.
Até que, um dia, um anúncio no jornal convida todos para um homicídio que acontecerá na casa de Letitia Blacklock. Levados pela curiosidade, os moradores da cidadezinha decidem comparecer no horário marcado. O que parecia ser uma brincadeira inocente rapidamente se transforma em uma tragédia quando as luzes se apagam, tiros são disparados e uma pessoa é assassinada. Quem poderia ter orquestrado esse crime?
Considerado um dos melhores casos de Miss Marple, Convite para um homicídio foi o 50º livro de mistério publicado por Agatha Christie.
Agatha Christie é sempre uma boa pedida. Mas ainda não tinha experimentado ouvir suas obras. Aqui, eu achei a dramatização bem imersiva (mais ainda do que se estivesse lendo), pois ficou mais latente a impressão de ouvir uma novela. As reviravoltas são boas, porém minha única “reclamação” seria que a Miss Marple demorou para aparecer. A não ser isso, foi uma ótima história e que recomendo.
A Inquilina

Não há nada como o nosso lar…
Blake Porter estava em franca ascensão ― até não estar mais. Depois de ter sido demitido de uma hora para outra de seu cargo como vice-presidente em uma agência de marketing, ele fica sem condições de pagar as prestações do financiamento da casa no Upper West Side, onde mora com a noiva em Nova York. A solução para essa conta que não fecha? Alugar um dos quartos.
Depois de conhecer alguns candidatos a inquilino um tanto peculiares, Blake conclui que será difícil encontrar a pessoa certa. E é aí que surge Whitney. Simpática, educada, sem frescuras e precisando muito de um lugar para morar. Ela é exatamente o que o casal procura.
Será?
Porque, assim que ela se muda para a casa, coisas sinistras começam a acontecer. A cozinha exala um cheiro de comida podre, mesmo após várias faxinas. Os vizinhos passam a tratar Blake de um jeito diferente. Barulhos estranhos o acordam no meio da noite. Até a roupa que ele usa parece lhe dar alergia. De repente, Blake passa a desconfiar de que seus piores segredos podem ter sido descobertos…
O perigo mora na sua casa, e, quando Blake se der conta, será tarde demais. A armadilha já está pronta.
Esse foi um dos meus últimos recebidos de parceria com a editora e posso dizer que fechei com chave de ouro. A leitura foi rápida e cheia de reviravoltas, como já é esperado da autora. Embora não seja um dos meus favoritos, é uma boa leitura e perfeita para sair da ressaca literária.
Herança Macabra

QUANDO A MALDADE PERCORRE AS VEIAS,
O SANGUE DOS INOCENTES ESCORRE PELAS MÃOS
Na fúnebre atmosfera do México dos anos 1940, as ruas de uma cidade tornaram-se palco dos atos macabros de Felícitas Sánchez Aguillón. Apelidada de “A Ogra do bairro Roma”, a parteira corrompeu sua nobre profissão assassinando dezenas de crianças sem deixar rastro de humanidade. A captura e subsequente condenação de Felícitas marcaram definitivamente a consciência coletiva da comunidade.
Décadas mais tarde, Ignacio Suárez, um escritor da era contemporânea, tropeça em um legado de brutalidade que se recusa a permanecer enterrado. Fotografias enigmáticas de mulheres mortas chegam às suas mãos, trazendo o passado cruel para o seu mundo de palavras. As imagens carregam uma sinistra coincidência com cenas presentes em suas obras, obrigando-o a confrontar o fato de que o horror que imaginava escrever agora é apresentado em forma real com novas vítimas cruzando o seu caminho.
Com o ressurgimento de pistas que remetem à falecida Felícitas, enigmas começam a tecer uma ponte entre eras e segredos ocultos na trama histórica. O enredo torna-se ainda mais intrincado quando a inesperada morte de uma figura central na investigação sugere que o perigo é uma entidade onipresente, um perseguidor incansável.
O único artefato que restou é um manuscrito envolto em mistério, potencialmente ostentando a chave para desvendar verdades sinistras e estagnar a continuidade do derramamento de sangue. Ao navegar entre a história de Felícitas e os temores atuais que consomem Ignacio, Verónica Llaca nos conduz ao precipício de uma escuridão reveladora, onde as facetas mais sombrias da natureza humana emergem despidas de camadas de pretensão.
O leitor é convidado a mergulhar neste labirinto onde eventos de épocas distantes se entrelaçam numa valsa macabra, levantando a questão: Por que será que certos eventos sombrios emergem, de tempos em tempos, assombrando-nos persistentemente como se fossem inevitáveis?
Essa foi a leitura mais perturbadora que fiz em 2026, e olha que ainda estamos em fevereiro! A escrita da autora é fluida e imersiva. Porém é uma história densa e que não recomendo para todos os leitores.
O Desaparecimento da Rainha de Bateria

