14 de novembro de 2020

Amantes das séries | La Revolution

Olá meu povo, como estamos? Hoje eu vou falar sobre La Revolution, uma das séries mais recentes do catálogo Netflix.
La revolution | Netflix
Foto: Divulgação

Ficha técnica:

Série: La Revolution

Ano: 2020

Temporadas: 1 (em produção)

Episódios: 7

Duração: 50min (em média)

País: França

 

 

Em La Révolution, o médico e futuro inventor da guilhotina Joseph-Ignace Guillotin (Amir El Kacem) investiga uma série de assassinatos na França de 1787, descobrindo então um novo vírus que se espalha rapidamente pela aristocracia.

 

 

La revolution | Netflix

 

 

 A Revolução Francesa marcou a História, não só da França, mas do mundo inteiro. Seja em literatura, teatro, filmes, nos livros escolares ou em quadrinhos, é um episódio que fez os franceses serem quem são hoje. E é também exemplo de muitos eventos que aconteceram pelo mundo afora.
Pelo que conhecemos dos fatos reais, a Revolução Francesa ocorreu  por causa de uma situação muito ruim, onde os pobres ficavam cada vez mais pobres e morriam de fome ou doentes, devido à fraqueza, enquanto a corte ficava mais rica, cobrando mais impostos, e esbanjando fartura, cercados pelos muros dos palácios, como se vivessem em um mundo paralelo. 
Mas… e se tudo isso fosse apenas um disfarce de algo maior e mais perigoso? Nessa versão, não apenas a nobreza vivia nesse mundo paralelo de luxo e mordomias, mas também tinha uma estranha doença, causada por um vírus, cuja origem é um mistério.
A doença não foi encontrada em pobres, apenas os ricos tem. Não se sabe como é transmitida, sabe-se apenas que os infectados podem ser as melhores pessoas do mundo, mas quando estão infectadas, elas causam medo por onde passam.
A única pessoa que sabe a possível origem dessa doença é um preso da Bastilha, que está correndo perigo de morte, por “falar demais”. Cabe então ao médico, Joseph Gillotin, o único na região, descobrir se tem uma cura, ou como parar a transmissão.  
La revolution | Netflix
Foto: Divulgação
Quando vi essa série no catálogo da Netflix, tratei logo de ver, pois pelo trailer, eu pensava que seria uma versão mais sombria, por ser algo mais parecido com o que aconteceu realmente na História. 
Mas, pense na minha surpresa quando dei de cara com algo sombrio, sombrio mesmo, de terror. Sim, essa é uma série francesa, com a Revolução Francesa, contada pelo lado do terror. Ainda assim, era uma coisa que me deixou curiosa e, quando vi, estava assistindo ao último episódio já.
Joseph é um médico que hoje trabalharia em postos de saúde lá do interior. O único médico da cidade inteira, tendo que cuidar de todo mundo. Ele é apaixonado pelo que faz, e está encucado com a revelação de um dos detentos da prisão onde ele atende de vez em quando. 
O detento fala que conhece a raiz de um misterioso caso de adolescentes desaparecidas. Há meses elas somem, e são encontradas tempos depois, no meio da mata, mortas de uma maneira cruel. Ninguém sabe quem as sequestrou e matou, mas o caso é mais famoso entre os mais pobres da cidade, rendendo até lendas urbanas.
A grande questão é que o detento está preso há décadas, então como ele pode saber de algo que está acontecendo há meses do lado de fora? Porém, ele sabe de detalhes que estão mexendo com a aristocracia. Pode ser verdade ou não o que ele diz, mas tem que ser calado o quanto antes.
Isso faz ele ser vítima de ameaças, tanto verbais quanto físicas. E é nessas agressões físicas que ele caba sendo atendido por Joseph. Joseph parece ser o único que lhe dá ouvidos, sem querer matá-lo. Isso porque, o que parecia ser delírio de uma pessoa confinada há muito tempo, pode ter um fundo de verdade, quando ele resolve dar uma de detetive e investiga os desaparecimentos mais a fundo e identifica um padrão entre eles.

