10 de abril de 2021

Amantes das séries | O reino perdido dos piratas

Olá meu povo, como estamos? Hoje eu trago mais uma novidade no catálogo da Netflix, O reino perdido dos piratas, uma espécie de série-documentário sobre a vida dos piratas do Caribe.
O reino perdido dos piratas | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix

 

 Ficha técnica

Série: O reino perdido dos piratas
 
Gênero: Drama, Aventura, Documentário

Temporadas: 1 (em andamento)

Episódios: 6 (44min, em média)

Ano: 2021

País:  EUA, Reino Unido

 

 

O Reino Perdido dos Piratas é uma série documental centrada nos verdadeiros piratas do Caribe, que, no início do século 18, tinham como missão oficial saquear as riquezas do mundo inteiro. A partir da técnica de animação hiperdinâmica, a produção mostra como os corsários britânicos driblaram a proibição da própria coroa após a Guerra da Sucessão Espanhola (1701-1714), tomando posse das Bahamas e lá estabelecendo uma república totalmente democrática. Para além do estereótipo de ladrões implacáveis, esses marinheiros eram, na verdade, destemidos, leais e justos uns com os outros. Ao mesmo tempo que roubavam tesouros dos ricos, eles acreditavam na igualdade – e puderam colocar isso em prática quando assumiram o controle das Bahamas. Fiel ao lema “Uma vez pirata, sempre pirata”, a docusérie retrata os desafios e os perigos que atravessavam a vida dos famosos bandidos do alto mar.

O reino perdido dos piratas | Netflix

 

 Apesar de não ser tão frequente, eu curto assistir alguns documentários, principalmente os que são mais históricos, pois eu sempre acabo viajando no tempo junto com os fatos, ainda não sejam de cenários lá muito bonitos. Mas eu sempre tive um pezinho no passado, pois gosto de saber que temos uma história como humanidade e o que as pessoas fizeram com suas vidas.
Aqui, temos um misto na verdade, meio documentário, meio série, contando como foi a real história dos piratas do Caribe, que se tornaram famosos, não apenas pelas lendas, mas também pela franquia de filmes da Disney, com o inesquecível Jack Sparrow. Em ‘O reino perdido dos piratas’, não temos magia, maldição, nem navio fantasma. Temos cenas divididas entre especialistas em história dos piratas, com personagens que entraram para os livros de história, por fazerem  feitos heroicos… e outros nem tanto…
O reino perdido dos piratas | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix

 

 Antes de terem as vestimentas maneiras, armas poderosas e navios gigantescos, eles eram corsários (se assim como eu, você não sabia, existe uma diferença entre piratas e corsários). Os corsários eram marinheiros com autorização do rei inglês para saquear os navios espanhóis, que estavam vindo em direção às colônias.
Mas algumas coisas foram dando errado, os reis foram ficando cada vez mais perversos e acabava que quem pagava eram os peões, ou no caso, os corsários. Com a promessa furada de que ganhariam um salário mais gordinho, eles cumpriram as ordens, e não viram um vintém do que foi acordado com a Coroa.
Assim, eles passaram a fazer o que sabiam de melhor, mas o lucro ficava para eles mesmos. Então nasceram os piratas, que viram refúgio na ilha de Nassau em primeiro momento. Apesar de todos terem se unido lá na ilha, cada pirata tinha seu próprio navio e sua própria tripulação, o que levou também às suas próprias lendas.
O mais famoso era o Barba Negra, que era bastante temido e virou até lenda mesmo. Mas aqui ele é retratado como todos os outros, uma pessoa comum, com roupas comuns (para a época), sem poderes mágicos.
O reino perdido dos piratas | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix
Achei interessante saber mais sobre ele, como o fato de ele ser estudado e nem sempre ter sido um pirata temido. Só confesso que fiquei muito decepcionada com ele, pois estava pintando o cara como um cara legal, até ele me fazer de trouxa e ver o quanto uma pessoa pode ser corrompida pelo poder (não é spoiler, é história).
Outro personagem que achei interessante foi Anne Bony, a única mulher pirata do grupo. Apesar de ter várias especialistas na moça falando mundos e fundos dela, do quanto ela era forte, destemida e uma grande pirata, não foi bem isso o que eu vi. Enquanto todos os outros piratas homens eram, não apenas comentados, mas seus intérpretes também faziam seus feitos históricos, os de Anne se resumiam a cenas de sexo.
O reino perdido dos piratas | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix

 

Antes que me julguem, não estou aqui questionando o fato de com quantos homens ela dormia. Só fiquei decepcionada porque, logo no começo, se fala dela como uma mulher poderosa, que metia medo nos homens, que era uma pirata fantástica e talz… Mas ela só era mostrada em terra e dormindo com alguém. Ficou parecendo uma propaganda enganosa, sabe?
A não ser essa ressalva, eu achei interessante a forma como a série foi feita, pois a fotografia ficou fantástica, com efeitos especiais maravilhosos, cheios de mapas e aquela magia dos filmes de piratas mesmo, mas com aquele pezinho na realidade.
A gente que dá esse glamour todo para essa época, que era cheia de aventuras e afins. Mas esquece de se perguntar o motivo de eles terem ido parar nessa vida. Além disso, muitos ali eram justos uns com os outros, talvez por isso se tornaram lendas e até hoje contamos os seus feitos.
Mas ainda assim, eram pessoas, e poderiam perder o senso de justiça quando fosse necessário, para salvar a própria pele, ou por ter mudado de ideia. Era uma época de aventuras e riquezas “fáceis”, enviadas com navios gigantescos e pessoas com muita coragem.
O reino perdido dos piratas | Netflix
Foto: Divulgação | Netflix
Mas também era uma época suja, com riqueza vinda do sangue de pessoas inocentes, fogo e fúria dos mares, que nem sempre deixava os piratas voltarem para casa. Anne Bony era uma mulher que fazia o que queria, mas ainda estava sujeita a vários costumes machistas da época.
Não só ela, como várias outras mulheres que viviam na ilha. Aliás, muitos daqueles piratas lendários e “justos” ganhavam a vida com a prostituição e até com mercado escravo, o que vem para afirmar que essa não era uma época gloriosa como se mostra nos filmes e livros, muito pelo contrário. Em muitos momentos, eles queriam lutar contra o sistema da Coroa, que impunha leis injustas para a população.
No Caribe, quem mandava eram eles, que chegaram a formar uma república, que deu certo por um bom tempo, mas assim como qualquer sistema, tem falhas graves. Logo, vemos que os heróis estavam tão sujos quanto os inimigos com os quais ainda insistiam em lutar. Então nos perguntamos quem era os justos no fim das contas?
A primeira temporada tem seis episódios, com cerca de 45 minutos. Apesar de serem longos, eles passam rápido, com essa alternância entre os historiadores e a trama em si. Já deixo avisado que é uma série que precisa de certo estômago para ver, principalmente pela violência e outras cenas, mas ainda assim recomendo que vejam.
Ela mostra o lado real de uma época que ainda insistimos em ver como maravilhosa e gloriosa, que na verdade tinha era tanto sofrimento, descaso e preconceito quanto vemos em várias épocas de nossa história.

 

E aí, o que acharam dessa dica? Curtem esse estilo de série? Ou preferem a de ficção mesmo? Me contem aí!
Postado por:

Hanna de Paiva

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