Na noite mais importante do Carnaval, quando os holofotes estão voltados para Sambódromo e o Brasil inteiro está de olho nos desfiles, Marta Lúcia desaparece.
Rainha de bateria da Unidos da Baixada, Malu passou anos de sua vida dedicando-se à escola e esperando esse momento de glória. Finalmente a escola vai desfilar no grupo especial, porém, ela não estará lá. Momentos antes de entrar na avenida, Malu é sequestrada e começa a sua luta por sobrevivência.
Segredos enterrados há muitos anos vêm à tona buscando vingança. A polícia terá pouco tempo para encontrá-la, pois a quarta-feira de cinzas está à sua espera, marcando um dia sombrio e assustador.
O desaparecimento da rainha de bateria é um conto de suspense ambientado no coração do carnaval carioca, onde passado e presente se cruzam e onde a culpa esquecida se mistura ao medo cada vez mais sufocante.
Esse é um conto bem cara do carnaval carioca, literalmente. Eu amei por sair da caixa, já que boa parte das histórias que são ambientadas nessa época costumam ser romances fofos.
A Última Página

Isabela Oliveira é investigadora assistente da Polícia de Porto Alegre. Enfrentando uma crise de carreira e aguardando uma promoção que nunca chega, ela acaba se envolvendo em um caso, onde as pistas a levam para um lado, mas seu instinto investigativo leva para outro.
Com dúvidas sobre suas escolhas, Isabela enfrenta um caso que põe suas habilidades à prova.
Ela se pergunta, será esse o caminho certo?
Entre a tentativa de convencer sua chefe a continuar com o caso, e a tarefa de desvendar pistas e segredos que, de maneira isolada, parecem não ter ligação, Isabela descobre que a última página nem sempre é a que traz as respostas.
Essa foi uma grata surpresa que encontrei no catálogo do Kindle Unlimited. Esperava nada dele, mas recebi uma boa trama, com reviravoltas bem clássicas da rainha Agatha Christie e que me deu certa nostalgia. E o melhor é ser nacional.
Tom Dee e Os Crimes da Meia Noite