 

La revolution | Netflix
Foto: Divulgação
Em paralelo a isso, a família Montargis tenta manter as aparências. Ela vive com a criança Madeleine, o tio Charles e os primos Donatien e Marie no interior de Paris. Charles gosta de manter as aparências, dizer que está tudo bem, mas não está. Marie parece que veio ao mundo a passeio e seu pai faz questão que continue assim.
Donatien está trancado em casa e sofrendo de gangrena, enquanto seu pai insiste em dizer o quanto o rapaz é forte feito um touro, para não “passar vergonha”. Elise parece ser a única sensata nessa família, e gostei bastante dela por ter uma veia feminista.
Mesmo que a época e os homens ao redor tentem lhe colocar para escanteio, ela sempre dá um jeito de deixar todo mundo sem resposta, é forte e muito inteligente. Embora Charles não goste dessas atitudes “prafrentex” da sobrinha, ele sabe que não pode dominá-la, então se vinga na mais nova, Madeleine, que é uma vergonha para a família, por ser muda e sofrer com o que eu acho ser epilepsia.
Isso rende episódios um tanto pesados, de preconceito e machismo, que me deram nos nervos. Principalmente quando Madeleine diz o que ela vê quando tem os ataques e vê algumas imagens. O que poderia ser imaginação de criança parece tornar o palácio cada vez mais assustador, e ao longos dos episódios vamos entendendo o porquê. 
La revolution | Netflix
Foto: Divulgação
Some-se a isso, os desaparecimentos na cidade estão se tornando mais frequentes e Joseph parece está perto de descobrir a verdade que está por trás do ducado dos Montargis.  Essa é uma série completamente inesperada. Eu comecei achando que encararia algo realmente mais histórico, mas encontrei algo beirando fantasia a la Game of Thrones

 

Além disso, conseguiram colocar uma pandemia em pleno século XVIII, que aqui é chamada de Doença do Sangue Azul. Joseph é um médico que realmente trabalha por amor. Ele vai onde a doença está, não importa se é num palácio, numa prisão, ou no meio do mato.
Ele pesquisa, ele investiga e ele quer curar pessoas. Quando percebe que as meninas mortas tinham um vírus desconhecido, ele começa a investigar a possível fonte da doença, para ter uma vacina. Aos poucos, vamos entendendo como ela é transmitida, como ela pode ser tratada, e como o governo está lidando com isso.
La revolution | Netflix
Foto: Divulgação
O que gera mais revolta entre a população é exatamente como o governo trata a doença. Já não bastasse a fome e a pobreza, ainda tem esse vírus que  ninguém sabe de onde veio, nem para onde vai, mas causa estragos por onde passa.
Os episódios são narrados por uma voz feminina, que ainda não sabemos quem é, mas parece nos contar algo que está em seu diário. Apesar de ter uma média de 50min, os episódios são tão fluidos, que você maratona fácil. Eu mesma vi a temporada inteira um único dia.
Como se passa na França, temos um cenário maravilhoso, de montanhas e florestas muito bonitas, o que rendem fotografias incríveis. A parte do palácio também é um luxo só, retratando bem como era a vida dos nobres da época. E a vida dos pobres e miseráveis também, num ambiente sujo e sombrio por natureza.
E a parte sobrenatural fica a cargo da Doença do Sangue Azul, que é algo que até seria relacionado a nobres terem sangue azul. Aqui, o Sangue Azul é exatamente a doença que ataca a nobreza. E os deixa arrogantes, prepotentes, egoístas e assassinos.
O que os faz ser assim não parece ter cura, pelo menos é o que dizem, mas nosso herói Joseph parece estar disposto a ir até os confins do mundo conhecido e desconhecido para entender de onde ela surgiu e se terá um fim. 
Aos poucos, a rebelião que estava se formando, começa a tomar um novo rumo, afinal a sobrevivência de todos está em jogo. Assim, a Revolução Francesa toma forma, não para lutar contra ideias políticos, mas para combater uma doença, da única forma que sabem por enquanto, o que traz jogadas políticas, “tiro, porrada e bomba” e mistério.
Essa não é uma serie histórica, nem é um romance de época. Mas é uma série boa para entretenimento, que é possível de maratonar num final de semana em casa, principalmente se você curte séries mais com pegada sobrenatural. Eu não sou muito de assistir série assim, mas essa me surpreendeu bastante e recomendo.

 

La revolution | Netflix
Foto: Divulgação

 

E aí, já tinham visto essa série? Curtem esse tipo de releitura? Ou são mais tradicionais? Me contem aí!

Postado por:

Hanna de Paiva

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