4 de julho de 2020

Diário de viagem: Fernando de Noronha

Olá meu povo, como estamos? Hoje trago o quadro Diário de Viagem, que estava mais esquecidinho, devido à pandemia e, consequentemente, isolamento social. Apenas para esclarecimento, essa viagem foi feita esse ano, quando ainda era permitido ter voos domésticos e não tinha tantos casos registrados para a Covid-19. Porém, só agora consegui contar para vocês como foi, o que não diminui em nada a beleza de tudo o que vi em Fernando de Noronha.

Diário de Viagem | Fernando de Noronha
Foto: Erik Lourenço | Mundinho da Hanna

 

Todos temos aquele local que imaginamos ser mágico e desejamos conhecer. No entanto, sempre adiamos porque é: caro, longe, precisa ir acompanhado, etc.Para muitos, o lugar mágico é a Disney, nos EUA. Para outros é Paris, por ser a capital da moda e ter o famoso Musée du Louvre
 
Diário de Viagem | Fernando de Noronha

 

Mas o meu lugar mágico é o arquipélago de Fernando de Noronha. Lá, temos a possibilidade de nos conectarmos com a natureza e perceber como o céu fica lindo e mais estrelado, perceber que os melhores momentos da vida podem ser os mais curtos, porém ficam tatuados nas memórias.

Os voos para o arquipélago de Fernando de Noronha são feitos pela companhia aérea Gol ou Azul e é necessário fazer uma conexão no aeroporto de Recife.

 
 
Diário de Viagem | Fernando de Noronha
Foto: Erik Lourenço | Mundinho da Hanna

 

 

 

 
Chegando no aeroporto de Fernando de Noronha, todos os turistas precisam pagar a taxa de preservação ambiental (TPA) antes de sair pelo desembarque. Essa taxa é cobrada considerando a quantidade de dias que o turista ficará na ilha. Normalmente, quando reservamos uma pousada, no pacote já vem incluso um traslado. Fiquei hospedado no Boldro SurfHouse; adorei a localização desse albergue, pois fica próximo ao aeroporto, ao ICMBIO e ao Centro de Visitantes
 
 
Diário de Viagem | Fernando de Noronha
Foto: Erik Lourenço | Mundinho da Hanna

 

Diário de Viagem | Fernando de Noronha
Foto: Erik Lourenço | Mundinho da Hanna

 

Diário de Viagem | Fernando de Noronha
Foto: Erik Lourenço | Mundinho da Hanna

 

 

 
Após chegar no albergue e se acomodar, aconselho ir direto na sede do PARNAMAR (Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha), comprar o ingresso e realizar os agendamentos das trilhas que queiram fazer, para ter acesso às praias mais desejadas (ATENÇÃO! Para algumas trilhas, é necessária a contratação de um guia local). 

Turistando em Noronha

A caminho da Praia da Conceição, me deparei com esse agradecimento tão simples, mas tão verdadeiro.

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Foto: Erik Lourenço | Mundinho da Hanna

 

Diário de Viagem | Fernando de Noronha
Foto: Erik Lourenço | Mundinho da Hanna

Nas revistas, jornais e sites, sempre vi as fotos e matérias sobre Noronha, mas quando cheguei e me deparei com o lugar do meu sonho, visitando um local paradisíaco, fiquei sem palavras. As águas desta praia ficam abrangentes ao mar de dentro, onde fica abrigado dos ventos, assim o mar desse lado da ilha é mais calmo e a coloração é azul turquesa.

 

Diário de Viagem | Fernando de Noronha
Foto: Erik Lourenço | Mundinho da Hanna

 

A paz e a tranquilidade deste local faz você ficar totalmente relaxadx, sem ninguém para te incomodar. A brisa do mar acariciando o seu rosto, o sol massageando sua pele. O contato com a fauna e a flora é tão intenso que você sente medo, coragem, mas fica encantadx e se sente parte dela.

Caminhando pela Praia da Conceição, chegaremos na Baía dos Porcos, onde está localizado o Morro Dois Irmãos. São tantas belezas esculpidas, que vão se moldando durante o dia, pois um momento a maré está cheia e na outra está baixa, assim dando formas esculturais para as rochas.

