24 de novembro de 2020

Amantes das séries | Collateral

Olá meu povo, como estamos? Hoje eu vou falar de Collateral, uma minissérie de suspense, disponível no catálogo Netflix.
Collateral | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix

Ficha técnica
Série: Collateral
Ano: 2018
Temporadas: 1 (finalizada)
Episódios: 4 (50min em média)
País: Reino Unido

 

Um entregador de pizza inesperadamente morre após ser atingido por uma bala perdida. Enquanto alguns acreditam que se trata de uma triste fatalidade, a detetive Kip Glaspie (Carey Mulligan) decide investigar o caso mais a fundo, certa de que existe algo a mais por trás do ocorrido.

 

Collateral | Netflix
Londres à noite pode parecer quieta por um lado, mas por outro, é bem movimentada. Os bares, restaurantes e pizzarias estão trabalhando a todo vapor. Não apenas os estabelecimentos, mas os entregadores também. Mas um motoboy é baleado após fazer uma entrega de pizza num bairro de classe média de Londres.
Era uma fatalidade, afinal o rapaz estava trabalhando. Quando a polícia chega, não tem muito o que fazer, já que a rua estava vazia e era tarde. A cliente tinha um álibi plausível, o entregador não tinha companhia. Mas uma testemunha do crime pode mudar todo o cenário. 
A parte boa de ter o Netflix é que posso assistir séries de outros países e estou ficando impressionada com algumas séries europeias. 
Collateral | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix

 

Primeiro porque tenho a chance de conhecer um elenco novo. E o que é mais interessante é que aqui não temos artistas bonitões e de corpo sempre sarado. Temos pessoas normais, como eu e você, que mostram que tem talento e isso basta para um bom trabalho. Além disso, os cenários londrinos tem uma fotografia linda, mesmo quando é na cidade.
A minissérie começa com uma cena de crime, que poderia ser uma fatalidade. Uma vítima de bala perdida, que veio de lugar nenhum, para encontrar o rapaz, que estava no lugar errado, na hora errada. Mas, conforme a equipe da detetive Kip Glaspie vai investigando, talvez coincidências não existam. 
Uma coisa que acho interessante é que até o jeito de investigar as coisas parece ser mais devagar na Europa. Mas o que poderia parecer chato e arrastado, na verdade ficou muito bem elaborado, já que temos todos os ângulos apresentados a nós.

 

Collateral | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix
Apesar de parecerem desconhecidos, todas as pessoas parecem ter relações entre si em algum momento. Por causa disso, todos são suspeitos e guardam muitos segredos, alguns pelos quais valeria a pena matar ou morrer.
Os episódios são bem longos, quase um filme, mas acabei vendo todos numa única noite. Isso porque fui ficando cada vez mais curiosa com o desenrolar da trama. Ela pode trazer uma história fictícia, com um suspense bem boladão, mas toca em assuntos bastante delicados, que as pessoas evitam falar, ou fingem que não existem. 

 

Collateral | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix
Acaba que não é apenas uma série de investigação, mas uma série que escancara que, por mais que tenham o título de “país desenvolvido” ou “país de primeiro mundo”, ainda carregam estigmas antigos, que parecem nunca acabar. Conforme a detetive vai investigando, somos apresentados a casos de preconceito descarado, tráfico, terrorismo e assédio.
Cada núcleo está interligado de alguma forma e é tudo tão sujo, tão nojento, que custa acreditar do que o ser humano pode ser capaz de fazer e ainda dormir tranquilo de noite. Me senti agoniada a cada cena que via, mas ainda assim, não consegui deixar de assistir, pois de fato ficou muito bem feita a trama. 

 

Collateral | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix
Kip é uma detetive meio estranha, diga-se de passagem. Ela tem algumas atitudes que ficam meio soltas ao longo da série, que senti falta de uma explicação, ainda que rápida, principalmente sobre a vida pessoal dela. 
Sei que é uma minissérie, então certas coisas devem ser mais rápidas. Mas custava nada um episódio com mais ou menos 50 minutos explicar alguma coisa da vida da protagonista direito. Ainda mais se são coisas que serão comentadas ao longo dos episódios.
Ela tem um chefe que me parece machista, já não curti muito isso. Aliás, machistas é o que não falta nessa série, vou te contar. A cada situação que acontecia, me dava uma raiva tão grande, que tinha vontade de dar uns tapas na cara daqueles manés.
Além disso, temos toda a questão de saber quem é “o culpado” do assassinato. X assassinx nos é revelado logo no comecinho, mas a questão toda está em chegar até elx.

 

Collateral | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix
 Isso porque x assassinx é apenas mais uma peça num jogo de xadrez bem elaborado, por peixes bem maiores, que Kip vai ter que encarar se quiser fazer justiça. Aos poucos, vamos desvendando os fatos, que sempre tem um fundo psicológico por trás, o que achei bastante interessante também.
Me senti vendo partes de Criminal Minds, numa versão mais lenta e simples. X culpadx tinha motivos para fazer isso. Se eram críveis ou não, aí é com o espectador decidir, mas ainda assim são motivos.
Chega a um ponto em que nos perguntamos quem é a vítima e quem é o real culpado de tudo. Normalmente quando vemos uma cena de crime nos filmes, nos preocupamos tanto em saber quem cometeu e julgar, que esquecemos de olhar o ser humano por trás daquilo.

 

Collateral | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix
São dois lados de uma moeda, que parece viciada, já que nunca vemos o outro lado dela. Nessa minissérie, podemos enxergar esses dois lados e a verdade é cruel. O mundo é sujo, as pessoas são más e cabe a você saber se quer lutar contra isso ou a favor de um sistema cruel e que favorece essa situação. 
No fim das contas, ninguém é inocente nessa história. Todos tem uma parcela de culpa por um sistema frio e calculista, que favorece poderosos e arrebenta o lado mais fraco da corda. Com um final mais ou menos fechadinho, é uma série que te incomoda mesmo, mas ainda assim recomendo.

 

Postado por:

Hanna de Paiva

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