17 de abril de 2018

Resenha do livro: Cem gramas de centeio

Olá meu povo, como estamos? Hoje temos resenha do livro Cem gramas de centeio, da Rainha do crime Agatha Christie. Vem ver! 😉

Cem gramas de centeio

 

19/30
Livro: Cem gramas de centeio – Uma aventura de Miss Marple
Autora: Agatha Christie
Editora: Nova Fronteira
Ano: 2015 (Edição capa dura)
Páginas: 232
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Um dia normal na vida de Rex Fortescue, presidente da Consolidated Investiments Trust, começa sem exceções com o seguinte ritual: sua secretária particular, a belíssima srta. Grosvenor, serve-lhe o chá matinal em seu escritório. O que nenhum dos dois poderia imaginar é que aquele seria o último chá do sr. Fortescue – e seu último dia de vida. A perícia afirma que a morte foi causada por envenenamento, mas quem teria interesse em assassiná-lo? Chamado a investigar o caso, o inspetor Neele logo descobre que, na verdade, a família inteira do magnata poderia figurar entre os maiores suspeitos. Quando mais duas vítimas são encontradas na propriedade dos Fortescue, seguindo um curioso padrão, Miss Marple não vê alternativa senão entrar em cena para desmascarar o culpado.

 

Rex Fortescue é um cara rico e bem sucedido, bem daqueles arrogantes e que todos odeiam… mas vivem por perto porque ele tem mais grana que todos, sabe? Todos os dias lá estava ele na empresa, com sua secretária loira e bonitona, que lhe fazia chá matinal e deixava as outras funcionárias com inveja de sua beleza e posição na empresa.
Um dia como outro qualquer, ele chega para trabalhar, toma o chá e morre. Mas antes ele tenta gritar para sua secretária que foi o chá… foi o chá… e morre em minutos. A secretária, em pânico, chama logo a polícia para denunciar a morte do chefe. Ao saber que a vítima morreu envenenada e ainda por cima tem exatos cem gramas de centeio no bolso, o inspetor Neele fica intrigado e começa a investigação.

 

“Continuo só com o que já tinha antes. Cem gramas de centeio… sem a mínima explicação.”

 

O que mais Rex Fortescue tinha era inimigos, até dentro da própria casa, logo todos são suspeitos. Depois da pista do chá, Neele vai até a mansão dos Fortescue e interroga primeiro os empregados e a filha mais nova do empresário, já que a esposa curiosamente foi jogar golfe, mas o único campo de golfe que tinha nas redondezas não estava sendo usado pela dama. curiosamente também, a mocinha (literalmente, com quase a idade da filha mais nova do empresário), aparece no fim do dia, com um instrutor de golfe, com quem supostamente estava aprendendo táticas para jogar, sabe-se lá onde, e ainda fica feliz com a morte do marido.

 

“Pela primeira vez desde que tinha posto os pés no Chalé do Teixo, Neele deparava com assombro o que lhe parecia um autêntico sentimento de pesar pelo morto.”

 

Isso poderia ser quase que uma confissão de assassinato, já que todos tomaram café da manhã juntos e ela seria a mais próxima de colocar veneno no chá da vítima… O que parecia estar resolvido acaba dando reviravoltas quando, não apenas Rex, mas logo a sra. Fortescue morre envenenada e, no fim do mesmo dia, a empregada que mais ficou nervosa ao ser interrogada, falando constantemente “não fiz nada!”.

 

Cem gramas de centeio
Foto: Hanna de Paiva | Mundinho da Hanna

 

Rex Fortescue foi envenenado com taxina, proveniente de uma árvore do próprio quintal da família. Adele Fortescue morre envenenada por cianureto, e a pobre empregada morre estrangulada no quintal, com um pregador no nariz.
Três vítimas em um mesmo dia, todos ligados ao Rex Fortescue, mais cem gramas de centeio que aparentemente só serviram para deixar  inspetor Neele mais confuso e sem saber onde eles se encaixavam na história toda. Rex tinha muitos inimigos, verdade, mas quem poderia se beneficiar matando também a esposa e a empregada, coitada? E mais, o que o pregador no nariz da pobre empregada tinha a ver com tudo isso? Miss Marple, ao saber das outras duas mortes na casa dos Fortescue, decide ir ajudar na investigação e aponta coisas que Neele não teria percebido sozinho.
Três filhos, dois casados e doidos para manter a fortuna do pai em mãos, a filha mais nova doida para se casar com um cara mais velho e sem aprovação do pai, a esposa tinha vários segredos, revelados após sua morte. Quem teria mais motivos para matar o magnata? E mais, foi alguém de casa, já que Rex era famoso por passar a perna em muita gente, sem nem ligar para as consequências?

 

“A gente não deve por rótulos em ninguém. […] Existe uma tendência a acreditar que aqueles que são bons também são burros.”

 

Miss Marple, com toda sua calma, e aparência da senhorinha bondosa, traz a luz alguns fatos, que na realidade tem mais ligações e segue até um padrão. Quem matou a família Fortescue sabia o que estava fazendo, era meticuloso e inteligente. Sabendo de coisas do passado de muita gente da família. Neele se vê rendido aos fatos apontados de Miss Marple, e o final é surpreendente!
Quem conhece os livros de Agatha Christie sabe que ela tem dois detetives em suas histórias, Miss Marple e Poirot, o último mais frequente em seus livros. E até entendo o porquê de ele ter emplacado… ele realmente é um detetive reconhecido pelo mundo, enquanto Miss Marple chega como quem não quer nada, se mete nos casos da polícia e descobre os fatos inusitados… depois volta para sua vidinha…
Apesar de ter curtido a leitura e recomendo, ainda prefiro os casos do detetive Poirot (rsrsrs). Bom, descobri os livros da Rainha do Crime ano passado, com Morte na praia.  Desde então tenho procurado por mais livros da autora e gostado bastante.
O que mais gosto dos livros dela é que a maioria é em capa dura, mas os preços são bem acessíveis, ao contrário do que costuma ser com os outros livros nessa versão. É aquele clássico que você tem orgulho de ter na estante, sabe? Eu gostei também da escrita dela, é daquele tipo que te dá as pistas, para você ir tentando juntar tudo com o detetive, mas no fim, sempre tem um detalhe que, se você não prestar atenção, passa batido e só lembra dele no final, quando o culpado aparece.

Além disso, os livros são sempre “finos”, então a escrita é bem fluida e os fatos acontecem bem rápido… como disse, se não prestar atenção em cada detalhe, vai tomar aquele susto no final. Com relação ao livro em si, eu gostei bastante da gramatura, não é algo super fino e frágil, pelo contrário, as páginas são de fácil passada, mas são um tanto grossinhas, o que é ótimo para a conservação na estante. Os capítulos são bem marcados e a fonte é no tamanho certo, nem grande, nem pequeno demais.
Para esse livro, dou 5 estrelas, mas não coloco como meu favorito, pois ainda prefiro os casos do Poirot. Já tinham lido algo da autora? E esse livro, conhecem? Bora conversar! Até mais! 😉

 

Postado por:

Hanna de Paiva

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