 

Diário de Viagem | Fernando de Noronha
Foto: Erik Lourenço | Mundinho da Hanna

 

Diário de Viagem | Fernando de Noronha
Foto: Erik Lourenço | Mundinho da Hanna

 

O acesso ao Mirante dos Dois Irmãos é fácil, no entanto existem algumas pedras escorregadias. Na maioria das pedras há muitos caranguejos lindos, mas não se preocupem, pois eles não atacam. Assim que um humano se aproximam eles fogem (os caranguejos da ilha são lindos).

Caso estejam se perguntando ‘você não foi comeu durante o dia…?’ Acho que estava me alimentando com a paisagem, pois o único horário que senti fome foi na hora de volta para hospedagem, mas levei um biscoito na mochila. Após o sair da Baía dos Porcos, fui à praia que mais desejava visitar, a Praia do Sancho. Chegando lá, observei que existem restrições de horários, pois há uma placa informativa com os horários de descida e subida, além disso é necessário passar entre uma fissura estreita.

Antes de descer para a Praia do Sancho, fui até o Mirante dos Golfinhos e, no caminho, encontrei vários lagartos e me apaixonei quando vi especificamente um outro enorme. No Mirante dos Golfinhos, não consegui vê nenhum golfinho, porque normalmente eles passam bem cedo e cheguei lá depois de meio-dia.
Não consegui fotografar, mas vi um filhote de tubarão bem de perto, quando estava na praia e avistei outros tubarões maiores lá do mirante (que emoção chegar perto de um tu tu tubarão).

Ainda na Praia do Sancho, achei uma cachoeira e pude tirar o excesso do sal do mar. Uma curiosidade bem importante, a água do mar de Noronha não é tão salgada quanto a do continente, ademais a temperatura da água é perfeita. Saindo da Praia do Sancho, fui assistir o pôr-do-sol na Pedra do Bode. Foi um dos espetáculos mais lindos que já vi. Havia uma explosão de cores no céu, intensas e selvagens. O sol parecia que estava nos reverenciando, logo à nós humanos! Ao fim do espetáculo, aproveitei um pouco mais as piscinas naturais até escurecer.

Diário de Viagem | Fernando de Noronha
Foto: Erik Lourenço | Mundinho da Hanna

Como fiquei pouco tempo na ilha, não consegui visita muitas coisas, como gostaria. Mas no dia seguinte, fui à Praia do Cachorro, Praia do Meio, Bar do Meio e no Buraco do Galego. Fim da viagem, infelizmente tive que voltar para casa.

Diário de Viagem | Fernando de Noronha
Foto: Erik Lourenço | Mundinho da Hanna

 

Importante:

Alimentação na ilha é cara, pois ela vem do continente. Portanto, aconselho que, antes de viajar, passe no mercado e compre bastante lanche (principalmente se for com crianças). A comida na ilha é cara porque chega de avião, logo o alimento sofre alteração por taxa de transporte aéreo e as demais taxas da ilha e, lógico, o lucro do comerciante.

É possível encontrar lugares que sirvam PF (prato feito) por R$ 30,00. Além disso, preciso falar do creme de cupuaçu dos DEUSES que comi!

  • Transporte: Existe uma linha de ônibus que passa a cada 30 minutos e custa R$5,00. Os táxis são tabelados, com preços fixos, como o litro da gasolina na ilha é bem caro as corridas custam a partir de R$22,00. Também podem alugar bugre ou bicicleta. 
  • Passeios: Os passeios na ilha são em média R$250,00 cada, mas há possibilidade de explorar a ilha sem contratar esses passeios. Bom, eu mesmo fui explorar e aproveitei bastante. 

Antes de vocês arrumarem as malas:

  • Você precisa somente de VOCÊ MESMX para viajar (caso tenha acompanhante é um bônus); 
  • Leve uma boa câmera e bastante memória; 
  • Seu entusiasmo para explorar cada lugar da cidade onde for visitar 

Bom galera essa foi uma das viagens dos sonhos.

Até logo!

Texto escrito por Erik Lourenço

 

 

 

Postado por:

Erik Lourenço

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