3 de February de 2026

Lidos de Janeiro | 2026

Olá meu povo, como estamos? Parece que foi ontem que a gente estava desejando “feliz ano novo” e hoje já estamos aqui fazendo o balanço do mês, hehe. O mês de janeiro foi corrido, mas consegui fazer boas leituras nos dias que tirei de descanso.

Alice Ever After (HQ)

Foto: Divulgação | Amazon

Alice visitou o País das Maravilhas pela primeira vez quando criança. Agora adulta, é seu único escape da realidade fria e estranha da Londres vitoriana. No entanto, para retornar, Alice precisa de algo mais forte que cogumelos, e está ficando cada vez mais difícil alimentar o seu crescente vício enquanto mora com seu pai e irmãs desaprovadores. Quando Alice se interna no Hospital Sagrado Coração para os Perdidos, ela acha que resolveu seus problemas com um novo lar e um fluxo constante das pílulas que precisa para visitar o Chapeleiro Maluco, o Gato de Cheshire e todos os seus amigos. Mas o hospício não é nenhum refúgio. Que horrores a esperam nas profundezas desse lugar terrível? E, por fim, Alice escolherá escapar de sua família e trauma de infância, ficando para sempre no País das Maravilhas, ou encontrará coragem para encarar seus demônios no mundo real? Volte ao País das Maravilhas nesta sequência sombria do artista e escritor Dan Panosian (An Unkindness of Ravens, Canary) e o artista Giorgio Spalletta (Red Sonja: Black, White, Red), perfeita para fãs de Snow, Glass, Apples, de Neil Gaiman, e Mercy and Fables, de Mirka Andolfo.

Alice no País das Maravilhas é um dos meus clássicos favoritos. A atmosfera sombria e nonsense sempre me conquistou e eu cresci influenciada por esse gênero (que talvez influenciou minhas escolhas literárias depois de adulta). O público em geral também ama a história e, sempre que possível, traz uma versão de releitura do clássico. Aqui, temos uma na versão +18, trazendo uma explicação plausível do que seria o País das Maravilhas de Alice.

Achei uma boa sacada, com bastante mistério e temas necessários hoje em dia (embora são densos e podem ser gatilho para algumas pessoas). Lá fora, a série conta com cinco volumes, porém apenas os dois primeiros chegaram aqui no Brasil. Eu devorei os dois logo em 01/01 e já estão entre os favoritos do ano.

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Alice Never After (HQ)

Foto: Divulgação | Amazon

O País das Maravilhas é seu novo lar, mas os loucos residentes de um mundo lunático se voltaram contra ela. Enquanto a irmã de Alice, Edith, e seu amigo de infância, Earl, lutam por uma maneira de trazê-la de volta, Alice precisa decidir se seu tormento se deve ou não ao pai, a ela mesma ou talvez a uma curiosa combinação de ambos.

Alice foi coroada a nova Rainha de Copas, mas a posição parece vir com mais obrigações que poder. Embora todos os residentes do País das Maravilhas digam amá-la, Alice está começando a se perguntar se precisa de mais que um amigo. Talvez ela precise de uma família. No entanto, mesmo que Alice escape do País das Maravilhas e volte para casa, será o mesmo lar de que se lembra?

O escritor superestrela Dan Panosian (An Unkindness of Ravens, Canary) e o artista Giorgio Spalletta (007: For King & Country) exploram o lado mórbido do escapismo neste conto distorcido que turva os limites entre fantasia e realidade.

Essa é a sequência de Alice Ever After. Se no primeiro volume já vi uma Alice perdida em seu País das Maravilhas, aqui ela assumiu sua condição. Agora precisa arcar com as consequências de suas escolhas, seja no mundo real ou o mundinho particular que ela carrega na mente. O final é bem impactante e espero que a editora não demore a trazer o terceiro volume para o Brasil.

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A Mansão na Colina Rainer

Foto: Divulgação | Amazon

Paul Howard é um detetive amador de pouco sucesso que, em férias despretensiosas, decide ir junto a esposa para uma casa de veraneio dos sogros na Ilha de Man. Lá, uma briga acaba fazendo-o deixar a casa e dormir fora; ao acordar no banco de trás de um carro junto a um homem desconhecido, descobre que foi contratado para resolver um caso no interior do país.

