26 de janeiro de 2021

Amantes das séries | O assassino de Valhalla

 Olá meu povo, como estamos? Hoje temos uma série relativamente recente no catálogo Netflix, mas que me chamou bastante atenção: O assassino do Valhalla.
O assassino de Valhalla | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix

 

Ficha técnica

Série: O assassino do Valhalla
Gênero: Drama, Suspense, Policial
Ano: 2019
 
Temporadas: 1
Episódios: 8
Duração: 50min (em média)
País: Islândia

 

Um investigador com um passado conturbado precisa voltar da Noruega para a Islândia após ser convocado para ajudar em um crime. O primeiro serial killer do país está a volta e ele precisa se unir à uma policial para solucionar o caso.

 

O assassino do Valhalla | Netflix

 

 

A Islândia é uma terra gelada, com paisagens lindas e de tirar o fôlego. Mas também é terra de crimes, muitos mesmo brutais, que podem ainda surpreender muita gente. O clima de suspense já começa nos primeiros minutos da série, quando presenciamos um assassinato brutal num píer.
A vítima era um golpista de marca maior, que teria sido morto por um “ajuste de contas” com alguém que provavelmente tinha negócios. Enquanto a polícia investiga esse caso, do outro lado da cidade, um senhor simpático voltava para sua casa, depois de um longo dia de trabalho. 
Porém, sua casa é invadida no meio da noite e ele é brutalmente assassinado. A polícia, que não está acostumada com tanto movimento numa única noite, é chamada novamente e, ao investigar, percebe que ambos os assassinatos dessa noite podem estar correlacionados. Quem é esse assassino? Porque ele matou duas pessoas aleatórias numa única noite? Irá matar novamente?  E mais, o que as duas vítimas, de vidas tão diferentes, poderiam ter em comum, para chamar atenção do assassino?
É nesse clima que começamos essa série. Katta é uma detetive que está há 15 anos na Polícia da Islândia, cumprindo muito bem o seu cargo. Mas nem ela estava preparada para o caso que caiu na sua mão naquela noite. Dois crimes, que a princípio não teriam nada a ver um com o outro, de repente podem ser obra de um mesmo culpado. 
Diante da ideia de um serial killer no país, não só a imprensa cai em cima da polícia para resolver logo o caso, como a população está com muito medo. Com essa pressão toda, a Comissão Policial acaba pedindo ajuda de um detetive com experiência no assunto, que vive na Noruega, para ajudar a resolver o caso mais rápido.
A princípio, Katta não se dá bem com o novo parceiro que ela é forçada a aceitar. Mas Akkar se mostra bem útil em alguns momentos. Juntos, eles vão desvendando várias pontas soltas que existem nesse caso. E o que encontram é mais do que imaginavam.
O assassino de Valhalla | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix

 

Tudo parece estar ligado a um antigo orfanato, Valhalla, que foi desativado há décadas, mas que deixou muitas marcas na vida de algumas pessoas. Os episódios são relativamente longos, com quase uma hora de duração, mas as coisas vão acontecendo de uma forma, que o tempo passa e você nem sente.
As cenas são bem escuras na maior parte do tempo, o que combina bastante com o tem que é abordado ali. Intercaladas com cenários envoltos em muita neve, frio e medo, a série é puro suspense, com temas bem pesados. 
O próprio Valhalla é um lugar horrível. Só de entrar ali, notamos que os detetives tem uma sensação ruim, quase como se o lugar fosse assombrado. Mas os fantasmas que existem ali podem ser bem reais, como veremos ao longo dos episódios. Além da tensão de buscar quem era o assassino, várias questões levavam ao porquê de eles terem ocorrido. 
E essas questões são tão profundas e enraizadas no próprio país, que podem mexer com pessoas que os detetives jamais teriam imaginado. A série inteira veio para mostrar que ninguém é 100% mocinho ou bandido. Os bonzinhos podem ter seus dias de fúria e os bandidos podem ser apenas o fruto de anos de sofrimento que a sociedade abafa para dizer que é perfeita. 
O assassino de Valhalla | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix

 

Todo mundo pode mentir para todo mundo. Ao longo dos episódios, fui traçando várias teorias, e fui feita de trouxa total, exatamente por causa dessa característica dos personagens. Essa foi a primeira obra islandesa da Netflix. E, se depender de mim, pode continuar. Ficou muito boa e a primeira temporada teve final fechado.
Acho que, mesmo se desistirem da ideia, pode ficar só com a primeira temporada, que foi perfeita e teve um final digno. O que achei interessante, e até comentei em alguns momentos por aqui, é que produções europeias não se preocupam com atores bonitões e de corpo sarado. São gente como a gente e estão ali pela profissão, não pela beleza. 
Isso deixa a história mais crível, mas algumas atitudes dos personagens me deram bastante nervoso, por serem lentas demais. Mas levando em consideração que era a primeira experiência dos detetives, principalmente Katta, com um crime elaborado desse tipo, era de se imaginar que eles iriam se embananar no meio do caminho.
Katta é uma ótima policial, e tenta ser uma boa mãe em casa. Mas equilibrar ambas as funções se torna bem complicado quando elas parecem se misturar no meio do caminho. Aliás, eu tenho uma reclamação sobre esse núcleo, pois a problemática que surge, que é um tema bem importante por sinal, acaba sendo resolvido de uma maneira jogada e sem sentido. Fiquei me perguntando o motivo de ela aparecer ali, se não seria bem trabalhada como parecia que seria.
Akkar, por sua vez, é um cara que tem seus fantasmas do passado, e voltar para Islândia para resolver esse caso agora parece mexer mais ainda com eles. 
 
 
O assassino de Valhalla | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix

 

Aos poucos, vamos entendendo o motivo de ele ser mais recluso em alguns momentos. No fim das contas, ele e Katta são uma boa dupla que, mesmo sem se gostarem no início, trabalham bem e gostaria de vê-los em mais uma temporada.      

 

Já tinham visto essa série? Gostam de séries de suspense assim? Me contem aí!

Postado por:

Hanna de Paiva

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