27 de janeiro de 2022

Amantes das Séries | Fique comigo

Olá meupovo, como estamos? Hoje trago minha opinião sobre ‘Fique comigo’, adaptação de um dos livros de Harlan Coben, que estreou recentemente no catálogo Netflix.
 
Fique comigo | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix

 

 

Ficha técnica

Série: Fique comigo

Gênero: Drama/Policial

Ano: 2021

Temporadas: 1 (Finalizada?)

Episódios: 8 (média de 50min)

País: EUA/Reino Unido

 

 

Baseado na obra de Harlan Coben, Fique Comigo é uma série dramática original da Netflix. A trama acompanha Megan (Cush Jumbo), uma mulher vivendo uma vida tranquila e confortável com o noivo Dave (Daniel Francis) e os três filhos. Mas tudo é colocado em risco quando seu passado volta para assombrá-la. Agora Megan precisará fazer de tudo para que sua nova e pacata vida não seja arruinada pelos seus erros do passado, mas alguns segredos simplesmente não permanecerão escondidos.

 

 
 
Fique comigo | Netflix

 

 
 
 
 Megan não poderia estar mais feliz: vivia com um cara incrível há quase 20 anos, com quem tinha três filhos já crescidos e formavam uma família bastante unida. Para completar essa alegria, só faltava oficializar o casamento, que nunca tinha acontecido.
   
Tudo ia muito bem com os preparativos, até coisas estranhas começarem a acontecer com ela. Apesar de ter uma vida tranquila no subúrbio, nem sempre foi assim. Fantasmas do passado surgem quando ela menos esperava e agora tem que lutar para saber de qual lado vai ficar: o presente pacato que sempre quis, ou o passado tentando arrastá-la de volta para seu local de origem.
 
 
Para variar, eu sou a louca que toda vez promete ler os livros de Harlan Coben, principalmente quando devora as adaptações da Netflix, mas nunca cumpre (#shame). Sendo assim, já deixo avisado que esse post tem minhas impressões sobre a magia da série apenas.
   
Quando vi que teria mais uma adaptação do autor, eu precisava maratonar, pois sabia que seria boa. E não estava enganada. Megan é uma mulher normal, que vive uma vida normal. Mas nem tudo são flores na vida da moça, principalmente depois que começa a receber umas visitas indesejadas do seu passado, logo no momento do seu casamento.
   
Ela hoje é uma mulher madura, mas assim como todo mundo, fez besteiras durante a juventude. Besteiras estas pelas quais ela mais se envergonha e tem motivos reais para isso. No clima de “eu sei o que você fez no verão passado”, somos apresentados, também, aos detetives Broome e Erin, responsáveis por investigar o desaparecimento de um jovem, que saiu para curtir o carnaval e não voltou para casa.
 
 
 
Fique comigo | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix

 

 
 
Casos que num primeiro momento não tem nada a ver, de repente parecem ser associados. E são apenas a ponta do iceberg de uma teia de segredos pelos quais vale a pena matar. Séries europeias são boas para conhecer mais de outros países. Mas toda vez que resolvo assistir uma de suspense, já fico com o pé atrás, pois sei que vou passar raiva com os detetives. Só que aqui eu dou minha mão à palmatória, pois finalmente encontrei uma série com detetives que sabem fazer seu trabalho direito!
 
Fique comigo | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix

 

 
Gostei bastante de como Broome e Erin trabalham bem juntos. Porém simpatizei mais com o Broome dessa vez, que parece entender dos “paranauê” e vê todos os sinais nas entrelinhas, sem deixar passar nada batido. Ganhou uns pontinhos comigo (rsrsrs).
 
O que mais gosto nas séries do Harlan Coben é que ninguém é 100% vilão ou 100% mocinho. A própria Megan, considerada a mocinha da história, tem motivos reais para matar pessoas, mas o grande “tchan” é se ela realmente chegou a esse ponto ou não.
   
O mesmo podemos pensar sobre o jovem desaparecido. Ele era mesmo um rapaz inocente que só queria curtir uma festa? Ou tinha mais coisa debaixo do colchão que ninguém sabia? Seu pai jura de pés juntos pela inocência do filho, mas a verdade é que até ele mesmo tem medo de descobrir algo sobre o filho… e sobre ele mesmo.
   
Assim como o marido de Megan alega conhecer todo o passado da esposa, se dizendo um livro aberto. Mas será que conhece mesmo? Embora eu tenha minhas ressalvas quanto à Megan. Como que uma mulher de vida pacata, do subúrbio, que nunca sai para nada, de repente começa a dar uma de detetive por conta própria, chega em casa mega tarde todos os dias e o marido nem se preocupa?! Não estou falando que ele tinha que fazer marcação cerrada em cima da esposa. 
 
Mas poxa, a mulher tem três filhos para tomar conta, não trabalha fora, do nada vive mais fora de casa do que dentro, chega atrasada em todos os compromissos do próprio casamento e ninguém desconfia que ela tem algum problema?! Era mais um motivo para, no mínimo, o marido dela (ou os filhos, amigos, qualquer um com memória boa pelo menos) desconfiar que ela não fosse tão livro aberto assim. Mas ou ele é um corno manso, ou algumas informações deixaram de ser passadas na adaptação. 
 
Fique comigo | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix

 

 
 
Tudo é dúbio. Os fatos podem ser aquilo mesmo ou apenas imaginação. Todo mundo é suspeito e cada minuto é crucial para entender o que de fato aconteceu. Os episódios são relativamente longos, com quase uma hora, mas valem a pena cada segundo. A fotografia é ora mais sombria, ora mais colorida, dependendo de qual núcleo estamos, e mostra um Reino Unido longe dos pontos turísticos e de comédias românticas.
   
Toda cidade tem um lado podre, como vemos nitidamente aqui, sem rodeios. E isso veremos com o passado de Megan, agora perseguida pelos fantasmas que deixou para trás há 17 anos.E esses fantasmas passam a ter nome e sobrenome, conforme Broome e Erin investigam. Aliás, essa foi a parte que mais me deu medo. É incrível como algumas pessoas conseguem ser sádicas.
   
Acho que as aparências enganam resume muito bem o que vi aqui. Pessoas de quem você instintivamente correria por medo são as que te salvam e se preocupam contigo, enquanto o seu assassino está te dando bom dia, bem vestido e a inda te cede o lugar no trem.
   
Fora que deixa uma brecha para muitos assuntos pertinentes, ainda mais nos dias de hoje. Violência, exploração sexual, drogas, assassinatos, não é porque estamos num país desenvolvido que nada disso acontece. 
  
 
Fique comigo | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix

 

 
 
Tudo está escondido por trás de sorrisos de “bem-vindo”, enquanto te recebe com uma faca escondida. Isso é o mais assustador. O final é espetacular e até inesperado (pelo menos de acordo com as minhas teorias, mas fui feita de trouxa bonito). 
   
Por mais que achasse que as coisas poderiam acontecer de uma forma menos jogada, eu gostei e achei um desfecho digno e fechado, que deu um ponto final na trama, sem necessidade de mais respostas. Se ainda não leu o livro (como eu), recomendo que veja a série, porém vá com seu espírito preparado, pois além do “tiro, porrada e bomba”, vai achar coisas que apenas estômagos fortes podem aguentar.
 
 

 

 Já leram o livro? E a série, gostaram? Me contem aí!
Postado por:

Hanna de Paiva

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