Ali encontra o seu destino.

Essa foi a primeira leitura do 12 Livros para 2026. É um livro de terror nacional, com referências aos clássicos do gênero mais aclamados. A princípio, estava achando que seria uma leitura sem sentido. Mas depois que abri a mente e só deixei fluir, a experiência mudou completamente e me surpreendeu um bocado. Recomendo para você que curte um bom terror nacional.

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O Médico e O Monstro (HQ)

Foto: Divulgação | Amazon

O mistério e o terror se materializam quadro a quadro nesta nova versão do clássico de Robert Louis Stevenson. Qual será o segredo que existe entre o sóbrio Jekyll e o asqueroso Hyde? O que aquela criatura bruta e sem modos terá para se tornar íntimo de tão respeitado cidadão a ponto de ser incluído no testamento? Essas e outras perguntas pairam na mente de Utterson enquanto ele observa situações inusitadas acontecerem na casa de seu cliente. Adaptada por Daniel Esteves ilustrada por Wanderson de Souza e cores de Dan Freitas a envolvente trama de ficção científica explora e questiona o que há escondido no íntimo do ser humano e o que se é capaz de fazer quando as ações são executadas sem moral ou ética, quando o instinto fala mais alto. Uma história que não o deixará sair do lugar antes de chegar à última página.

Eu tenho o pé atrás com os clássicos de terror/horror, por conta das inúmeras adaptações que vemos nos cinemas. Todas trazem os personagens como ícones do assombroso e deixam a gente com uma versão mais movimentada da trama. Porém a leitura do original é bem diferente e traz uma experiência arrastada e até frustrante, se estivermos apenas com a versão do filme na cabeça.

Por isso sempre evitei ler os clássicos que já conhecia pelas adaptações. Porém vi essas versões em quadrinhos na Bienal do Livro de 2025 e fiquei curiosa em dar uma chance. A Principis acertou em cheio ao trazer essa versão, com traços marcantes e é uma boa forma de ser introduzido à história original. Contudo, notei que é uma versão resumida da história, com algumas mudanças do original. Mas nem por isso invalida a experiência positiva com a leitura.

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Drácula (HQ)

Foto: Divulgação | Amazon

Drácula é um clássico da literatura de terror e apresenta por meio de cartas, diários e notícias os ataques do vampiro Conde Drácula a moradores de Londres e da Transilvânia. O romance epistolar marcou o gênero e, mesmo não sendo a primeira obra a retratar esse mito literário, definiu o que conhecemos hoje como vampiro, influenciando a literatura, cinema e teatro.

Essa também é uma adaptação da Principis e as mudanças na história original ficaram bem mais evidentes. Se no original temos uma Mina mais submissa a conceitos e pensamentos machistas da época., aqui vemos a personagem em maior destaque e até surpreendendo por algumas falas que jamais veríamos no clássico de Bram Stoker.

Confesso que gostei de ver a personagem com mais voz. E talvez por isso a versão em quadrinhos seja mais aceita pelo público atual (especialmente o feminino). Porém ainda recomendo que leia o original para ver as diferenças e tirar suas próprias conclusões.

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Entre Golpes e Joias

Foto: Divulgação | Amazon

André é um golpista tarado por pés que frequenta velórios para seduzir mulheres vulneráveis enquanto cuida da mãe diagnosticada com Alzheimer.

Trabalhando na joalheria do melhor amigo para fazer uma renda extra, ele vê sua vida virar de cabeça para baixo quando é obrigado a enfrentar um dilema: trair a confiança do amigo e participar de um assalto à joalheria, ou deixar a mãe sozinha e voltar para a prisão.

Perdido entre pés, dinheiro e sangue, André precisa tomar uma decisão. O problema é que nem sempre o caminho mais curto é o que leva ao melhor destino. Nem sempre as coisas saem como planejamos. Às vezes, nossa única companhia é a mentira e o caos.