Londres, 1930. Em meio à névoa da Grande Depressão e ao colapso social que assola a capital britânica, uma série de assassinatos brutais começa a assombrar as ruas. As vítimas, pessoas de origens distintas, são encontradas com os olhos arrancados e cercadas por frases escritas com sangue – todas fazendo referências obscuras à mitologia grega. A polícia está perplexa. A imprensa, em polvorosa. O pânico se espalha.
É quando entra em cena Tom Dee, um detetive excêntrico e brilhante, culto e vaidoso, com métodos nada convencionais e uma mente afiada como o bisturi do assassino. Ao lado de seu assistente, o inseguro mas determinado Robert Stantham, Dee mergulha numa investigação que mistura crimes ritualísticos, sociedades secretas, símbolos arcanos e um plano sombrio que pode culminar em doze mortes – uma para cada trabalho de Hércules. Narrado com ritmo envolvente, humor britânico refinado e uma atmosfera noir repleta de charme vitoriano, Tom Dee e os Crimes da Meia-Noite é um romance policial sofisticado e original, que une suspense, história e mitologia em uma trama engenhosa e eletrizante.
Prepare-se para descobrir que o mal nem sempre nasce — às vezes, ele é invocado.
Esse foi meu primeiro lido de parceria com a Skull em 2026 e tive uma grata surpresa. O detetive é uma mistura de Holmes e Poirot, que jamais imaginei ser possível. A leitura é bem rápida e me surpreendi bastante com as reviravoltas.
E aí, já conhecia algum desses livros? Leu bastante durante o mês? Me conta nos comentários!
Marla
Oi Hanna, tudo bem?
Só conhecia “Convite Para Um Homicídio”, mas ainda não li. Fiquei curiosa pela trama de “O Desaparecimento da Rainha de Bateria”.
*bye*
Marla
https://loucaporromances.blogspot.com
Hanna de Paiva
Eu amei o da rainha de bateria, Cida. E pelo seu estilo, acho que vai curtir também =)
Cida Oliveira
Oi Hanna! A Freida tem muitos livros não, é? Sempre vejo algo novo dela por aqui. Dessa sua lista já li o da Agatha, um dos que mais gostei. Boas leituras em março.
Bjos!!
Moonlight Books
@moonlightbooks
Hanna de Paiva
Sim, amiga. A Freida sempre nos surpreende com mais uma novidade, hehe. Desejo ótimas leituras para você também, amiga. =)
Andrea Morais
Menina, tu gosta mesmo de um bom suspense, hein! =D
Eu sou mais da fantasia e ficção científica, mas sou grande fã de Agatha Christie e tenho gostado da escrita de Freida Mc Fadden.
Hanna de Paiva
É um dos meus favoritos, haha. Agatha é sempre uma boa pedida, né? ^^
Emerson Garcia
Só leitura top. Gostei de acompanhar mais essas leituras.
Boa semana!
O JOVEM JORNALISTA está em HIATUS DE VERÃO entre 03 de fevereiro à 09 de março, mas comentaremos nos blogs amigos. Mesmo em Hiatus, o JOVEM JORNALISTA está no ar cheio de posts novos e novidades! Não deixe de conferir!
Jovem Jornalista
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Até mais, Emerson Garcia
Hanna de Paiva
Que bom que gostou =)
Carolina Piovesan
Oi Hanna, bom dia! tudo bem?
Chegando atrasada no post, mas o que vale é a intenção. Comparada a mim, você leu horrores haha
Das suas leituras, eu já ouvi alguns audiobooks da Agatha (não esse especificamente) e eu adoro a dramatização, muito incrível. E a Miss Marple pra mim é o suprassumo, adoro a personagem em todos os livros que eu já li com ela.
Sobre os livros da Freida, to muito atrasada… Só li A Empregada e parei por aí. Não por ser ruim, mas não consegui encaixar ele em algum momento. Eu vi que tem um livro novo dela, o “Querida Debbie”, já viu?
Herança Macabra ta no meu radar, descobri o livro ontem, acredita? E bom pelo seu comentário de ser sido perturbador (eu gosto de livros perturbadores), fiquei animada hein? Pena que é uma série né e não vi nada sobre publicações das continuações.
Dos demais, fiquei interessada no livro da Skull, Tom Dee e Os Crimes da Meia Noite. Vi que ele está disponível no Kindle Unlimited também, acho que vou pegar por lá.
No mais é isso, eu nem vou postar o lidos do meu mês de fevereiro pois tá uma vergonha! (Apesar de ter muitas resenhas atrasadas para por no blog…)
Abraços! Carolina
Blog Baú de Histórias
Hanna de Paiva
Seja bem vinda! Sempre é hora boa para se falar de livros, haha.
Eu ainda gosto mais do casal Tommy e Tupence, mas a Velhinha fofoqueira me ganha no seu jeito de resolver os casos, haha. Já vi o novo da Freida sim. E olha, ela tem tanto livro lançado em intervalos curtos, além dos que já estão confirmados, que nem eu dei conta de ler todos. Parei de apostar corrida e vou pelos que mais me interessam. Esse Querida Debbie está sendo bem elogiado. Eu nem sabia que Herança Macabra era uma série. Só vi muito por acaso, quando fui no site da Amazon pegar a sinopse. Uma pena mesmo não terem trazido para o Brasil. O bom dos livros da Skull é que eles sempre colocam os livros no Kindle Unlimited. Então dá para ler todos do catálogo, hehe.