Esse foi um presente inesperado do autor, que me deixou bem feliz. A trama é um thriller noir, que sai bastante da caixa e dei muitas risadas com o personagem principal. A resenha dele já está publicada no blog e recomendo que vá no post depois conferir tudo que achei da história.

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O Corcunda de Notre Dame (HQ)

Foto: Divulgação | Amazon

Esmeralda é uma cigana que ganha moedas dos passantes do entorno da Catedral de Notre Dame demonstrando todo o seu charme e as habilidades de sua cabra Djali. É nessas ruas que conhece e se encanta pelo capitão Phoebus, após um inesperado embate com Quasímodo, o corcunda que vive na igreja. Mas há ainda outro homem desejando a atenção da jovem, e este fará de tudo para conquistá-la. Entre esses desencontros, a narrativa expõe todas as disparidades da Paris medieval. Uma surpresa a cada quadro.

Esse foi mais um quadrinho da Principis que me surpreendeu. Assim como percebi em Drácula, aqui deram mais holofotes para Esmeralda. Eu nunca tive coragem de ler a história, pois mesmo a adaptação da Disney não conseguiu deixar a trama palatável para crianças. É um clássico denso, forte e que exige estômagos fortes em diversos sentidos.

A HQ deixou essa visão mais “fácil de ler”, ainda trazendo um pouco da atmosfera sombria original. No entanto, existem mudanças bem mais bruscas que gostei, mas podem incomodar os leitores mais caxias por sair bastante do escopo e finalizar rápido demais.

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A Primeira Mentira

Foto: Divulgação | Amazon

Evie Porter tem tudo com que poderia sonhar: um namorado perfeito e carinhoso, uma bela casa com quintal e um grupo divertido de amigos. Há apenas um problema: Evie Porter não existe.

Primeiro, vem a identidade: Evie Porter. Após receber o nome e uma localização de seu misterioso chefe, o sr. Smith, ela aprende tudo que precisa saber sobre a cidade em questão e seus habitantes. Depois vem o alvo: Ryan Sumner. E a última peça do quebra-cabeça é o trabalho a ser feito.

Evie não tem acesso à identidade verdadeira do sr. Smith, mas sabe que esse trabalho vai ser diferente. Ryan está perdidamente apaixonado, e ela começa a vislumbrar uma nova realidade para si. Mas Evie não pode se dar ao luxo de errar ― sobretudo depois do que aconteceu da última vez.

E, para piorar, a situação se torna mais complexa do que o esperado: ela acaba de ser apresentada a uma mulher que afirma ser a única pessoa que Evie lutou a vida inteira para proteger, a única a quem ela poderia sempre voltar: Lucca Marino, sua identidade verdadeira. Agora, Evie Porter precisa estar um passo à frente do passado enquanto se certifica de que ainda há chance de ter um futuro. Muita coisa está em jogo ― mas Evie sempre gostou de um desafio.

Esse foi um livro que pensei demais se ia fazer resenha ou não. Optei por não fazer aqui, mas você pode conferir a opinião só dele no Instagram. Comprei esse ebook há um tempinho, pois estava em promoção na Amazon. Mas ele ficou esquecido aqui na nuvem do kindle até eu me lembrar que ele existia. Comecei a ler e encontrei uma premissa bem interessante, trazendo um thriller com espionagem, que me interessou logo de cara.

Porém a história começou bem, foi perdendo o ritmo ao longo das páginas e terminou de morno a frio. Eu poderia ter abandonado? Poderia sim. Mas sabe quando a história é morna, porém tem uma escrita tão fluida, que você vai lendo e só percebe quando acabou? Foi o que aconteceu comigo nesse livro. Só fui lendo no embalo, por ser algo rápido, só que finalizei com um gosto amargo de ter as respostas explicadas de forma tão mastigada, que insultou minha inteligência. Além disso, foi difícil engatar uma leitura depois dela, pois estou com aquele medo de encontrar uma tão frustrante quanto A Primeira Mentira.

E acho que a sensação ficou mais latente quando fui procurar outras resenhas a respeito e quase não encontrei (nem no YouTube, nem nas bookredes). As poucas que li tinham a mesma opinião que eu. Talvez por isso a ressaca tenha ficado mais forte.

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O Roteiro da Culpa

Foto: Divulgação | Amazon

Quando sua namorada é assassinada no Rio de Janeiro seguindo exatamente a cena de um dos seus romances, o escritor Téo de Castro se torna o principal suspeito — e a única testemunha de uma verdade que a sua memória falha não consegue alcançar. Entre culpa, álcool e lembranças quebradas, ele precisa descobrir quem está transformando sua ficção em crime antes que o próximo capítulo seja escrito com o próprio sangue.

O Roteiro da Culpa é um thriller policial brasileiro de forte suspense psicológico, ambientado na Tijuca e em outros cantos do Rio de Janeiro: ruas chuvosas, estacionamentos vazios, bares e apartamentos apertados onde cada detalhe pode ser uma pista. Aqui, o romance policial brasileiro encontra o clima de romance policial noir: o autor vira assassino simbólico, a literatura vira tribunal moral e cada decisão pesa como uma nova prova.

À medida que a investigação avança, Téo é empurrado para dentro do próprio passado. Ele precisa encarar o que escreveu, o que viveu e o que escolheu esquecer, num jogo em que a mente é o cenário mais perigoso. Ideal para leitores que buscam suspense policial, thriller psicológico e livros de investigação policial com personagens de moral cinzenta e atmosfera urbana intensa.

Se o livro anterior me deixou em ressaca por alguns dias, logo me recuperei com esse achadinho das bookredes. Encontrei ele através de um post patrocinado no Instagram e fiquei curiosa ao ver que estava disponível no Kindle Unlimited. Comecei a ler sem esperar nada, mas fui agraciada com uma narrativa envolvente, com atmosfera noir e ambientada em pleno Rio de Janeiro. E o melhor é ser um livro que fala de livros, já que o principal suspeito dos assassinatos é um famoso autor de suspenses.

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O Alienista

Foto: Divulgação | Amazon

Com quantos doidos se faz uma cidadezinha? É o que está prestes a investigar o ilustre Dr. Simão Bacamarte, renomado médico com estudos no exterior, que funda na vila de Itaguaí a Casa Verde, instituto onde pretende estudar e tratar todos os que sofrem de transtornos mentais. Todo tipo de gente é enviado aos cuidados do doutor, que passa também a enxergar em seus vizinhos e conhecidos o perigoso traço da loucura.Obstinado e fatalmente fiel à ciência, o médico não permitirá que nada – nem a população, nem o Estado, nem o senso comum – impeça sua nobre investigação sobre a razão humana.Publicada pela primeira vez em 1882, esta novela curta e sagaz foi uma das obras mais impactantes de Machado de Assis, um marco de sua voz questionadora e irônica e de sua visão tão certeira sobre questões inerentemente humanas.A edição da Antofágica traz 37 ilustrações de um dos maiores expoentes da arte no Brasil, Candido Portinari, que chegam pela primeira vez ao grande público.Complementando o texto de Machado de Assis, o livro traz também notas inéditas e posfácio de Rogério Fernandes dos Santos, especialista na obra machadiana, um posfácio da professora Daniela Lima e apresentação de Luisa Clasen, do canal Lully de Verdade.

Comecei o mês lendo um clássico (mesmo que em uma releitura) e terminei lendo outro (no modo mais tradicional). Machado de Assis é o meu autor clássico brasileiro favorito, por conta de sua versatilidade e genialidade ao criar cada ambiente único para suas histórias. Eu ainda não tinha lido suas crônicas e, bem como é falado nessa edição da Antofágica, não é um dos textos mais conhecidos do autor. Mas deveria ter mais hype, já que foi o mais divertido e rápido que já li. Aliás, se procura algo do autor para começar a se aventurar, recomendo O Alienista. Tenho certeza de que vai amar e dar várias risadas com a jornada de Dr. Simão Bacamarte e suas teorias sobre a complexidade humana.

Agora me conta nos comentários: teve algum desses livros que mais te chamou atenção? Como foram suas leituras em janeiro?

Postado por:

Hanna de Paiva

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